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 77 - Bebbanburg, Rei Derfel Cadarn (Tony)
Groo
Posted: May 23 2008, 10:31 AM


. Soberano do Reino Nubai . .... de Mak'Tab Kali (64) ....
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Reino: Bebbanburg
Território: 77
Reino criado no Turno 01

Governante: Rei Derfel Cadarn
Cultura: Arthedali
Classe: Nobre

Jogador: Tony

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"Mate para louvar a vida e viva para celebrar a morte."
Sektah Akbesh
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Groo
Posted: May 23 2008, 10:34 AM


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História Inicial do Reino e Governante:
Bebbanburg


QUOTE

  Bebbanburg é um dos maiores reinos do mundo conhecido. Situado na parte mais meridional do mundo, seu clima é temperado, sendo o verão fresco, abaixo do comum em outros reinos, e os invernos sempre amenos. Com muitas florestas e poucas comunidades espalhadas nas suas beiradas e entre os vales que preenchem o relevo, Bebbanburg é um país em desenvolvimento. Várias estradas são abertas para facilitar o fluxo de mercadorias e informações.

  A neblina é comum nas regiões baixas, erguendo-se do solo à tarde, quando o sol começa a se pôr. A vegetação é densa e o caminho entre as árvores é sinuoso.

  A economia de Bebbanburg se baseia no comércio de excedentes agrícolas e de animais, já que o reino possui uma razoável área agrícola cultivada e grandes aréas de pasto. Os bebbanburguianos preparam a terra em torno das cidades para usá-la na agricultura. Os legumes com raízes bulbosas, aparecem no solo da região, as beterrabas crescem até alcançar cinco quilos. Esses bulbos vermelhoescuro, e suas folhas verdes são elementos importantes na cozinha local.

  Mas nem sempre foi assim. Há tempos esquecidos, onde hoje é o reino de Bebbanburg, existiam três grandes tribos. Essas tribos, comparando-se a nomândes, batalhavam pela riqueza das florestas e planicies. Durante longos anos, as batalhas enfraqueceram a todas esas tribos, tornando verdejantes planicies em campos sangrentos.

  Nesse periodo, onde crianças de 10 anos já se armavam para a guerra, as três tribos viram-se diante um problema maior. Vindos como deuses em gloriosos barcos coloridos, gigantes, como ficaram conhecidos, invadiram as terras próximas a Floresta Faerna e, dia após dia, em combates desiguais, exterminaram uma das tribos. Os gigantes, seres com armas melhores, taticas de combate melhores, armaduras melhores, tornaram-se os novos predadores. Os gigantes eram Drakulathar, prontos a saquear aquela região.

  Enfraquecidos e temerosos, as duas tribos restantes uniram-se contra os invasores, formando, o que seria, a primeira aliança dessas terras. Luna, nome que hoje é dado a primeira mulher nascida na familia, foi a responsável pela união.

  Parecia improvável que os gigantes perdessem, pois, milirtamente, eram superiores. Mas, no hoje conhecido Planicie de StormLuna (Tempestade de Luna), último campo de batalha entre os gigantes e as tribos, uma tempestade varreu o acampamento onde estavam os gigantes. A chuva caia forte, derramando relâmpagos esporádicos. O chão tremia a cada raio que o atingia. Homens gritavam. Sangue escorria. Dor. Gritos. Nomes eram perdidos, fantasmas criados e a cada novo relâmpago, a grama verde era tingida de sangue.

  E os gigantes perderam. Os sobreviventes, atenuados pela má sorte, eram chacinados pelos selvagens das tribos que corriam desnudos, uivando, desferindo golpes certeiros.

  E assim, na Planicie de StormLuna, os gigantes foram derrotados. É justamente desse periódo que surge o estado do reino atual. Bebbanburg, regido pelo atual rei Derfel Cadarn, próspera na pirâmide da civilização: no comércio, na cultura e nas leis. O povo vive pacificamente, ajudando uns aos outros quando necessário. Um juramento feito jamais é esquecido.

  A Igreja, mãe afável e protetora, está sempre presente nas decisões do governo, pois sem a sabedoria dos sacerdotes, as leis podem ser falhas. Um ditado que sempre é dito as crianças, é esse: Sem igreja, sem lei; Sem lei, sem ordem; Sem ordem, sem honrra; Sem honrra, só anarquia.

  A capital, Eoferwic, é o lar do Palácio dos Hérois, um tributo aos antigos mortos na StormLuna. E é de lá, do nascer ao pôr do sol, que o rei Derfel Cadarn mantem seu reino unido.

  E assim continuará.



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"Mate para louvar a vida e viva para celebrar a morte."
Sektah Akbesh
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Posted: Jun 7 2008, 12:11 AM


Rei Derfel Cadarn - Bebbanburg 77
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Resumo Anual:
Bebbanburg e o Ano das Brumas
( Ano 0 )



QUOTE
  A guerra contra os gigantes estrangeiros há muito tinha terminado, seus dias de sangue e horror eram apenas lembranças para os velhos, e corajosas historias para os jovens. Dias melhores estavam se formando, e cada um podia sentir as mudanças no ar.

  No antigo campo de batalha, onde a lenda diz que a lua derramou seu poder contra os gigantes estrangeiros, um enorme palácio teve sua última pedra acrescentada. No monte de StormLuna, o Palácio dos Heróis foi erguido, desafiando o céu em seu esplendor. O povo logo se uniu, e as primeiras construções tiveram seu inicio.

  Enquanto as folhas verdes da primavera enfeitavam as árvores e os peixes desciam correnteza abaixo, uma cidade se formava, com suas casas mesclando-se a mata. A madeira, dificilmente retirada da floresta, era constantemente transformada em cinzas, garantindo um confortável aquecimento aos moradores.
Do alto da colina, no Palácio dos Heróis, um jovem rapaz derramava inocentemente lagrimas em um corpo sem vida. Podia senti-las, fria, arranhando a maciez de sua pele juvenil. Os olhos, imersos nas saline-as águas, fitavam o corpo de seu pai, Belenos Cadarn, num estado de torpor cadavérico. Foi uma vida prazerosa para Belenos, mas que durou pouco. Aos 44 verões já não mais soprava o ar dos pulmões.

  Apenas o seu filho, Derfel Cadarn, de 16 verões, parecia querer inundar a câmara com suas lagrimas. Ele era filho único. Primeiro de uma linhagem que deveria ser longa.

  O calor tomou posse do dia e da noite e as fogueiras de aquecimento já não eram mais necessárias. O dia, mais longo, trazia consigo um ar de esperança na vida dos camponeses que, sem se importar com á vida plena de seus senhores, trabalhava na terra incansavelmente.

  Até que a noticia chegou. Estrangeiros, portando ouro em vez de armas traziam consigo noticias de um mundo recém descoberto, onde grandes porções de terras eram governadas por apenas um homem. O Palácio dos Heróis logo se encheu desses homens, cada um tornando saliente suas palavras. Provavam suas noticias com mercadorias trazidas de terras exóticas, distantes, quase inalcançáveis. O povo acolhia essas boas noticias e logo um, entre os mais promissores das Terras da Colina, campo de batalha, cemitério de grandes homens, ergue-se para nomear-se rei. Era Derfel Cadarn.

  O rapaz que nos últimos meses havia derramado lagrimas pela dor da perda, hoje as derramava pelo poder que alcançara. Os antigos problemas estavam sendo resolvidos, para que fossem apenas folhas de um outono longínquo, tão distante quanto eles pudessem lembrar-se.

  Não demorou, em fim, para que o filho de Belenos, o jovem Derfel, fosse proclamado rei, titulo que jurou receber em honra ao pai.

  Sua percepção notável ajudou, a saber, o que tinha e o que não tinha em mãos. O Palácio dos Heróis foi convertido em sua sede oficial e o pequeno povoado, situado abaixo da colina, não tardou a transformar-se em cidade, ganhando o nome de Eoferwic, ou ‘forja da vida’, em dialeto local.

  As chances brotavam como milho na primavera, enchendo um único ramo com seus caroços dourados. Os estrangeiros que há tempos traziam notícias do mundo foram contratados por Derfel que viu em seus conhecimentos uma chance de prosperidade. Esses homens, com suas famílias e servos, receberam terras de Derfel e juraram defende-los quando precisassem, em troca de revelar o que descobriram por onde passaram. Foram informações úteis, valiosas, e todas acatadas por Derfel, cujas ações refletiam-se no conhecimento obtido dos estrangeiros.

  Logo se passou o verão, deixando espaço para a desnudes atrevida do outono, com árvores nuas de folhas e rios fracos em peixes.

  E tão rapidamente como o outono, veio o inverno, com seu frio a gelar os ossos e sua brancura a derramar-se no horizonte. E, o espantoso, atributo que só foi repetido muito tempo depois, foi à formosa bruma que se formou em Eoferwic. Suave, macia, um toque úmido de brancura envolvia a cidade. Tão linda. Tão penetrante. Era uma confortável sensação de nuvens cobrindo o céu. E era o momento em que Derfel colhia seu vasto plantio de conhecimento e confiança.
Enquanto a cidade era coberta pela névoa, as ordens de Derfel eram cumpridas em rigor. De cada canto do reino chegavam noticias bem sucedidas de suas construções. Os estrangeiros, nomeados nobres locais, iniciaram um império para Derfel. Noticias de que terras mais ao sul foram transformadas em pasto para gados e granjas para aves traziam alegria para a população que agora podia surtir sua parca refeição. Pequenas lojas de estrada foram abertas, sítios transformaram-se em grandes potências alimentícias, tendo leite, carne e ovos para vender.

  Nos arredores de Eoferwic, nomeada capital do reino, inaugurou-se a primeira guilda de lenhadores, com eficiência para sustentar a crescente demanda por madeira.

  No prolongado inverno desse mesmo ano, os jovens e velhos do reino, quase que misticamente, despertarem de seus pensamentos mesquinhos e acompanharam o crescimento que ascendia em Bebbanburg. O conhecimento perdido de várias técnicas, do luxuoso tabaco até a organização militar, tornou-se hábito nas terras do reino e logo se iniciaram as especulações de como, quando e onde construírem essas idéias.

  Os bebbanburguenses, aparentemente unidos sobre a voz de Derfel, observavam com satisfação as obras de seu senhor. E, como se não bastasse, para acalmar as preocupações temerosas de muitos que viam o reino desprotegido, o rei Derfel anunciou sua mais nova conquista: a contratação de um General.

  Se no mundo não há melhor anfitrião do que um Nubai, cuja cultura festiva espelha-se por onda passa, no campo de batalha um Arthedali faz-se notar. Seu conhecimento, sua experiência, sua técnica, tudo isso em campo de batalha era uma inquebrável barreira, cabendo aos inimigos aceitarem sua derrota. Seu nome era Vander Delfeio, titulado Sir Vander, General das Reais Tropas de Bebbanburg.

  As folhas continuavam caindo, tornando os galhos das árvores simples espetos tocados pelo sopro do vento. As crianças cresciam em um mundo totalmente diferente do que viviam seus pais; novas tecnologias eram descobertas a cada momento e noticias de que reinos prosperavam próximos a Bebbanburg tornaram-se tão comum que já não mais chamavam atenção. Eram os vizinhos de Bebbanburg.

  E finalmente, no fim do ano envolvido pela bruma, o mensageiro chegou.
Era um pedido, formal na escrita, sólido no interesse. Eram termos que nada representariam se poucas estações antes houvesse chegado. Mas era um sinal, um sinal de que Bebbanburg era importante ao mundo. Bebbanburg fora convidado a assinar um tratado de um reino que pouco conhecia. Suas terras eram distantes, bem, bem distantes. Sua soberana, uma mulher cuja inteligência era saciada com ouro que extraía em abundancia de suas propriedades, pedia que seu reino, Cotê Paradis, fosse neutro, intocável, inviolável perante os semelhantes. Suas terras eram amigáveis a todos os que buscassem honestidade e amizade.

  Derfel assinou. Assinou não porque julgasse se era ou não um reino realmente neutro. Não conhecia essa rainha, Giovanini, não conhecia seus reais interesses, mas os outros reinos, na mesma situação que Bebbanburg, colocaram seus nomes sobre esse acordo e juraram defende-lo. E assim foi feito.

  Mas tão somente deu-se legitimidade a esse acordo, um acontecimento único fez-se surgir. De todos os cantos do mundo, reis, rainhas, nobres ou servos, todos foram convocados a participar de um evento. A Guilda do Saber.

  O desafio era simples, ganhar pela inteligência ou pela batalha. O prêmio, uma possibilidade de entender melhor a forma do mundo. E Derfel, como mostra de caráter, aceitou vencer ou ser vencido nessa disputa.

  Viajou semanas para que desfrutasse da paisagem paradisíaca de Cotê Paradis. Infelizmente não venceu a disputa. Mas seu tempo não foi em vão. Seu conhecimento sobre o mundo tornou-se muito maior. Nomes de reis, de reinos, novas técnicas. Tudo novo para Derfel, e tudo seria aplicado em Bebbanburg.
Seria em Bebbanburg que Derfel testaria seus conhecimentos.

  Em bebbanburg.

  Era o ano das Brumas.


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Tony
Posted: Jul 2 2008, 05:16 PM


Rei Derfel Cadarn - Bebbanburg 77
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Resumo Anual:
Bebbanburg e o Ano do Inverno Vermelho
( Ano 1)



QUOTE

  Em quanto o mundo se descobria, de canto a canto, as terras de Bebbanburg produziam riquezas. Homens e mulheres juntavam-se nas praças, aconchegando-se no calor das fogueiras que eram acesas em homenagem a sabedoria de Derfel Cadarn, que em pouco tempo construiu vários armazens para estocar a madeira tão preciosa. O povo usufruia de uma maior quantidade dessa materia e logo novas formas foram dadas a ela.

  Do centro Sul, onde os camponeses empunhavam espadas para se defender dos perigos da selva e abrir caminho por entre o emaranhando verde da floresta, novas tecnicas de produção de Lanças foram descobertas. Os homens transformavam as hastes lisas em cabos e uniam lâminas afiadas, criando uma arma letal, que seria usada para defender Bebbamburg.
No Oeste, caravanas confirmavam a descoberta de uma erva muito usada pelos ricos mestres de caravanas, cujas petalas eram usadas pelos sábios para dores no corpo. Vilas transformavam-se em importantes produtores dessa materia e logo seu crescimento seria notado. Familias interias tiravam sua renda produzindo o tabaco.

  De longe, noticias sobre uma aliança entre os principais drakulatares forçou a corte de Bebbanburg unir-se noita a pós noite, seus membros mais influentes receiosos pela crescente evolução dessa cultura. Após discussões cerradas, o rei Derfel decidiu manter-se neutro nesse assunto, o que gerou um descontentamento entre os nobres.

  Esse quadro de descontentamento, proferido pela ganância de nobres inescrupulosos, iniciou uma série de revoltas, cujas marcas sombrias são contadas para os jovens, no intuito de que não se repitam.

  No outono do mesmo ano, quando a colheita das ervas de tabaco cedem lugar para sua fabricação, agitadores incrédulos assolam vilas inteiras, deixando um rastro de mortos e fumaça. Com ordens de resolver essa situação, parte da capital bebbanburguense, Eoferwic, o Conselheiro e importante amigo de Derfel, Oren Bel’Danor, cuja confiança e sabedoria eram conhecidos por todos. Com uma escolta de pouco mais de vinte homens, Oren deveria formar uma milicia leal ao governo e pôr fim ao tumulto que dominava a região. Dizem, os relatos, que Oren não teve dificuldades. Suas palavras conciliadoras chegaram aos ouvidos certos e sua confiança no governo tornou sua tarefa fácil. Ele tinha terminado bem seu trabalho.

  Mas foi pouco tempo depois, no meio do inverno, quando os rios e lagos congelam e as árvores estão nuas e as lebres escondem-se nas tocas, que a lascíva rebelião novamente surgiu. Começou com a noticia de que Berek, rei de Sathena, tinha recrutado homens e formado um exercito e que já tinha declarado guerra contra o reino de Austicia, cuja simpatia era nutrida pelos seus vizinhos. Lorde Dartel, cuja produção de tabaco proporcionava o titulo de nobre mais rico do reino, aproveitou para lançar suas palavras envenenadas por entre sua região. O apreço que sentia por Derfel desde sua decisão de não se meter nos assuntos dos drakulatares definhou a tal ponto que julgou ser merecedor de comandar o reino, projetando uma aliança com os lordes negros.

  Aproveitando de seu ouro e sua influência, Dartel inflamou mais uma turbulência em Bebbanburg, mas de uma forma tão discontrolada que essa foi a maior tragedia sofrida em Bebbanburg desde sua unificação.

  Aves carniceiras cantavam e lobos cinzentos uivavam enquanto crianças e velhos morriam, seus corpos contorsendo-se nas chamas ou mutilados por golpes de lanças ou espadas. A neve branca tingia-se de vermelha ao tocar o chão ensanguentado. Do alto de seu castelo, Lorde Dartel olhava receioso pelas perdas, mas julgava que poucos inocentes mereciam sofrer pela grandiosidade de sua ganância.

  Convocado as pressas e sobre grande agitação, Oren Bel’Danor mais uma vez recebu a tarefa de controlar a situação. Cançado, velho e sentindo o peso da idade e a força do frio do inverno, Oren viajou para as terras de Lorde Dartel, pouco sabendo que seria os últimos flocos de neve que veria em sua vida.

  A milicia protetora de Bebbanburg, a mesma convocada as pressas para diluir o último tumulto, foi pega de surpresa no fim da estrada que hoje leva o nome de Estrada Sem Vida, pouca usada pelos que conhecem seu significado. Cançados, com ossos congelando-se e um receio na missão, os homens não tiveram chances contra a turba enlouquecida que surgiu de repente, como um redemoinho. Mais sangue era derramado em quanto os inocentes, ainda surpresos, perdiam o sopro da vida conferida por Ardos. Apenas dois sobreviventes foram levados ao castelo de Lorde Dartel, um era velho de mais e o outro jovem de mais.

  O calabouço de Lorde Dartel, imundo, fetido e apertado, foi o lar de Oren e um rapaz de 17 anos chamado Elerin, um dos que formavam a milicia protetora. Por uma semana esses dois homens desfrutaram da maldade de Lorde Dartel, até que seu sofrimento terminou com uma lâmina cortando seus pescoços, o sangue pelas pedras do castelo e os olhos abertos fitando o carrasco de sua libertação.

  Sem noticias por duas semanas de seu amigo e preferido conselheiro e pressioando pela revolta que se seguia no reino, Derfel Cadarn tomou um pulço firme no inverno vermelho. Convocou mais uma vez os principais lordes do reino e, desta vez, assegurou que nem um deles tramaria nada contra ele. Um grande conselho de guerra formou-se em Eoferwic. Tendas foram armadas, tavernas receberam ordens de hospedar qualquer viajante. Estabulos ficaram lotados, ruas apilhadas e a população da capital cresceu em um ritímo alucinante. Juntos, esses homens decidiram um documento importante na vida de qualquer bebbanburguense. Palavras foram ditas em quanto a ponta da pena roçava sua tinta preta nos pergaminhos produzindo um barulho que passava despercebido aos ouvidos da multidão. No centro da cidade, em cima de um palanque, um nobre lia o que horas antes fora decidido no conselho: a Ata de Defesa Interna. Esse documento continha as leis de Bebbanburg.

  Ao mesmo tempo em que palavras eram ditas, lanças eram produzidas e soldados eram treinados. As agitações que dominavam Bebbanburg deveriam parar e Derfel Cadarn não economozaria nesse propósito. Homens juntaram malha e aço, marcharam dia e noite com apenas um objetivo, conter os revolucionários de Lorde Dartel.

  As folhas de pergaminhos seriam muitas se contasse em detalhe as cenas desse acontecimento e não ouso quebrar essa regra, de modo que me atenho a um resumo infimo do que conteceu, dizendo que as tropas de Bebbanburg conseguiram conter os vibrantes caóticos seguidores de Dartel. Os corpos de Oren e Elerin foram encontrados, suas carnes bastante deterioradas. Lorde Dartel, cujo nome é seguido de maus presságios, escapou para até não mais ser visto, preferindo esconder-se nas sombras de um reino distante. Por fim, o rei Derfel confiscou terras e propriedades, julgou homens e mulheres e ao termino de dois meses, fez um acordo com o nobre rei e amigo de confiança Taeket, de Kalis-Mircius. Mil, dentre os revolucionarios bebbanburguenes, foram enviados para Kalis-Mircius e o destino deles ficou na mão de Taeket, que prometeu respeita-los, ao modo Nubai.

  Os últimos flocos de neve cairam e a neve, acumulada por dias nos sopes das montanhas, derreteu. Estradas ficara enlameadas, árvores deram novas flores e frutos e pode-se, em fim, ouvir o doce canto dos pássaros na Floresta da Adaga.
Era o fim do ano 2, o fim do Ano do Inverno Vermelho, e Bebbanburg estava feliz.





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Tony
Posted: Jul 10 2008, 03:59 PM


Rei Derfel Cadarn - Bebbanburg 77
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Resumo Anual:
Bebbanburg e o Ano das Novas Folhas
( Ano 2 )


QUOTE
O último ano terminou com a neve vermelha tingindo as terras de Bebbanburg. Os gritos de dores ainda sobrevoam as noites e poucas pessoas ousam sair à noite.
  Entretanto, igualmente às folhas que cobre de verde os galhos cinzas e secos das árvores, esse foi um ano feliz para Bebbanburg.



QUOTE
Nos dias que se passaram a matança nas terras de Lorde Dartel a neve derreteu, mas as chuvas continuavam e as àrvores desnudas pingavam numa terra que precisava de esperança. O solstício se aproximava , mas o sol não aparecia. O mundo estava envolto nas garras da ganância.

  As primeiras folhas da primavera apareceram e o vento refrescante trouxe as noticias do novo ano. A fé em Ardos aflorou nos corações dos Nubais e Kalis-Mircius sofreu. Insinuações alegando ser culpa dos Arthedalis se alastraram pelo mundo e uma certa desconfiança foi gerada. O rei Derfel, que concidera Taeket, rei de Kalis-Mircius, seu amigo, enviou sentimentos e confirmou que as Arthedalis de Bebbanburg não tinham nada haver com isso. Kalis-Mircius chorou por muitos dias.
  A terra se adequava e a vida voltava ao normal. Os rios transbordavam devido ao desgelo e as estradas ficaram enlameadas. Por todos os cantos os camponesês preparavam a terra para o plantio. A industria das armas teve um crescimento favoravel e lanças encheram os armazens do reino. Com o Tratado da Lança assino entre os reis de Vale de Lug, Kalis-Mircius e Bebbanburg, Derfel tinha o compromisso de fabricar Lanças em uma escala gigantesca. Soldados eram treinados e serviam para controlar o povo.

  Recebido com um jantar no Castelo dos Herois, em Eoferwic, capital de bebbanburg, um mercador trouxe uma informação que atiçou por nites os sonhos do rei Derfel. Saido das lendas mais antigas um fabuloso leão branco foi avistado no sul de Mikryll. O rei Derfel mobilizou sua força e convocou seus melhores homens para uma jornada épica. Transpor mares, desbravar florestas, superar os desafios, eram a meta de Derfel e seu único premio serio o leão branco. Foi justamente nessa epoca que ele soube das mortes.

  No sul de Bebbanburg, onde a Floresta da Adaga tem sua maior porporção, chegou a noticia de que um grupo de Drakulatahares tinha se infiltrado e iniciado um culto cujas oferendas eram nada mais do que as crianças Arthedalis. Derfel enviou seus homens e deixou ordens claras e recompensas par quem desse fim a esse culto. Os primeiros desaparecimentos ocmeçaram e logo seus corpos foram achados mutilados. Um rastro de sangue seguia o culto e nem os animais estavam livres. Semanas após sua comprovação, um crânio de uma criança fi encontrado com a frase escrita cm sangue “Ordem dos cavaleiros do Crânio”. Os boatos tornaram-se assutadores e um sentimento de insegurânça paiorou sobre Bebbanburg. O medo gerado levou pais a trancaram suas crianças em casa. Estrangeiros começavam a ser ignorados e o culto continuava com sua matança.
As autoridades locais nada podiam fazer. Patrulhas foram montadas e as estradas constantemente vigiadas. Forasterios eram interrogados e alertados osbre a pena de morte. Bebbanburg chorava a perda das ciranças mas jurara um destino pior para os infíeis drakulatahres desse culto.

  As folhas tornavam-se pesadas nos galhos, a colheita se aproximava, os campos eram bem cuidados e os depósitos estavam prontos para os grãos. O feno era preparado, a lenha era cortada para o inverno e as hastes de boa madeira eram lisas e preparadas para receber a ponta de aço que as transformariam em lanças. O gado era engordado, o leite virava queijo, o tabaco preparado para consumo.
Coros de crianças cantavam noite a noite nas igrejas de Bebbanburg. O comercio crescia de forma surpreendente com a ajuda dos imigrantes mersins-selunenses. Bonecas de trigo, cestas de frutas, pele de raposa, brinquedos de madeira, tudo era vendido e comprado e o ouro circulava nas mãoes dos bebbanburguenses.

  Os meses foram passando e com ele o verão. As estradas secas tiveram seus últimos cavaleiros pois logo seriam trechos intransitaveis. O fim do ano trouxe névoas e gelo. O gado foi morto e o fedor dos poços de maceração deu lugar ao cheiro nauseabundo dos poços de curtume. Tonéis de água, sal e uma mistura de ervas enchiam as tavernas das cidades.

  Em Eoferwic, capital de Bebbanburg, uma decisão do rei Derfel tornou esse o inverno mais frio do que esperava: os impostos foram aumentados.
De canto a conto houve indignação pelo aumento e muitos julgaram ser um aumento desnecessário. Homens conversavam nas tavernas e aguçavam suas opniões nos odres de vinho. A igreja não conseguia controlar a massa e logo a apoiou. Essa mudança de impostos, que julgara Derfel ser a melhor época para sua implementação, foi amparada pela criação do Regime Juridico, utilizado com sucesso em reinos desenvolvidos. Mas o aumento não deu certo e o povo se descontrolou.

  Mais uma vez o inverno termina com preocupações. Temores que podem virar realidade, mas até aqui, antes do último floco de neve cair, Bebbanburg cresce brilhante como uma nova folha em uma árvore frondosa.



This post has been edited by Tony on Jul 10 2008, 04:07 PM


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