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 winter wonderland, rp aberto, baile de Natal/Inverno
Nicole Carter
Posted: Nov 1 2011, 02:32 AM


para adopçao
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Baby, let me blow your mind tonight

What do you mean you’re out of tulips? tagarelava Nicole Carter com o telemóvel de capa dourada colado à orelha. Esbracejava irritada e abria a boca numa ou outra expressão incrédula de quando em vez Não me interessa o que lhes aconteceu, eu sou a Nicole Carter e reservei a porcaria das flores há imenso tempo portanto se não tiver cinquenta arranjos florais no meu salão de festas daqui a uma hora pode ter a certeza que nunca mais arranja emprego! , fez um sinal com a mão elevada no ar a duas caloiras para que lhe colocassem o vestido acabado de lavar a seco para cima da sua cama imaculada. Desligou o telemóvel irritada e ajeitou os longos cabelos loiros com as pontas dos dedos delicados e finos. Podem ir , disse firme como se da sua empregada e confidente russa se tratasse. Oh que saudades sentia da sua competência. Motya, ainda que pouco instruída e pouco fluente em inglês conseguia ser mais inteligente que aquelas vacas gordas que tinha de aturar e que nem para escravizar serviam. Vão pedir à Heather que vos maquilhe, que eu não tenho paciência para casos perdidos” , rosnou gesticulando para ilustrar melhor a ordem que acabava de dar a duas loiras burras.

Fechou a porta atrás delas e encostou-se com um suspiro exausto. Finalmente algum tempo para gastar consigo. Pousou os óculos de sol prada numa cómoda de pinho junto ao tocador e com todo o vagar e delicadeza despiu as roupas que lhe cobriam o corpo deixando-a nua enquanto caminhava sobre o chão frio até à sua banheira onde uma quente e relaxante banho esperava por si. Decidiu perdoar as caloiras mentalmente, afinal de contas não eram tão inúteis como pensara. Sentou-se na porcelana fria e colocou a mão na água para proar a temperatura. perfeita . Colocou um pé na água, depois o outro, e cedo estava deitada imóvel a saborear aquele banho de imersão com cada centímetro do seu corpo pálido. Deixou-se ali ficar durante algum tempo de olhos fechados e e cabeça encostada, a ouvir apenas o barulho abafado ao longe dos preparativos para o baile de natal. O nome que Nicole lhe escolhera não teria sido de todo o mais original – Winter Wonderland – mas visto que mais ninguém sugeria algo melhor e havia pouco tempo, acabou por ficar estabelecido que seria perfeito para uma festa gelada e cheia de glamour ártico. Já que pensava nisto acabava de se lembrar do telefonema que ainda teria de fazer para a empresa de esculturas em gelo.

Acabado o seu banho, enrolou-se numa toalha branca com um “N” bordado à mão dourado. Dirigiu-se de novo ao quarto e vestiu a lingerie branca rendada que lhe fora oferecida por William alguns dias atrás. Não que o quisesse aceitar, mas era absolutamente deslumbrante e, verdade seja dita, ficava-lhe igualmente bem. Sorriu para si mesma perante a imagem desapontada de William quando Nicole lhe recusar o previsível pedido de Deixa ver como te fica . Enfiou duas meias de Lycra branca delicada cujas ligas tinham um detalhado acabamento em renda e vestiu o gown branco que escolhera há semanas atrás. Depois sentou-se e enquanto o ferro de encaracolar aquecia decidiu aproveitar para se maquilhar. Quando o aparelho atingiu a temperatura certa enrolou uma madeixa de cabelo em torno dele e esperou.

Enrolou outra madeixa, e outra, e mais outra, até que ouviu a porta bater. Um toque que conhecia como a palma das suas mãos. Entra, Stan. , pediu com um sorriso nos lábios quando o viu entrar nos aposentos reais. Porém, depressa o sorriso se desvaneceu e deu lugar a um esgar agoniado Que gravata é essa?, ralhou enquanto pousava o ferro e se levantava na sua direcção. E que nó tão mal dado! e com dois gestos de mãos desenrolou a gravata hedionda do melhor amigo segurando-a entre os dedos. Anda cá., pediu que o acompanhasse até a um dos armários enormes que tinha na suice presidencial da Delta House. Pegou numa gravata azul e subindo a um pequeno banco ao pé da cama enrolou-a ao seu pescoço espesso fitando a maçã de Adão de Stanley que lhe ficava ao nível dos olhos. Stan sempre fora incrivelmente alto, mas ultimamente nem de saltos agulha de 12 centímetros o conseguia apanhar. So, ahm…viste a Mandy?, perguntou aclarando a garganta. Nicole revirou os olhos Achas que tenho tempo para tomar conta da tua namorada? Deve estar num dos quartos a ajudar as caloiras. God knows how much they need it. disse e fez uma careta que provocou em Miller uma gargalhada sentida. Fica quieto! ordenou dando-lhe uma palmada ao de leve no ombro.

Pronto, já estás lindo. How do I look?, perguntou rodopiando sobre si mesma terminando com uma vénia cordial. Ela riu. Fantástoca, como sempre., respondeu acertadamente. Nicole curvou-se em sinal de agradecimento com um sorriso sentido no rosto. Vá, pira-te lá daqui que ainda tenho que fazer., disse enquanto o empurrava porta fora. Olhou-se mais uma vez ao espelho e após os últimos retoques, estava pronta para o baile. Tagarelou ainda com alguns fornecedores ao telemóvel mas assim que espreitou o salão de festas o seu coração saltou uma batida. Sentiu um caloir confortável invadir-lhe o corpo. Estava tudo perfeito e exactamente como tinha imaginado algumas semanas atrás. Estivera há tanto tempo a planear esta noite que teria de matar alguém se algo não estivesse do seu agrado. Talvez as companheiras Delta tivessem levado demasiado a sério essa afirmação à revelia de assassínios em pleno campus decidiram obedecer.

Instantes depois era felicitada por William, o mais perfeito e bem escolhido par para aquela noite, que apesar de não ser a sua primeira escolha era certamente a mais acertada para um evento daquele tipo. Quisessem ou não – e definitivamente não queriam, ou Nicole não queria – eram o it couple e teriam de manter a fachada porque convinha a ambos e às suas famílias. E tudo iria correr na perfeição, se William não fosse um prick que engoliu o mundo e se achava o homem mais irresistível à face da terra. Cumprimentou-a com um beijo cortês nas costas da mão. Esse vestido fica-te bem, acabou por dizer quase num murmúrio ao ouvido da loira Mas acho que sem ele ficarás bem melhor, rematou na perfeição com uma leve dentada na orelha que a fez arrepiar-se. What else is new?. Nicole sorriu cinicamente depois de revirar os olhos e se sentir corar de raiva. Deu graças a Deus por estar escuro atrás da passadeira vermelha, não iria dar a William o gostinho de a ver afectada por meras palavras que saíam daquela boca que meio campus já tinha provado. maybe tonight you'll see that present you gave me, mentiu com todos os dentes que tinha na boca com o conhecimento do loiro, que afinal de contas nao era parvo nenhum e era fluent em sarcasmo, tal como ela. Limitou-se a olhá-la intensamente e a oferecer-lhe o braço, que Nicole agarrou cuidadosamente.

De repente estavam a ser anunciados. A passadeira vermelha diante dos seus pés pálidos felicitava-a com a sua presença. Respirou fundo e colocou o seu melhor sorriso superior. A rainha acabava de chegar.

tagged: everyone! word count: 1318 place: delta house, salao de festas. outfit: já ponho template by: psycho lyrics: “till the world ends” by Britney Spears notes: William you adorable prick.



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Mia Harris
Posted: Nov 10 2011, 12:27 AM


pipz
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hello world, I’m your wild girl.

No Campus da Etheridge University of New York não se ouvia falar de outra coisa senão o aguardado Baile de Inverno. Durante os dias que lhe antecederam, as lojas da baixa da cidade pareciam não ter mãos a medir com a afluência de raparigas que procuravam um vestido para a ocasião, ainda para mais em plena época natalícia.

Mia sentou-se num muro e, enquanto fumava um cigarro e esperava o autocarro, olhou, através do vidro, para dentro da loja que ficava precisamente em frente à paragem. No interior do estabelecimento, viu um grupo de raparigas em frente a um espelho, todas elas deslumbrantes nos vestidos de gala que ainda exibiam a etiqueta. Aquilo só fez a morena pensar no quanto também gostaria de ir ao Baile. No ano anterior, este coincidira com a sua viagem a Sydney, portanto nem pensara muito no assunto. No entanto, Harris queria permitir-se a desfrutar de todas as experiências que a sua vida académica lhe podia proporcionar. O grande problema da questão era, sem dúvida, o facto de Mia Harris nunca ter envergado nada que se assemelhasse a roupa feminina, muito menos de gala. O seu lado feminino continuava a debater-se constantemente e a bradar no seu íntimo.

Na superfície vítrea da paragem dos autocarros, o seu olhar captou o próprio reflexo. Não via, de todo, uma rapariga bonita como aquelas que estavam do outro lado da rua. O seu cabelo desgrenhado e as roupas escuras quase não deixavam que os olhos azuis cristalinos sobressaíssem na pele branca. A morena suspirou e os seus lábios rapidamente formaram um sorriso quando Agnes Marie surgiu na sua mente. Se havia pessoa que conseguiria que Mia Harris entrasse no Baile de Inverno sem ser impedida por envergar trajes inadequados, seria, sem dúvida, a irmã do seu melhor amigo. Acabou por mandar uma mensagem a Agnes a caminho da Residência Universitária.

O quarto, que neste momento não era partilhado com ninguém, estava um perfeito desastre. Havia roupa espalhada por todo o lado, a cama exibia uns lençóis revoltos e a pequena cozinha tinha louça na bancada à espera de ser lavada. Rapidamente, apanhou a roupa do chão, colocou-a na máquina de lavar, fez a cama, ainda que fosse de forma muito desleixada e lavou a louça, pondo-a a escorrer de seguida.

Com o quarto mais apresentável, Mia abriu o seu armário e olhou para a sua roupa, de braços cruzados e pensativamente. Precisamente no momento em que pegava num cabide e pensava na possibilidade de aquela camisola preta até ser aceitável, Loud irrompeu pelo seu quarto. Harris não sabia dizer o quanto odiava o facto de, sem saber muito bem como, ela ter uma cópia da chave do seu quarto. - Loud! Já te avisei quanto ao assunto da chave. Um dia destes, dás de caras com o teu little brother. - Rosnou, atirando com o cabide que tinha na mão para cima da cama. – What’s the problem? - Franziu sobrolho, em resposta à observação dela. A loira apressou-se a dizer que ninguém ia a um baile com jeans, ténis e camisola, questionando se não teria algo mais clássico. - Fucking god! Stupid dress code. - Resmungou, depois de mostrar um sorriso gozão perante o facto de a outra rapariga não querer o irmão por perto. - Não há nada de trágico em usar umas jeans e uns ténis. Are you kidding me? – Um vestido seria a última coisa que se poderia encontrar no armário da morena. Agnes mostrou um sorriso, dizendo com orgulho que era uma mulher prevenida, e atirou-lhe um saco, o qual Harris apanhou com agilidade. Sentou-se no pequeno sofá individual e adoptou uma postura séria e autoritária quando Mia retirou uma peça branca, meia rendada, e uns saltos altos enormes do saco e se começou a rir. – Really? – Não protestou mais quando viu os saltos da outra rapariga e ela disse que teria pouco mais de meia hora para a ensinar a andar neles sem cair. Acabou por se despir, ficando apenas em soutien e boxers femininos, e, quando se preparava para vestir a roupa que Loud lhe trouxera, ela tornou a reclamar, exigindo que vestisse, pelo menos, uma tanga. – For what? Ninguém vai andar a ver a minha roupa interior! – A loira atirou-lhe uma suposta resposta que faria todo o sentido para as raparigas, mas que ela não achou muito convincente, e lançou-lhe um olhar para procurar no enorme saco. Agnes Marie Loud parecia ter pensado em tudo aquilo que Mia não teria. Contrariada vestiu a lingerie preta e rendada, a camisola branca e, para seu enorme desgosto, uma saia preta que acabava a meio da coxa. - Oh, no, no no! – Protestou quando a mais nova pegou no seu enorme livro de Anatomia Humana e lho pôs em cima da cabeça. Rendida, consciente que até tinha sido ela a pedir a ajuda da irmã de Edward, empenhou-se em andar nos saltos altos sem cair e exibir uma postura correcta. Felizmente, equilíbrio era coisa que não lhe faltava, devido ao skate, portanto apanhou-lhe o jeito rapidamente. Harris acabou por se sentar numa cadeira, enquanto Agnes olhava para ela e falava sozinha, tirando escovas de cabelo, imensa maquilhagem e outras tantas coisas que a londrina não fazia ideia do que seria. Com muitos berros de dor e tentativas de fuga por parte de Mia, a loira conseguiu que as suas sobrancelhas ficassem perfeitamente delineadas e o buço fosse inexistente. – I’m gonna kill you. – Rosnou entre dentes. Seguiram-se os puxões de cabelo e o lacrimejar dos olhos, devido ao eyeliner.

Uma hora depois, Loud deu por terminada a sua tarefa e deixou, finalmente, que Mia se visse ao espelho. Ao ver o seu reflexo, não quis acreditar naquilo que via. O cabelo da rapariga máscula e desajeitada já não parecia basto, mas sim uma linda cascata de ondulações. A sua face parecia o rosto delicado de uma boneca e as suas pernas pareciam longas e firmes. A cintura fina notava-se mais do que nunca. – Oh, god. – Limitou-se a dizer, completamente atónita. – Thanks, Agnes. - A loira exibia um sorriso enorme nos lábios, orgulhosa. A rapariga acabou por se ir embora, depois de dizer que também tinha de se ir arranjar e fazer prometer à mais velha que não trocaria de roupa nem mudaria de ideias em relação ao Baile. – See ya!

Mia Riley Harris estava parada em frente ao edifício do salão de festas da Universidade. Envergava um casaco preto elegante que batia cerca de dois centímetros acima do joelho, ocultando por completo o conjunto da saia e camisola rendada. O seu lábio inferior já estava dormente, graças à força com que ela o mordia e ao frio de pleno Dezembro. Inspirou fundo e percorreu a passadeira até à entrada.

Cordialmente, pediram-lhe o casaco para ser colocado no bengaleiro, e Harris acedeu, tirando-o relutante depois de desabotoar os botões um a um. De olhos postos no chão, tentando não cair em frente à Universidade inteira, foi calmamente até ao bar. Revirou os olhos ao ver o Beta-mor sentado ao balcão. Mordeu o lábio nervosamente, uma vez mais, e, quando se preparava para pedir uma bebida, o barman colocou um copo de champanhe à sua frente, indicando quem o oferecera. Sem querer acreditar, Mia olhou para ele e revirou os olhos. - Thanks. - Encostou-se de costas no balcão e deu um grande gole, sem se preocupar que a etiqueta dizia que não o devia fazer, principalmente com aquela bebida. Naquele momento, o álcool seria a única coisa que a faria esquecer que tinha uma saia estupidamente curta vestida.

A voz rouca e masculina tornou a fazer-se ouvir na sua direcção. Harris riu-se ligeiramente, sem querer acreditar que o emproado do Pratt estava a falar com ela sem lhe atirar nenhum insulto. - It's my second year. – A morena inclinou-se na direcção dele. - Are you sure that you’re talking to the right person? I’m not one of your little friends. – Perguntou com um sorriso malicioso. O loiro, com um ar superior insuportável, respondeu, acabando por percorrer a rapariga com o olhar. Ela não tardou a lançar-lhe um olhar furtivo. - I'm glad you know that. Ia ficar muito pissed se, por alguma eventualidade, me confundissem com uma barbie. – Tornou a beber da sua bebida, desta vez, um pequeno gole pequenino, e mostrou-lhe um sorriso irónico. - Thanks for the drink, anyway. Enjoy the party. – Em passos curtos, para não perder o equilíbrio, passou pelo Beta, com o intuito de procurar alguém conhecido.

O seu pulso fino foi agarrado por uma mão quente. Mia voltou-se e viu que era William Pratt que a segurava, soltando-se com um leve puxão. - Não me vou embora. Vou deixar-te sozinho para poderes dedicar-te a quem quiseres. – Respondeu, insinuando precisamente aquilo que ele sabia que circulava pelo Campus. - Óptimo, então vamos.


WORDS: 1502 | OUTFIT: gorgeous, doesn't she? | TAGGED: agnes and pratt | NOTES: and the duck becomes a swan!



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Pixie Dolls
Posted: Dec 21 2011, 12:32 AM


ritz
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i dare you to let me be your one and only
Pixie envergava um vestido vermelho que lhe assentava que nem uma luva e uns sapatos de salto pretos. Estava em frente ao espelho da casa-de-banho e aplicava um pouco de blush. Não sabia porque se estava a aprontar nem sequer porque ia à festa de Natal. Tinha vontade para tudo menos para aturar a bunch of idiots a divertirem-se enquanto ela olhava para eles. Na verdade, ela ultimamente nem tinha vontade para nada. Até podia culpar as hormonas, mas bem, that’s the lamest excuse ever. Voltou a colocar a pouca maquilhagem que tinha utilizado no seu necessaire e voltou ao quarto. E, uma vez mais, estava sozinha.

Agarrou a sua pequena bolsa e saiu em direcção à Delta Sorority. Não tinha acompanhante mas isso era o que menos a preocupava naquele momento. Sorriu àqueles que a cumprimentaram durante o seu pequeno percurso e entrou, finalmente, no local da festa. A música era alta e as pessoas pareciam minimamente controladas, mas Pixie sabia que isso não iria durar muito tempo. Não existia festa em que não houvesse confusão, já podia ser considerado tradição. Dirigiu-se a um espaço mais calmo e encostou-se a uma parede, observando as pessoas a divertirem-se. Nem um esforço fazia para se divertir e só queria que aquilo acabasse, para voltar ao seu dormitório e enfiar a cabeça na almofada.

Rezava para que não encontrasse James quando uma voz grave e serena a cumprimentou. Não pôde deixar de revirar os olhos. Mas que lata! “Olá.”, disse simplesmente, sem olhar sequer para James. Não estava com cabeça para o encarar, principalmente depois do que ele tinha feito. Pixie riu sarcástica. Era assim tão difícil de perceber porque raio estava ela a agir daquele jeito? “I don’t know, go ask your friend.” Permanecia encostada à parede, fixando o vazio, e ouviu Turner despedir-se dela. “É, vai lá ter com ela. Have a good night.” Estava a ser bruta e não queria saber o quão magoado o outro poderia sair. Ela também devia ser levada em consideração e se havia coisa que James não tinha feito durante o tempo em que a ignorou foi levá-la em consideração. Porque haveria ela de o fazer, então?

Dolls sorriu de lado. Por mais que não quisesse admitir, ficou feliz por ele não ter ido realmente embora. No entanto, a sua postura rígida voltou a aparecer ao ouvir as palavras de Turner. Agora começava a ficar irritada. “Aquela moreninha de olhos claros. Não me digas que não te lembras!”, pronunciou com um tom mais sarcástico do que aquele a que estava acostumada a recorrer. Deep down, ela sabia que não tinha sido nada assim tão grave quanto isso, mas não suportava a ideia de James a afastar e depois ir ter a correr com outra qualquer. Parecia que ele nem queria saber de Dolls, depois do tempo em que ela nunca o deixou. E dadas as vezes em que só faltava ele correr com ela à vassourada, acreditem que teve mais que oportunidades para pegar nas suas coisas e ir mesmo embora.

Respirou fundo e afastou-se, finalmente, da parede. Fitou James e um sorriso irónico apareceu no seu rosto maquilhado. “Amiga, nada mais… Tal como eu, não é, James?” Irritava-a profundamente a relação dele com a outra, cujo nome era Mia. Não culpava a rapariga. Culpava-o a ele. Por todos os motivos e mais alguns, tinha ciúmes. Tinha ciúmes porque ele parecia ter um à-vontade natural com Mia que nunca teve com Pixie, por mais que ela tivesse tentado. Dolls sabe que Turner é peculiar, mas ele parece nem se esforçar seja para o que for. Os olhos azuis de ambos cruzaram-se por vontade da morena. “Eu gostava que tentasses.”

As palavras que James queria deixar sair pareciam presas. Pixie nunca sabia o que iria sair da boca dele e isso dava-lhe cabo da cabeça. Ela olhou para outro lado e bufou levemente. “Ok, James.” Cerrou os maxilares e olhou-o de um jeito quase desesperado, como se lhe implorasse por algo. “Mas decide-te de uma vez por todas.” Toda aquela situação magoava-a mais que tudo. Sabia que a relação de ambos estava por um fio e não sabia como remediá-la. Não sabia como remediar James. Ele aproximou-se de Dolls e disse não saber lidar com tudo aquilo. Pixie respirou fundo e deu uns quantos passos em frente, relutante, de modo a ficar perto dele e colocar-lhe uma mão no peito. “Deixa-me ajudar-te, então. Passas a vida a afastar-me… não o faças.” Estava a pedir-lhe o impossível, dada a sua personalidade complicada. Mas ela também não sabia lidar com a frieza e o afastamento dele, logo depois de um momento minimamente carinhoso.

A dificuldade de James em expressar-se parecia cada vez maior, pelo que colocou a sua mão sobre a de Dolls e a afastou do seu peito, sem deixar de a largar. Pixie olhou para James como que aterrorizada. Ela não queria esquecê-lo de forma alguma; se o quisesse fazer, tinha-o feito há muito tempo. Sentia que podia desatar a chorar a qualquer momento. “Se eu ainda aqui estou… por algum motivo é. Mandar-me embora não vai mudar nada.” Turner estava a tirar-lhe o chão. Por mais estranha e complicada que a relação de ambos fosse, Pixie nunca quis que ele se fosse embora. E ponderar tal coisa estava a matá-la por dentro. Escondeu a cara, virando-a para outro lado e deixando os negros e longos cabelos caírem, quando sentiu uma lágrima a percorrer a sua bochecha.

Turner elevou o queixo de Pixie e envolveu-a num abraço, abraço esse que ela correspondeu. Sabia que ele falava a sério em relação a ir-se embora e, por isso, as lágrimas caíram sem fim. Soluçava baixinho, encostada ao peito do rapaz. “Não me deixes, James.”, implorou num murmúrio, apertando-o mais contra si. Não valeu de grande coisa deixar a máscara cair, ele foi embora na mesma. Ele abandonou-a.

Recompôs-se (se é que podia chamar à maquilhagem que lhe escorria pelos olhos algo recomposto) e atravessou a multidão, que lhe lançava olhares cortantes. Não estava nem aí para o que quer que fossem pensar dela e do estado em que se encontrava. Logo Dolls que nunca tinha achado piada nenhuma a estas coisas de depressões! Arrastou-se até aos jardins e sentou-se num dos bancos. Logo decidiria o que fazer.

TAGGED: James | WORDS: 1050 | OUTFIT: este vestido e sapatos; penteado/maquilhagem: like this | NOTES: já é quarta mas ça n'interesse pas | template coded by ORANGE CARAMEL ! @ ATF


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jeydon sparrow
Posted: Dec 21 2011, 09:22 PM


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And I'm a bad boy,
cuz I don't even miss her, I'm a bad boy for breakin' her heart the good girls are home with broken hearts.


Desde que Jeydon conheceu James, este sentia uma certa obrigação em ajudar o rapaz a espevitar-se mais e a viver a vida de uma maneira mais descontraída. Naquele dia, sabia de um evento que poderia ajudar o “amigo” a começar essa tarefa.
Saiu de casa e dirigiu-se ao quarto do amigo, no campus da faculdade. Sem qualquer hesitação, bateu á porta, e segundos depois, James abriu-a, ficando pasmado a olhá-lo, com uma expressão de interrogação na cara.
Sem mais demoras, entrou pelo quarto do amigo enquanto, num tom descontraído, lhe perguntava "Ainda estás assim? A festa espera-nos!” De forma reticente, James fechou a porta e deu uns passos para mais perto de Jeydon, enquanto proferia palavras de admiração. Jeydon revirou os olhos “Sim, uma festa… não sei se estás familiarizado com essa palavra.” Continuava impávido e sereno a olhar o comportamento um tanto ou quanto desconfortável do outro, que parou e, para desmancha-prazeres, enrolava o assunto. “Nunca se sabe quem lá vais encontrar.”
Esta última afirmação parecia ter desconfortado realmente James, que desviou o olhar com grande descaramento, acabando por pôr as mãos nos bolsos e balbuciar qualquer coisa que Jeydon não estava interessado em ouvir. Finalmente, decidiu-se a ceder, satisfazendo a vontade do Beta que soltou uma gargalhada vitoriosa, olhando o amigo “Tu vais ver que ainda me vais agradecer.”
Dito isto, atirou-se para a cama do moreno, esperou que este se aprontasse para o baile. Saíram finalmente dos aposentos de James e dirigiram-se rapidamente á Delta Sorority, local onde se daria o baile. Á medida que ia chegando ao local da festa, as pessoas iam-se aproximando e saudando-o, fazendo-o parar vezes sem conta para as cumprimentar, opondo-se ao seu caminho de ida para o balcão das bebidas, seguido por James, sempre com a sua postura calada, que ia cumprimentando, de uma forma muito simples, algumas das pessoas que iam passando.
Quando finalmente conseguiram alcançar o balcão das bebidas, ambos pegaram nos copos de champanhe á disposição e beberricavam, á medida que Jeydon apreciava o ambiente da festa. Estava entretido na sua bebida e nos seus pensamentos quando James o informou que se queria ir sentar numa mesa. “Hum? Já te vais sentar?” Realmente James gostava pouco daqueles ambientes festivos, e Jeydon sabia-o, mas mesmo assim queria que aquela noite o rapaz se divertisse e deixa-se de lado a sua postura demasiado séria. Jeydon acabou por aceder ao desejo do rapaz, dirigindo-se para uma mesa vazia, sentando-se graciosamente enquanto bebia mais um golo do champanhe. James sentou-se e fez uma observação que deixou Jeydon divertido, acabando por soltar um riso convencido, olhando á volta para apreciar as raparigas que iam entrando, ou aquelas que já estava no meio da multidão, divertindo-se e dançando despreocupadas. “Isso já se arranja.”
James não respondeu, apenas esboçou um pequeno sorriso, o que fez com que Jeydon procura-se por assunto de conversa. A primeira coisa que lhe veio á cabeça foi aquela rapariga com que James tinha estado envolvido e nunca lhe tinha falado bem dela. Resolveu puxar por aquele assunto “Então, tu e aquela outra miúda… como é que ela se chama mesmo?”
Não era preciso ser muito esperto para voltar a notar o quanto aquele assunto o deixava desconfortável, no entanto, Jeydon continuou a puxar pelo assunto, querendo obter respostas e, quem sabe, voltar a juntá-lo a ela naquela noite. Pois mais tarde ou mais cedo Jeydon iria arranjar qualquer rapariga com quem se divertir, mas não se poderia esquecer da missão que tinha em mente: ‘ajudar’ o rapaz.
“Aquela… m… mia?” não tinha a certeza do nome da moça. Acabou de beber o champanhe, pousando em cima da mesa o copo vazio, enquanto o observava, bebendo antes de responder o que quer que fosse. Enquanto isso, levantou-se rapidamente e tirou outro copo de champanhe, bebendo mais um golo e voltando para a mesa, á espera da resposta do rapaz. “Costumas andar aos beijos com todas as tuas amigas?”. James limitou-se a responder directa e rapidamente que não costumava ter amigas. “Melhor ainda”, pensava com um sorriso sarcástico nos lábios “Então beijas desconhecidas?” Mais uma vez, o rumo da conversa tornava-se desconfortável para o futuro médico, o que deixou Jeydon ainda mais entusiasmado. Continuava com o sorriso sarcástico estampado no rosto, á medida que ia saboreando o seu champanhe. Porém, ficou um tanto ou quanto admirado com a resposta completa e bem falada que James acabou por dar, limitando um pouco as manobras de diversão de Jeydon. Apenas proferiu “Tens que relaxar mais.” Enquanto bebia mais um e outro golo de champanhe, velozmente e com pouco tempo de intervalo.
Era agora o outro que admirava a população que estava ali reunida, numa noite que prometia ser mais uma grande e inesquecível noite. Conseguiu observar que o olhar do ‘amigo’ se fixou por meros segundos numa morena de vestido vermelho. Jeydon aproveitou a deixa “Olha aquela miúda”, apontando com a cabeça. James nada respondeu. “Conheces?”, insistiu Jeydon. Acabou por responder um “hm-hm” afirmativo e pouco convicto. Jeydon continuava com uma ideia na cabeça “E não vais lá? É que se não fores eu penso seriamente em lá ir…” Jeydon prendeu o olhar na morena enquanto continuava a beber muito tranquilamente o seu champanhe. O rapaz á sua frente olhou-o de uma forma quase mortífera, o que deixou Jeydon com um gozo dentro de si mesmo, sentindo que estava a atingir o seu objectivo. No entanto, este não era assim tão fácil, acabando por estragar quase mortalmente o contentamento e divertimento de Jeydon ao responder-lhe quase com indiferença. Jeydon acabou por desviar totalmente o olhar da rapariga, encarando o amigo e encorajando-o a fazer-se homem e ir de uma vez por todas ter com ela.
“Arranja tema. Daqui a pouco pode ser que encontre por aí alguém e não te quero deixar sozinho.” Deu a desculpa. Ainda assim, James continuava a fazer-se de difícil o que começava a estragar completamente os planos de Jeydon e irritando-o ao mesmo tempo. Controlou-se e, com um olhar severo, mas pouco visível, esticou o braço e pousou a sua mão no ombro do moreno enquanto segurava na outra mão o copo de champanhe quase vazio, fitou-o “Já foi um martírio tirar-te de casa, ao menos vai lá divertir-te!” Finalmente, decidiu-se a aceitar o conselho do amigo e levantou-se, dirigindo-se á rapariga.
Jeydon ficou no mesmo sítio, acabando de beber o último gole de champanhe. Pousou o copo, quando vazio, próximo do outro. Levantou-se velozmente e perdeu-se entre a multidão, querendo essencialmente aproveitar aquela festa.



PEOPLE: Jeydon e James WORDS: 1.086 OUTFIT: fato preto, camisa branca e gravata preta também. NOTES: Jeydon in action.



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Elle Vaughn
Posted: Dec 22 2011, 10:56 PM


ritz
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the cycle ends right now
I bet you got pushed around Somebody made you cold But the cycle ends right now Cause you can't lead me down that road And you don't know, what you don't know... Someday I'll be living in a big ol' city And all you're ever gonna be is mean Someday I'll be big enough so you can't hit me And all you're ever gonna be is mean Why you gotta be so mean?
Elleree tinha passado o dia a preparar-se para a festa de Natal, tanto física como mentalmente. Ainda não estava bem em si de que tinha sido realmente convidada por alguém. Sim, Trevor era praticamente um irmão para ela, mas contava. Decerto que ele tinha coisas bem mais interessantes para fazer do que estar com uma rapariga que nem divertir-se sabe. O mais certo era ele fartar-se da sua companhia e partir lá para as suas aventuras. Elle rezava para que isso não acontecesse. Se já se ia sentir deslocada com o moreno, sem ele então seria o descalabro total.

Estava preparada há imenso tempo e começava a pensar que o mais certo era McFayden ter-se esquecido dela. Não o culpava, aborrecida como ela era. Deu graças a deus quando ouviu alguém a bater à porta. Só podia ser o amigo, visto todas as suas roommates já terem saído. Levantou-se num ímpeto (e teve sorte em não se ter estatelado no chão) e caminhou para a porta. Desviou o cabelo dos olhos, respirou fundo e abriu, finalmente. “Olá”, cumprimentou com um sorriso tímido. Observou a figura elegante diante de si e não pôde deixar de lhe fazer um elogio, ainda que mentalmente. Era muito raro ver Trevor assim tão aperaltado e estava mais que bem.

O mais alto abriu um sorriso e observou Vaughn, dizendo que ela estava linda – como sempre! –. Elle não evitou baixar a cabeça ao sentir as bochechas arderem. Não era todos os dias que recebia um elogio. “Obrigada.” Trevor sugeriu que fossem andando para a festa; Elle fitou-o. “Sim, deixa-me só…” , pediu meia atrapalhada, apontando para o quarto atrás de si. Regressou à sua cama, agarrou a sua bolsa e voltou para junto de Trevor. “Ready.”

Seguiram caminho juntos, em silêncio até o mais alto lhe perguntar se estava tudo bem e a tratar por ‘pequena’. Ela não é tão pequena quanto isso, mas conhecem-se há tanto tempo que era impossível levar a mal. Elle encolheu os ombros e sorriu; tem um sorriso adorável. “Vai-se andando, e contigo?” Vaughn nunca fora de muitas palavras, dizia apenas o que achava essencial e voltava para o seu canto, o seu mundo. Era, muitas vezes, considerada anti-social, embora fosse simplesmente só tímida e sem grande coisa a dizer.

Já no exterior, o mais alto despiu o casaco e passou-o a Elleree, para evitar que ela se constipasse. Apesar de feliz pela preocupação do mais velho, não evitou sentir-se embaraçada. “Não é preciso, a sério.” Pegou no casaco e esticou o braço para o devolver. Trevor acenou negativamente com a cabeça e colocou-lho sobre os ombros, ordenando para que ela deixasse de se fazer de esquisita. Elle não estava a ser esquisita, só não queria incomodá-lo; já bastava Trevor ir com ela ao baile. “Mas assim ficas tu com frio…” , murmurou. Gargalhou com a resposta do rapaz – estava à espera de algo do género – e deu-lhe um leve empurrão.

Trevor perguntou a Vaughn acerca de rapazes. Rapazes! Ela riu super embaraçada e escondeu a cara no casaco do rapaz, que estava nos seus ombros. “Eles não querem nada comigo.” McFayden não pareceu engolir essa, mas era a mais pura das verdades. Elleree nunca foi o tipo de rapariga por quem os rapazes se interessam. Ela não se sabe divertir (prefere ficar no seu quarto, na companhia de um livro e um chá do que sair à noite), não bebe álcool, não é oferecia (nem pouco ou mais ou menos!)… porque raio haviam eles de aproximar-se dela? Só mesmo para que ela os ajudasse nos estudos, devido às suas boas notas. “Nada disso.” , respondeu com uma pequena gargalhada.

“Podes ir aplicar o teu charme.” , brincou assim que chegaram à porta da Sorority, com um sorriso adorável mas um tanto atrevido. Conhecia bem McFayden e os seus hábitos e não queria prendê-lo. Ela lá se amanhava. Acabaram por entrar e Trevor vestiu o seu casaco, como que exibindo Elleree. Escondeu a cara com uma mão e a sua bolsa preta, enquanto a outra agarrava a do amigo. A festa estava animada e a abarrotar de raparigas do género das de Trevor e, se fosse outro, o mais certo era abandoná-la e partir lá para as suas aventuras. No entanto, o moreno tinha-lhe garantido que ficava com ela e isso deixou-a um pouco mais segura.

Foi encaminhada pelo amigo a uma mesa, que pelo caminho agarrou um copo de champanhe. Elle fez o mesmo, apenas para não parecer mal, e sentou-se num banco, ouvindo Trev. “Não conheço ninguém, portanto… Quem pode ir embora és tu.” , e deu um pequeno (minúsculo) gole no champanhe. Para além de Trevor andar na Etherige há mais tempo e conhecer os cantos à casa, tem bastante mais facilidade em conhecer pessoas que Vaughn. Aquando da pergunta de McFayden, Elle arregalou ligeiramente os olhos e pousou o copo na mesa. “Não devias saber já que tenho dois pés esquerdos?” Elleree não sabe dançar e calculou que tal coisa fosse bastante óbvia para Trevor – para Trevor e para qualquer um que a visse dançar. Sem esperar resposta, o rapaz gargalhou descaradamente e puxou a de olhos claros para a pista, colocando-se em posição e dizendo que ela iria entrar para a história.

Vaughn tentava acompanhar os movimentos do mais alto, sem desviar o olhar dos pés. Era um zero à esquerda nas danças; é que não tinha jeitinho nenhum. “Devias ser cavalheiro mais vezes…” , proferiu, elevando o olhar e reparando numa rapariga que os olhava com má cara. “…mas pelos vistos não precisas.” Ouviu a piada de Trevor e encolheu ligeiramente os ombros, acabando por pisá-lo. Tinha sido realmente má ideia desviar o olhar dos pés. Soltou umas gargalhadas com um à-vontade bem mais nítido perante a proposta de McFayden. “Desculpa… Eu disse que não sei dançar.” Trevor fê-la girar mesmo antes da música terminar e largou-lhe as mãos, de modo a voltarem ao lugar onde tinham estado anteriormente.

Fizeram o percurso inverso de volta ao dormitório de Vaughn. Ela sorria como uma criança que tinha acabado de receber um chupa-chupa. Estava feliz, you know the feeling, right? “Claro que diverti.” , desviou uma mexa de cabelo da cara e prossegiu com os agradecimentos, qual discurso de entrega de prémios: “Se não fosses tu não sei o que fazia…” , gargalhou. “Bem, se não fosses tu, tinha ficado por aqui.” A ler e a beber chá, tal como fazia sempre, ao invés de grande parte das suas colegas. Acenou negativamente com a cabeça, quando Trev falou em outro rapaz ir buscá-la. Não. Não mesmo. It wouldn’t happen. O mais alto despediu-se de Elleree com um beijo na testa e acabou por ir embora, que o observou até ele virar a esquina e sair do seu campo de visão.

Fechou a porta atrás de si e encaminhou-se para a cama. Tirou cuidadosamente os seus sapatos e o vestido e vestiu o seu pijama quentinho e fofinho. Guardou tudo o que era suposto guardar, colocou para lavar tudo o que era suposto lavar, retirou a pouca maquilhagem que tinha usado e enfiou-se na cama. “A sério, és a primeira que convido para dançar sem segundas intenções. E eu nem costumo gostar muito deste tipo de coisas dos bailes…”, podia ter sido mais fofo que aquilo? A Elle achava que não.

TAGGED: trevie fofuxo | WORDS: 1216 | OUTFIT: vestido, sapatos, maquilhagem, penteado ;; bolsa | NOTES: -
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she only wanted to step just outside her fence
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Jack Jones
Posted: Dec 23 2011, 08:00 PM


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THERE'S SOMETHING 'BOUT THE NIGHT
THE WAY IT HIDES ALL THE THINGS I LIKE
Jack ajeitava o seu laço conforme entrava na Delta Sorority e sorria àqueles que por si passavam. Pegou num copo de champanhe por preguiça de ir buscar outra coisa ao bar e procurou uma certa loirinha por entre a multidão. Tinha um simples objectivo em mente: repetir a proeza da festa anterior e provar a Amanda que consegue sempre o que quer. Por mais revoltada que ela pudesse estar (e Jack tinha a certeza que ela estava revoltada, furiosa, tudo e mais alguma coisa), acabaria sempre por se render aos seus encantos. Poderia dizer-se que era inconsciente e insensível da sua parte por estar a fazer este jogo psicológico com Woods e a apunhalar o suposto melhor amigo pelas costas, mas well, Jack will be forever Jack e, como tal, terá sempre que levar a sua avante.

Encontrou, pelo caminho, Agnes Loud que estava extremamente apetecível, como já vinha sendo hábito. A loira tinha, ao seu lado, uma morena que, segundo percebeu, se chama Michelle. Cumprimentou-a, apresentando-se também, e mirou-a de alto a baixo. Não era nada de se deitar fora; muito pelo contrário. Voltou a afastar-se delas, de modo a continuar a sua demanda pela que o tinha levado à festa, mas não sem antes piscar um olho à recém-conhecida, enquanto passava a língua pelo lábio superior.

Acabou por descobrir a rapariga sossegada num canto, ligeiramente longe da acção da festa. “Olá, Mandy.”, cumprimentou galã e deu um pequeno gole na bebida que segurava na mão. O ar chocado da rapariga deu-lhe vontade de rir. Mas ela estava à espera de outra pessoa? Oh!, coitadinha. “Por acaso não viste por aí o Stan, não?”, levou o copo aos lábios novamente e gargalhou ao vê-la engasgar-se com a bebida. Jones aproximou-se de Woods e deu-lhe umas quantas palmadinhas nas costas, ao ver o atrapalho dela em reclamar com ele; até que era um bom rapaz. Revirou os olhos e encolheu os ombros, numa atitude claramente trocista. “Mas eu nem fiz nada!” Viu Amanda pousar o copo numa mesa e a lançar-lhe um olhar fulminante, para depois dizer-se ocupada. Jack colocou um semblante falsamente confuso e perguntou: “Amigos imaginários com esta idade, Amanda?” Esticou ligeiramente os braços e fingiu ter as mãos a tremer, perante o olhar pouco ameaçador da mais baixa. “Quanta agressividade! Da última vez que falámos não foi assim.”

O moreno riu com a lição de moral de Amanda. Por amor de Deus, fofa, deixa-te lá de coisas! “Também confia em ti e mesmo assim…” Aliás, se existe alguém em quem Stan confia, esse alguém é Amanda. Jack não deve ser porque, pronto, toda a gente conhece a verdadeira personalidade de Jack; ele nunca fez qualquer tipo de tenções de a esconder, como Amanda fez durante todo aquele tempo. Ela parecia arrependida, mas Jones não ia na conversa fiada que ela lhe dava. “Não achas que já vais um bocado tarde? Afinal eu sou o melhor amigo dele e tu a namorada…”, fez questão de acentuar esse aspecto com um suspiro cínico e aproximou o rosto do de Woods. “E no fundo tu gostaste e estás é a controlar-te para não me saltares novamente em cima!” E finalizou com uma leve mordidela no lóbulo de uma orelha de Amanda, que não gostou da brincadeira (quer dizer, ela gostar, gostou, não quis foi admitir!) porque alguém os poderia ver.

Não seja esse o problema! Agarrou uma mão de Amanda, “Podemos sempre ir para um sítio mais calmo…” e puxou-a. Não iria ser um grande alarido à saída visto estarem perto da porta, por isso afastou-se rapidamente com ela para o terraço. Mesmo em terreno alheio Jack conhecia os cantos à casa. Agora digam lá se valia ou não a pena estar com ele. Woods soltou-se assim que pôde, começando a exasperar e a perguntar a Jack se ele estava bêbedo. Mas ele tinha cara de quem estava bêbedo? Deixou-a ameaçá-lo uma vez mais e pousou o copo que tinha levado consigo numa mesinha que por ali estava. Moveu os lábios e enviou dois beijos a Amanda, enquanto se aproximava dela, até a deixar encurralada entre o seu corpo e o sofá. Perante o pedido de afastamento dela, Jack deu mais um passo em frente. “Não.”

Amanda começava a ficar incomodada com a proximidade entre ambos e o perigo de alguém poder, eventualmente, aparecer. Se calhar o melhor era pôr um aviso nas escadas ou coisa do género. “Se fosse para aparecer, já tinha aparecido, não achas?” Jones aproximou o rosto ao de Amanda, que – uma vez mais! – se perdeu naquele mar de beleza que ele tem, e bejou-a, colocando as mãos na fina cintura de Woods, enquanto ela lhe envolvia o pescoço com os braços. Ouviu passos aproximarem-se, mas só se afastou de Amanda quando uma voz familiar ecoou no espaço. Quer dizer, afastou-se como quem diz; ela mandou-lhe um empurrão que, se fosse com um bocado de mais força, Jack voava. Ou então não. Stan não quis sequer ouvir o que a namorada (ou devo chamar-lhe ex-namorada?) tinha para lhe dizer e partiu logo para Jack, presenteando-o com um soco no queixo. Jones não conhecia essa faceta violenta de Miller, pelo que ficou um quanto atarantado e sem reacção e o empurrou simplesmente. Pelo menos até a raiva vir ao de cima retribuir o murro que tinha recebido.

O facto de Jones estar irritado era o cúmulo da estupidez. Então, Stan é que tinha ali um belo par de palitos e Jack é que ficava irritado? Ficava irritado por terem interrompido aquilo que tencionava fazer com Amanda, só podia. Ela elevou um pouco a voz e os rapazes acabaram por se afastar. Se assim não fosse, algo pior era capaz de acontecer, tipo as lutas cães em que só se pára quando um morre. Vá, tanto também não, isso seria demais. Stan e Mandy acabaram por sair e deixar para trás um Jack confuso e, bem lá no fundo, triste. Havia tanta moça jeitosa por esse mundo fora e ele foi logo meter-se com a namorada do melhor amigo. Atirou-se para o sofá, de modo a tentar organizar as ideias e decidir o que fazer. Era realmente uma má pessoa e, pela primeira vez na vida, sentia remorsos. O que é estranho porque ele é some serious heartless motherfucker.

Passou as mãos pelo cabelo, despenteando-o, e acabou por se levantar para procurar os outros dois. Ficar ali sentado não ia resolver nada, mas tinha a certeza que ir falar com eles de nada iria adiantar, também. Deu com Woods e Miller no exterior a discutir, como era mais que óbvio. Os ânimos estavam a exaltar-se e um grupo de pessoas coscuvilheiras começava a juntar-se, o que, naquela altura, só contribuía para mais peixeirada. “Stan, take it easy.”, pronunciou, mantendo uma certa distância entre si e o outro. Se se aproximasse mais, o mais certo era Stan cair-lhe em cima novamente e envolverem-se numa situação constrangedora e isso não iria ser agradável, principalmente em frente àquela gente toda.

Amanda disse lamentar e afastou-se; Stan fez o mesmo na direcção oposta. Jones nem se atreveu em segui-lo, não iria adiantar de nada. Murmurou algo imperceptível aos ouvidos dos curiosos e olhou-os furioso. Que mania que as pessoas têm de meter o nariz onde não são chamadas! No entanto, não disse nada. Por muito que gostasse de atenção e de ser tema de conversa, não iria ser agradável sê-lo por aquele motivo, por isso não iria perder as estribeiras e iria tentar manter um low profile, algo extremamente difícil para ele. Furou caminho entre as pessoas e dirigiu-se ao seu carro. A sua noite estava estragada, portanto não valia a pena voltar para a festa. Iria simplesmente dirigir para um sítio qualquer até decidir o que fazer. Se é que iria fazer alguma coisa.

tagged: Mandy & Stan | words: 1302 | outfit: isto | notes: - | credits: TEMPLATE © BREE AT A THOUSAND FIREFLIES!


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Spencer Walker
Posted: Dec 29 2011, 12:03 AM


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Open bottles of beer but never champagne
Spencer estava deitado na cama enquanto Ed fazia alguma coisa a que o mais novo não podia prestar menos atenção. “Ed, ‘bora à festa de Natal que vai haver na Sorority?”, sugeriu, elevando o tronco de modo a levantar-se. O outro não tão parecia entusiasmado com a ideia de poder ver gajas com vestidos super sensuais à vontade quanto Spencer. Provavelmente andava a ter acção lá com a moça com quem andava a encontrar-se. Walker andou em direcção ao amigo e, quando ficou à distância ideal, acertou-lhe no ombro com um murro. “’Tão, meu? Vai-te masé vestir!” Não iria deixar Edward no dormitório a apanhar uma bruta de uma seca quando podia divertir-se à grande.

Tomou um duche rápido e, quando saiu de toalha à cintura, caminhou para o seu armário e olhou o que tinha. Iria a uma festa de Natal, portanto era suposto ir com umas roupas um pouco mais chiques, mas e a roupa chique no guarda-fatos de Walker, onde estava? Pois, não estava. Sacou de lá uma t-shirt branca, do mais simples que pode haver, e um par de calças de uma ganga cinza escura. Vestiu-se e dirigiu-se à casa-de-banho para lavar os dentes e pentear-se. Depois, regressou ao quarto e pegou num dos pares de botas que tem e calçou-as. Vestiu um blaser cinzento e, para finalizar, procurou a sua bandana, que foi encontrar enfiada numa das gavetas super confusas que tem para si.

Gargalhou com a pergunta de Loud. Era pertinente, se não fosse para engatar alguém, Spencer ficava no dormitório. “Puto, há uns dias vi uma loira por aí… Boa!”, revelou enquanto ajeitava a sua bandana. Andava muito na onda das bandanas, ultimamente, e nem para um baile que é, supostamente, algo formal, se livrava delas. “Pá, não sei, temos que averiguar. ‘Tás pronto?” Agarrou nas chaves do dormitório e no telemóvel e colocou-os nos bolsos do blaser – que era a coisa mais formal na sua indumentária – e saiu junto com Ed.

Acabaram por chegar à Sorority e serem absorvidos pelo ambiente festivo que se vivia. Dirigiram-se juntos ao balcão e pediram as suas bebidas. Spencer parecia um E.T. com as antenas no ar. Queria ver se encontrava a tal loirinha boazona e, sorte das sortes, ela estava sozinha. “Meu, é aquela”, elevou o queixo de modo a apontar para a rapariga que estava relativamente perto deles e abriu um sorriso. A pergunta de Ed juntamente com o seu olhar sério e depois a sua gargalhada estrondosa deixou Spencer meio abananado e confuso. “Hã? Mas tu conheces a tipa?” Olha, aquilo é que era uma agradável surpresa. Riu-se com a explicação de Ed. “Calma, meu puto,” Spencer insistia em tratar Loud por “puto”, “meu” e coisas assim embora fosse bem vísivel que ele era mais velho que Walker. Deu umas palmadinhas no ombro do mais alto, sem desviar o olhar da loira. “sou um anjo.”

Edward deu um calduço ao mais novo, que revirou os olhos, e disse que os ia apresentar. Spencer abriu os braços em sinal de agrado. “Estava a ver que não!” Cassie, era o nome dela. Cumprimentaram-na e Spencer riu quando ela lhe ajeitou o cabelo que tinha em frente aos olhos. Depois, olhou-a de alto a baixo. Aquele vestido caía-lhe que nem uma luva e ela tinha umas pernas de anjo. “Ele arrastou-me para aqui.”, zombou abanando negativamente a cabeça e encolhendo os ombros. Ed falou algo sobre uma gaja qualquer e Cassie respondeu-lhe, mas Spencer estava mais preocupado em mirar a rapariga à sua frente. Bem, pelo menos até ela o mandar esperar e se afastar com Loud. “The fuck…” Que raio tinha acontecido para eles irem para outro sítio? Colocou um cotovelo na mesa de pé alto e esperou por eles, enquanto os olhava ao de longe. Sentiu uma pontada de ciúmes quando a viu Cassie a agarrar o rosto de Ed. Não tinha gostado; Spencer viu primeiro.

Aproximou-se dos outros dois quando Edward lhe assobiou e pediu uma cerveja para si. Olhava Cassie com um sorriso e não desviava o olhar do corpo dela. “Então, Cassie…” Deu um gole na cerveja “Estás cá há muito tempo?”, perguntou com um ar pimpão. Não era muito de andar a engatar moças em festas, mas Cassie era tinha-o encantado. Ela olhou para Ed e só depois respondeu a Walker. Mas porque raio tinha ela que olhar para o outro quando era Spencer que estava a falar!? Cassie disse ser do primeiro ano, tal como Spencer, e logo a seguir Ed riu-se. Mas que raio lhe estava a dar? O mais novo olhou da loira para o amigo, desagradado com a piada. “Perder o jeito? Eu?” Epá, ya, tudo bem que Spencer não é a melhor pessoa no que toca a esses assuntos das conquistas. É um bocado desajeitado e nunca sabe muito bem o que fazer, mas não podia ser assim tão mau como eles diziam! E, ao contrário daquilo que Cassie achava, Walker é um rapaz interessantíssimo! Ela teceu um comentário sobre a bandana que Spencer tinha na cabeça e ele levou logo as mãos à fita, dando-lhe um pequeno jeito, completamente incrédulo. “Ei! Nada de falar mal da minha bandana!”, reclamou qual criança amuada.

Edward afastou-se com Cassie e voltou a gozar com Walker, que já não estava a achar piada nenhuma à brincadeira. Mas que raio! Pousou o copo na mesa de pé alto e juntou-se aos outros dois. Deu um empurrão a Ed para que se afastasse da rapariga e posicionou-se em frente a ela. “Aqui o Spencer is the king of the dancefloor!” Mentira. Spencer nunca soube dançar. A sua dança baseava-se em estranhos movimentos de braços e pernas com uma descoordenação nunca antes vista. E, sempre que tentava fazer algo mais arriscado com o seu corpo magricelas, acabava por pisar a parceira. Tal como acabava de acontecer. Tinha dado uma pisadela em Cassie. Deu uma leve gargalhada, como as crianças fazem quando se queres desculpar de algo. “Desculpa.” Não a queria ter magoado e muito menos rir-se por tal coisa, mas não conseguiu evitar soltar mais umas quantas gargalhadas com a reacção dela. Foi afastado de onde estava pela loira, que voltou a juntar-se a Loud e a dizer algo que Spencer não conseguiu ouvir graças à música. Tinha, porém, a certeza absoluta que ela sobre si (e que coisa boa não era!), já que Cassie voltou a aproximar-se e a colocar-lhe uma mão no ombro. Ele sabia que não tinha grande jeito para essas coisas das conquistas, que era mais desajeitado do que o comum, mas, bolas!, não era preciso desmoralizar o rapaz daquele jeito.

A loira falou, uma vez mais, da bandana que Spencer usava. “Mas que raio de problema tem ela com as bandanas?!” Revirou os olhos perante a atitude do amigo (mais por causa de Ed do que de Cassie, como é óbvio) e elevou a voz para gritar, quando eles já se afastavam: “Meu, andas-me a roubar as gajas! Amanhã a gente fala!” Bufou e deu um trago na cerveja.

tagged: Ed & Cassie | Words: 1173 | outfit: isto, com a bandana, obvs, mas com o cabelo menos seboso ok? O cabelo é igual ao do ava, da sign e da imagem lá em cima | place: dorm & delta sorority | notes: spencer pt 1: check
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William Pratt
Posted: Feb 9 2012, 03:06 AM


lewis
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*// I'm sexy and
I know it...
Festas sem dúvida eram o seu território, contudo havia algo extremamente aborrecido com aquela. Talvez fosse o facto de estar basicamente a ser arrastado pois festas em que objectivo era manter as aparências não eram o seu forte – de todo. Ele gostava de festas mais feitas á margem da lei, sobretudo onde abundasse álcool, drogas e mulheres… muitas e muitas mulheres, principalmente tailandesas com aquelas mãos mágicas. Ah, como ele já sentia falta de algo assim.

Porém sabia também que aquele tipo de festas faziam parte das suas “obrigações” como filho de um empresário bilionário como havia sido Güstaff Pratt. Tinha de aparecer de quando em vez – preferencialmente acompanhado de uma mulher bela -, sorrir para as fotos, doar alguns milhões a criancinhas pobres e já estava: era adorado pela imprensa, sobretudo a americana que ficava derretida com esses gestos foleiros. E nada melhor para encantar a imprensa do que ter no seu braço nada mais e nada menos que Nicole Carter. Ela sem dúvida era o protótipo de mulher trofeu que qualquer homem desejava: bonita, inteligente, boa, com bons relacionamentos e com aquela personalidade peculiar cuja maior característica era fazer-se de desinteressada, ainda que William soube-se muito bem que ela morria de desejo por ele. Afinal de contas, que mulher não morria?

Não demorou muito para que encontrasse a loira. Estava tal como ele previa: deslumbrante, ainda para mais com o vestido que escolhera há alguns dias atrás, e apostava que a lingerie caía-lhe ainda melhor – mais isso ficava para mais tarde. Mostrou-lhe um sorriso extramente sensual cruzando os dois olhares azuis, pegou na mão delicada da loira e levou-a aos lábios num beijo puramente cortês. ”Esse vestido fica-te bem, mas acho que sem ele ficarás bem melhor.” Murmurou baixinho ao ouvido desta acabando por ali depositar uma pequena mordidela. Se não estivesse tão escuro ele podia jurar que havia conseguido uma reacção á Queen Bee no entanto fosse de que forma fosse um dia ela iria ser sua, mesmo que esse dia não fosse aquele visto a resposta sarcástica que a outra tecera. Com um novo sorriso, este agora sarcástico, ofereceu-lhe um dos seus braços definidos que foi aceite rapidamente antes de logo começar a chuva de flashes.

Felizmente a parte pior já havia passado. Uns quantos sorrisos e uma actuação perfeita que mostrava o casal favorito de New York, que Purezza havia dado o nome de Cratt, muito enamorado e já estava. Por oposição isto agora estava terrivelmente aborrecido. Lá dentro não se fazia nada de especial, sim porque Nicole fugira-lhe mais depressa que o diabo da cruz e os seus “amigos” esses estavam espalhados por aí a conversar com seres do sexo oposto; até mesmo o tanso do Stan estava entretido com uma moreninha qualquer. Afff.
Foi então que os seus olhos focaram algo que podia vir a ser do seu interesse. Um sorriso extremamente perverso tomou-lhe os lábios e logo contagiou a restante expressão. Engoliu em seco, humedeceu os lábios e ajeitou o blazer vendo-a acercar-se. Let the hunt begin.

Ela estava bastante diferente da imagem que Pratt tinha na cabeça; estava mais… feminina, e ele gostava muito disso. Even though o vestido não fosse bem o seu estilo, mas era já uma melhoria significativa principalmente porque pela primeira vez conseguia ter uma vista desimpedida para aquele par de pernas perfeitas. Acercou-se do local onde esta estava e mostrou, uma vez mais naquela noite, o seu sorriso galã. Fez final para o bartender e indicou-lhe a bebida a servir. Segundos depois este colocava na frente da bela morena um flûte do mais caro champagne. My treat.[/i] Declarou com rouquidão. Ela agradeceu e expressou uma atitude nada apropriada á situação que o levaram a fazer uma expressão algo enjoada. [color=ED9E00]"So, tell me how long have you been here?" Era uma questão verdadeira. Ele realmente não sabia quase nada sobre ela, teria de pedir isso a Nicole, ela sim era boa nessas coisas de espionagem – afinal aquilo era parte do seu “Reino de Terror”. ”It's my second year.” Respondeu-lhe a morena acercando-se mais da figura máscula. ”Tens a certeza de que estás a falar com a pessoa certa? Não sou nenhuma das tuas amiguinhas” Tartamudeou com um sorriso malicioso que ele logo devolveu após tragar um pouco mais do seu whisky. "Oh I know" Desabafou inclinando-se para a jovem e aproximando a boca do ouvido da mesma "Eu sei distinguir" Okai… Sem dúvida que ele tinha atingido o nervo afinal de contas a tom boy pareceu ficar repentinamente tomada por um pequeno ataque de raiva que só o faziam quere-la mais. Ele adorava quando elas todas diziam “Eu não sou como as tuas amiguinhas” pois na verdade eram piores, tirando talvez algumas excepções dentro das Deltas que realmente comiam tudo o que mexia.
Numa atitude triunfal ela começou a afastar-se fazendo a coisa mais perigosa que podiam fazer: passar rente a ele. Will esboçou uma expressão que parecia estar entre a incredibilidade e o divertimento afastando uma série de pensamentos menos próprios que haviam corrido á sua mente em questão de segundos, alguns deles até incluíam a necessidade de alguma flexibilidade, chicotes e algemas. Estendeu a mão e prendeu o pulso da de olhos azuis com alguma calma. "Já vais tão cedo?" Ela rebateu uma resposta torta e cínica que moveram o britânico-alemão a segura-la uma vez mais, agora com mais firmeza e arrasta-la até um canto da pista de dança improvisada. "Óptimo, então vamos" Disse confiante enquanto tomava um lugar afastado de uns quantos seres que por ali se agitavam como hienas com o cio. A tomb boy barafustou perguntando-lhe o que fazia. Não era óbvio: "A dedicar-me a quem quiser." Declarou passivamente juntando os dois corpo quase como num só.

Mia, Stan, toda a gente - a hot tux - lalala...
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Mia Harris
Posted: Feb 20 2012, 11:00 PM


pipz
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Break your little heart
I'm walking, who's laughing now? I'm wasted, wasting time. You talk for hours, but you're wasting lines. A pretty face, but the chase ain't worth the price. I'm gonna break your little heart, watch you take the fall. Laughing all the way to the hospital, cause there's nothing surgery can't do. When I break your little heart in two.

Pratt segurou o pulso de Mia, possessivamente. – What do you think are you doing?! – Rosnou furiosa, tentando que ele a largasse. Harris nada pôde fazer a não ser tentar equilibrar-se nos malditos saltos altos e evitar cair a cada segundo portanto, ainda que contra a sua vontade, viu-se a ser levada para um recanto da pista de dança improvisada. Em resposta à sua questão, o Beta resolveu atirar-lhe as suas próprias palavras, ignorando por completo a tentativa de fuga da rapariga. - But not me! – Disse, revirando os olhos e metendo as mãos nos ombros dele para o afastar. No entanto, ele aproximou o corpo dela do seu num gesto rápido, colocou uma das mãos da sua cintura fina, enquanto a outra lhe agarrava a mão esquerda e começou a balançar o corpo de ambos, de forma quase graciosa. Mia olhou para os seus próprios pés, que gritavam desesperadamente por uma superfície plana tal eram as dores, e pensou seriamente em cravar-lhe o salto num dos sapatos impecavelmente engraxados. – Eu não sei dançar. – Admitiu com sinceridade. – E mesmo que soubesse... – Acrescentou mordaz, tornando claro que mesmo que não fosse um desastre, ele seria a última pessoa com quem dançaria. – Find another girl. – Harris afastou-se dele e deitou-lhe um olhar de desdém.

Até então, Pratt e Harris nunca se haviam confrontado directamente. No entanto, ambos sabiam muito bem de quem se tratava o outro. Ele por ser o líder da Fraternidade Beta e ela por ser a tomboy da Etheridge, sempre metida em sarilhos e que, embora eles nunca tivessem descoberto o autor de tal coisa, até já tinha tido a ousadia de presentear os vidros dos carros dos Betas com pasta de dentes e ovos.

O loiro não parecia disposto a ser contrariado. Tornou a agarra-la agressivamente, fazendo com que, estranhamente, os dois dançassem de forma admirável. Mia acabou por se desequilibrar e, ainda que a contragosto, agarrou-se a ele. – Mas quem é que pensas que és?! – Resmungou. O rapaz argumentou simplesmente que era William Pratt com um sorriso altivo nos lábios. – And?! – Questionou retoricamente com sarcasmo. – I don’t give a shit ‘bout that. – O facto de ele ser influente no Campus e liderar a Fraternidade não mostrava qualquer interesse para ela. Aliás, só a fazia lembrar que ela própria tinha legado na Sorority e como se esforçara para manter segredo.

O desinteresse da estudante só o fez puxá-la mais para si, tanto que Mia quase tinha que se inclinar para trás para não lhe tocar no nariz. Ele olhava-a em tom de desafio. – So, why all this? – Perguntou com um sorriso. Os seus olhos azuis foram encontrar os dele, como que exigindo uma explicação para aquele súbito interesse na sua pessoa.

Pratt limitou-se a olhar para ela e a rir levemente, dando-lhe a resposta mais presunçosa que alguma vez tinha ouvido. Aproveitou-se também para tornar a puxar o corpo de Harris para si. Mia soltou uma gargalhada trocista e, de sorriso inocente nos lábios, comprimiu ligeiramente a perna contra a parte genital do loiro. – Are you sure? – Nesse mesmo momento, aumentou a força contra ele. – Perhaps with other girls. With me... think twice. – Mia Harris não era uma rapariga comum. E isso significava que não estava rendida aos pés do líder dos Betas, e também dos mais desejados da Universidade, só porque ele assim o entendia. A morena teve a certeza que o tinha irritado quando ele lhe agarrou na nuca e lhe puxou o cabelo de modo a aproximar o rosto dela do seu. Ela deixou de o magoar, mas não recuou. Tanto que pôde sentir o cheiro a álcool, que soprava enquanto ele falava lentamente. – I don't get it, Pratt. – Mostrou-lhe um sorriso e continuou a deixar-se ser conduzida por ele, que agora os embalava calmamente. Mia fez um trejeito simpático ao ver que ele estava disposto a responder à sua pergunta. – O porquê de estares a perder o teu tempo quando não vais ganhar nada com isso. – Olhou directamente para os olhos dele, igualmente azuis. Desviou o olhar e quase pareceu incomodado com o que ela havia dito, dizendo que perder tempo era o melhor que tinha a fazer. – Parece que desta vez foste tu a ficar sem resposta. – Esboçou um leve sorriso, não se sentindo ofendida por ela ser a suposta perda de tempo.

A atenção de Mia voltou-se para um empregado, que passava ao pé deles com uma bandeja cheia de copos. Esticou-se ligeiramente, entre os braços dele dado que parecia decidido a não a largar, para tirar dois copos de champagne. Passou-lhe um para a mão e encolheu os ombros divertida, para depois bebericar a bebida. Com uma delicadeza que Harris nunca pensou existir em Pratt, ele conduziu-a para um recanto mais calmo de mão apoiada na sua cintura delgada. Olhou-o furtivamente e puxou a saia para baixo, que parecia ter vida própria e insistir em mostrar cada vez mais as suas coxas. – I told you. Não sei dançar. – Declarou, acompanhando o rapaz em passo calmo. Olhava-o em tom de desafio em vez de entusiasmo como fariam as raparigas que o observavam atentamente desde que ele passara por elas.

As mãos dele voltaram a fincar-se na sua cintura. Maquinalmente, segurou os pulsos do rapaz, de sorriso falso nos lábios. – Sabes que isso não vai resultar comigo, não sabes? – William Pratt não fazia mesmo ideia de com quem estava a lidar, ainda que estivesse prestes a conhecer o lado agressivo da morena depois de pôr a mão onde não devia por duas vezes. – Devias era experimentar com uma pessoa que esteja interessada, que não é o caso. Aliás, como já comprovaste, sou péssima nisso. – Replicou quando ele sugeriu que lhe poderia dar aulas de dança por ser um excelente professor. – I’m a lost cause. – Gargalhou. Apesar de tornar a insistir, o loiro acabou por se afastar. Mia observou-o com um sorriso triunfante, satisfeita por ver que ele tinha finalmente desistido para ir procurar alguém tão irritante como ele.

Os seus pés pareciam prestes a irromper em chamas. Doíam-lhe tanto que teve de se apoiar numa coluna para descansar um pé de cada vez, uma vez que não havia onde se pudesse sentar. Quando se apercebeu, o loiro estava a seu lado novamente, com um sorriso travesso e decidido a irritá-la. – Pensei que tivesses desistido de perder tempo. – Admitiu. – For what? – Perguntou confusa, sem perceber o que ele acabava de sugerir. Harris gargalhou com sarcasmo perante a resposta presunçosa do Beta. – E o que é que tu queres ter? – Murmurou sem grande interesse. Só então, entendeu que ela era o seu interesse. – Bem podes desistir. – Avisou, passando o peso de uma perna para a outra. No entanto, não deixava de estar incrédula. William Pratt era bastante conhecido na Etheridge. Infelizmente as raparigas só descobriam que não passava de um playboy calculista quando era demasiado tarde. Mia Harris estava cada vez mais desconfiada daquele súbito interesse. No entanto, tinha de admitir, a adrenalina de ser desafiada daquela forma era aliciante. – I don’t give up, Pratt. – Arqueou a sobrancelha ao ouvi-lo pronunciar o seu nome. Caminhou até ele lentamente, com os saltos a fazerem barulho, e parou à sua frente. Olhou-o de alto a baixo. – Desculpa desapontar-te… não é do meu interesse aquilo que todas a miúdas do Campus querem de ti. – Mia esboçou a sua expressão mais cínica. Pratt riu-se, dizendo que ele não dissera que ela o queria. Harris começava a ficar confusa, sem perceber se ele estava a gozar ou a contradizer-se. - Se não é isso que supões... what do you want from me?

Ela começou a gargalhar. – Are you serious? – Acabou por cruzar os braços, num reflexo de cobrir a pele desnudada. – Acho que já percebeste que não sou idiota ao ponto de me deixar deslumbrar pela tua pretty face, portanto... o que haveria de querer? Game over, and the game don’t even started. – Aborrecida, passou por ele e começou andar na direcção oposta. Ter ido à festa tinha sido uma péssima ideia. Estava cheia de dores, desconfortável numa roupa que a deixava semi-nua e com o Beta-mor a pensar que lhe trocava as voltas. Além disso, não encontrara Steve nem nenhum dos seus amigos.

Antes que pudesse ponderar a ideia de ir para casa, a estudante de medicina foi puxada bruscamente pela mão. Inesperadamente, viu-se no colo de Pratt, que sem saber como tinha arranjado uma cadeira livre onde se sentar. O primeiro instinto foi agarrar-se ao que pôde e puxar a saia para baixo, que subira por estar sentada, deixando-lhe as pernas ainda mais descobertas a dois palmos de distância do loiro. Calmamente, como se a seduzisse, ele acusou-a de ser irritante, ao mesmo tempo que lhe contornava o maxilar com a ponta do nariz. Harris susteve a respiração de surpresa ao sentir o contacto da pele dele na sua. – Posso dizer o mesmo de ti. – Atirou em resposta.

O Beta decidiu arriscar ainda mais. Começou a depositar-lhe leves beijos e mordidelas ao longo do pescoço, totalmente descoberto, segurando-a firmemente para evitar que ela o agredisse. A pele de Harris eriçou-se. – E eu disse que de mim não levavas nada. – Tornou a repetir. Pôs a mão no tronco dele e afastou-o contra as costas da cadeira. Inclinou a cabeça, o que fez com que os seus cabelos longos deslizassem para o seu rosto, e olhou para ele. – Tu não vais mesmo desistir, pois não? – Perguntou retoricamente com um sorriso. Viu-o bufar, enfadado. – Vou adorar ver o teu esforço em vão. – Gozou. Pratt continuou com o ar aborrecido e Harris viu que era uma boa oportunidade para deixar a festa. – Fine. – Estava a tornar-se cada vez mais desconfortável continuar sentada no colo do rapaz, ainda mais quando percebeu que havia um pequeno grupo de raparigas próximo a olhá-los com desdém. – Acho que o teu clube de fãs está de coração destroçado. – Apontou com o olhar para as raparigas que segredavam e moveu-se com intenção de se soltar dos braços firmes de William e sair do seu colo. Pratt percebeu a sua intenção e largou-a.

Apanhando-a completamente desprevenida, com um movimento demasiado rápido, ele puxou-a novamente para o seu colo, prensando-lhe as mãos contra o seu corpo musculado. Os lábios de Pratt foram de encontro aos de Harris nesse mesmo segundo. Beijou-a com empenho, passando uma das suas mãos ao longo da zona lateral do seu tronco fino.

Depois de se separarem, o líder dos Betas levantou-se e largou-a delicadamente, sussurando-lhe ao ouvido que se tornariam a ver. – Are you insane?! What was that for?! – Rosnou, furiosa e fora de si, sem acreditar que aquele idiota acabara de a beijar ali mesmo. Olhou desnorteada para as raparigas e depois para ele, que já se tinha afastado. No passo mais apressado que conseguiu, foi atrás dele e agarrou-lhe no braço de maneira a fazer com que ele a olhasse. – Se voltares a tentar sequer, I'll kick your ass! – Algumas pessoas pararam de dançar para ver o que raio tinha acabado de acontecer. O loiro deu-lhe um sorriso presunçoso e Harris saiu disparada para o balcão. Pediu um whisky, que bebeu de um só trago, e abandonou o salão de festas da Sorority.

Mia estava sentada no passeio, irritada, à espera do táxi. – That bastard... – Descalçou os malditos sapatos, murmurando insultos. Quando chegou ao dormitório, depois de pagar seis dólares ao taxista, vestiu o seu fato de treino e deitou-se, ansiando para que tivesse um sonho homicida em que William Pratt seria a vítima.

TAG: Will. WORDS: 1910 NOTES: Three words. Seven letters. OH MY GOD!
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stan miller
Posted: Feb 28 2012, 11:52 PM


psycho
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i'm not ready to let go



“I don’t get it.”, desabafava ao telefone num tom de voz aborrecido enquanto contemplava o seu reflexo no espelho. “why do i have to wear a tie? It's like i'm preparing to hang myself.". Stan ouviu Marie gargalhar alegremente do outro lado da linha. Tinha estado a falar com a amiga durante os últimos quinze minutos enquanto se vestia e cada vez mais detestava ver-se naquele terno ridículo e a amarrar aquela gravata ridícula que era só uma metáfora cruel para uma corda com a qual ele se pudesse enforcar. “try wearing heels. That’s really fun”, sugeriu a voz rouca e metálica da morena através do telefone. Claro, porque saltos altos e gravatas demoníacas tinham tudo a ver. “Yeah, but you girls look good in them”, assumiu enquanto lhe passavam pela cabeça imagens da namorada ainda nessa tarde a mostrar-lhe vários vestidos com os respectivos sapatos de saltos tão finos que se assemelhavam a agulhas. Pedia-lhe para escolher um porque precisava de uma opinião masculina do seu namorado fantástico. Well, na realidade Stan não se achava tão fantástico quanto isso nem o melhor namorado do mundo, sobretudo quando a lembrança do que se passara naquela noite no telhado o assombrava até não conseguir respirar. Fechava os olhos e tentava enterrar isso bem fundo no seu ser. It never happened, repetia mentalmente enquanto ouvia Marie a dizer que eles, rapazes, ficavam bem de gravata por entre gargalhadas. Ele discordava severamente “Yeah, I don’t really look good with a tie.”, respondeu vagamente enquanto brincava com a gravata verde entre os dedos grossos completamente distraído e a evitar ter de olhar para o Stan do outro lado que estava absolutamente hediondo.

“yes you do. Shut up and wear it.”, balbulciou Marie mas Stan escolheu ignorá-la e continuar com a sua linha de pensamento. Never surrender. “…and the suit! It’s so uncomfortable! Why can’t I just wear jeans to the damn ball?”, sugeriu. Seria de facto uma boa ideia, a melhor ideia que alguma vez teria tido. Excepto que depois não se livraria de um belo raspanete de Mandy e da melhor amiga, que o fluzilariam vivo depois de aparecer de calças de ganga num baile daquele gabarito. It would be totally worth it though. Marie agora respondia-lhe com um muito óbvio “cause it’s a ball.” Num tom de voz trocista e brincalhão. “Is that why you’re not coming?”, atacou ferozmente com um meio sorriso nos lábios. Aí estava uma pergunta à qual Marie não iria saber responder. Mas respondeu. Mal Stanley acabara de pronunciar a frase. “Exactamente.”, dizia tranquila. Mas não conseguia ignorar o facto de que tudo aquilo ia ser mais difícil sem a presença da amiga. “…you should really come.”, sugeriu num tom de voz que implorava mais do que sugeria. Stan não era o tipo social que morria para se vestir bem e andar em banquetes e festas daquele género. Preferia vestir uma t-shirt dos lakers e ir a um jogo de hóquei. Preferia ir à praia do que calçar uns sapatos desconfortáveis. Porém, era aquele o meio onde se via enfiado. “You don’t need backup.”, fazia-o crer Marie num tom de voz doce. How wrong she was.

“And if you do…you know where to find me.”, rematou e Stan sentiu-se imediatamente mais reconfortado. “Yes I do.”, respondeu como quem agradecia exibindo um sorriso sentido que ela não podia ver. Olhou de relance para o relógio de pulso e constatou que Amanda já devia estar à sua espera. Despediu-se de Marie enquanto se desculpava mil vezes com uma promessa de que falaria com ela mais tarde. Mal desligou voltou a olhar uma última vez para o espelho e respirou fundo. What the hell. Engoliu em seco e preparou-se para sair para a casa das deltas. Enfiou as chaves de casa ao bolso e ajeitou o fato passando as mãos grossas e calejadas pelo tecido macio e imaculado. Galgou as escadas e cedo se viu no meio da festa que já estava minada de adolescentes bem vestidos e inúmeros flashes que repousavam sobre quem estava na red carpet. Stan entrou na casa depois de ser cumprimentado por umas caloiras demasiado bronzeadas que nunca antes tinha visto na vida. Lançou-lhes um sorriso meio awkward e passou pelo salão percorrendo com os olhos em busca da namorada. Nem sinal dela. Ainda agora tinha chegado e já se sentia sufocado. Sem pensar, galgou escadas acima até ao quarto da única pessoa daquela casa que o conhecia como a palma da sua mão: Nicole Carter. Bateu à porta acanhadamente antes de ouvir um “Entra, Stan.”, estranhamente caloroso uma vez que vinha da ice queen do campus. Porém, ela sempre assim fora com ele.

Porém, mal entrou a amiga teceu um comentário desagradável em relação à sua gravata. “I know, it’s hedious.”, replicou revirando os olhos enquanto Nicole se apressava a desapertar-lhe a gravata e a esgravatar as gavetas da sua cómoda requintada e de cerejeira clássica. Imediatamente apareceu com uma azul e pediu-lhe que se aproximasse. Subiu a um pequeno banco para ficar mais alta e tratou de lhe fazer o nó da gravata, já que o próprio Stan não prestava nesse departamento “So, ahm..viste a Mandy?”, decidiu perguntar. Porque na realidade era isso que o preocupava naquele momento, tendo em conta o que acontecera da ultima vez que estiveram separados numa festa como aquela. Apesar de intimamente se perguntar onde raio é que a sua namorada tinha ido quando deveria estar à sua espera naquela casa. Nicole sugeria que estivesse a orientar as caloiras e que deveria estar ocupada. Stan acenava com a cabeça em sinal afirmativo demonstrando estar a compreender o que a loira dizia.

Quando acabou de lhe ajeitar a gravata, anunciou que estava pronto e rodopiando sobre si mesma perguntava-lhe como estava “Fantástica, como sempre.”, elogiou a melhor amiga que lhe lançou um sorriso por detrás de um olhar inocente que raramente os outros viam. Depois empurrou-o delicadamente para fora dali porque tinha ainda muito que fazer. Stan obedeceu com um sorriso nos lábios e novamente se viu no salão gigante em busca da namorada. “Hey, have you seen Mandy?”, perguntava a um dos amigos Betas que já estava com as bochechas rosadas, talvez devido ao ponche que trazia dentro do copo que segurava atabalhoadamente. “Good idea, my friend.”, disse enquanto lhe tirava o copo das mãos e o levava à boca num só trago. Abeirou-se do bar e lembrou-se instintivamente de quando encontrara ali Marie da última vez. Pediu um whiskey e encostou-se ao balcão contemplando a festa gelada que a amiga tinha preparado. Minutos depois William Pratt descia com a escadaria com ela pelo braço acenando e sorrindo como se a vida fosse perfeita.

Deambulou mais um pouco pela pista de dança confundindo loira atrás de loira com Mandy quando ouviu uma delas dizer num sotaque presunçoso “I think she, like, went upstairs with some dude, you know?” e ponderou em seguir a deixa. Subiu as escadas apressadamente e chamou por ela. Nada. Começou a abrir as portas dos mil e um quartos sem saber bem porque o tava a fazer, mas tinha um pressentimento demasiado forte de que ela estaria ali. Até que abriu a porta que deveria ter ficado fechada para a eternidade. O queixo caiu-lhe, o copo de whiskey estilhaçou-se no chão diante dos seus pés, e diante dos olhos estava a sua namorada perdida por entre beijos e apalpões com o melhor amigo numa visão que o deixou profundamente enojado. “…Mandy?”, chamou engolindo em seco. Não era possível, ela não lhe iria fazer isso. Não depois de ter acreditado nela depois do que toda a gente falava nas suas costas. E Jack, que todo este tempo lhe oferecia o ombro amigo agora espetava-lhe uma faca nas costas. Sentia um nó no estômago e o sangue a ferver nas veias. Cerrava o punho num misto de fúria e repugnância perante todo aquele cenário.

“Stan eu posso explicar.”, seriously? Ela estava mesmo a usar a carta mais antiga do baralho? Explicar o quê? Que era a cabra traidora que toda a gente dizia que ela era e que Stan nunca quis acreditar porque a amava? E, no entanto, agora nem conseguia olhar para a cara dela. Num impulso e de cabeça quente, aproximou-se de Jack esmurrando aquele sorriso trocista que lhe lançava que dizia I slept with your girlfriend and i’m not even sorry. Jones empurrou-o e pediu-lhe que tivesse calma, mas a fúria apoderara-se dele, queria vingança, queria-o punido por lhe ter feito aquilo ao melhor amigo. Stan não queria ter calma. Naquele momento só queria a cara dele desfeita. Não queria que ele lhe tocasse, sequer. Empurrou-o novamente para sentir momentos depois o punho de Jack contra a sua boca. Sentiu o sabor amargo do próprio sangue e lambeu os lábios num sorriso sarcástico e amargo antes de o voltar a esmurrar sentindo os nós dos dedos arderem da fricção contra a cara do moreno. “You son of a bitch!”, gritou-lhe cuspindo o sangue que lhe continuava a aflorar ao lábio e agarrou-o pelo colarinho quando ouviu a voz daquela que outrora queria que passasse o resto da vida com ele. Estava a chorar e a pedir-lhe que parasse. “Tu nem comeces!”, rosnou-lhe amargamente apontando-lhe o dedo furioso. Aqueles olhos que antes o faziam derreter agora metiam-lhe um nojo desgraçado. Tinha de sair dali.

Voltou costas e andou o mais rapidamente que conseguiu dali para fora ouvindo-a chamar por ele atrás de si. Porque raio é que ela não tornava aquilo tão mais fácil e o deixava em paz de uma vez por todas? Já bem bastava ter ignorado completamente o que tinham e se ter deitado na cama com outro. Chegou cá fora e sentiu o ar frio na cara como se fosse algo divino que lhe pedia para se acalmar e ‘arrefecer’. “Stan, wait…”, pediu-lhe mais uma vez e Miller já estava tão farto de ouvir aquela voz que se virou para a encarar uma última vez. “WHAT?!” Ela chorava compulsivamente. Dizia que não queria e que o amava. E naquele momento conseguiu ver que o olhava como tantas outras vezes que o fazia crer que era a ele que queria, e que eram apenas mentiras que agora o dilaceravam por dentro. Porque é que ela lhe tinha feito aquilo? “Não querias o quê…não me mintas!”, gritou-lhe sem acreditar nas babuseiras que saíam daqueles lábios que beijara nos últimos anos. “Aconteceu.”, justificou. O tsunami aconteceu. O terramoto no Japão aconteceu. Aquilo, apesar de lhe custar a admitir – era completamente propositado, sem qualquer respeito por Stan ou o que ele pudesse sentir. Não queria ouvir mais nada.

“Toda a gente, mas TODA a gente medizia coisas sobre ti. E eu nunca acreditei.", cuspiu as palavras com repulsa. “Porque sabias que era mentira! Foi um erro, eu lamento imenso…” “Just stop!”, interrompeu-a. Não conseguia ouvir mais a voz dela. “I can’t talk to you right now.I can’t even look at you right now.” E com aquela afirmação deu por encerrado aquele relacionamento que afinal de contas apenas se traduzia na maior mentira dos últimos três anos. Ainda ouviu Jack a pedir para ter calma e aquela que agora lhe era uma estranha desculpar-se mais uma vez. Stan apenas continuou a andar até deixar de ouvir o choro e lamurias de Amanda. Caminhava pela noite dentro procurando acalmar-se para não magoar ninguém no caminho mas estava tão furioso naquele momento que só havia um sítio onde podia encontrar paz.

Quando lá chegou bateu à porta compulsivamente e sem parar. Tinha a consciência que estava a bater com força demais mas precisava de se libertar de alguma maneira, e se tinha de ser a bater na porta, so be it. Marie abriu a porta com um ar confuso “Dude, I like my door, ok?”, mas Stan nem sequer ouviu como deve ser, entrando de rompante dormitório adentro de olhar vidrado e sem expressão no rosto. Sentou-se no sofá como se estivesse em casa e apoiava os cotovelos nos joelhos, de punhos contra a boca, mordendo os nós dos dedos ligeiramente. Viu-a aproximar-se devagar e a sentar-se na mesa em frente ao sofá enquanto o fitava “What happened?”. Por onde começava? Pela facada que o melhor amigo lhe dera, pela mentira após mentira com que a suposta namorada o tentou enganar estes anos todos? Respirou fundo exasperado. Teria de o dizer em voz alta. E já que tinha de o fazer. Quanto mais cedo melhor. “She cheated on me.”





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