Prelúdio: A tumba oceânica
Estes relatos remontam o surgimento da guilda das trevas conhecida como Amamri, seus reais objetivos e convicções estão diretamente atrelados ao seu líder e os fundadores da mesma. Pare entender melhor o que se passa, um pequeno relato começará a ser contado, e muito agora será revelado...
Muitos anos atrás quando, o maior vilão que o mundo já encarou foi o mago conhecido por Zeref, havia poucas substâncias ou magias que poderiam tratar com a morte, em suas pesquisas Zeref conseguira fazer algumas lacrimas necromantes, mas nenhuma delas havia sido implantada com sucesso, pois as condições para a criação de um morto vivo consciente não eram conhecidas, e assim essas lacrimas se perderam, as que sobraram são como peças de arte antiga, apesar do grande poder não passam de peças de decoração, já que não se sabe ao certo o modo de usá-las.
Após o incidente que resultou na morte de seus familiares e quase a sua própria, Raron Kiensko estava afundando no mar, quando seu corpo batia no leito do mar e por acaso do destino, uma dessas lacrimas necromantes se prendia na cabeça deste quase cadáver que outrora foi o comerciante Raron Kiensko.
A condição que antes não era conhecida havia sido atendida, o cadáver precisava ser “fresco” e o dono dele deveria querer voltar à vida com uma vontade impressionante, assim Raron se via novamente dentro de seu corpo, que no momento parecia apenas um esqueleto, para melhorar esta situação ele instintivamente, começa a despedaçar os peixes que se alimentavam dele e aproveitar seus ossos, fazendo um novo corpo para si, feito inteiramente de ossos e enquanto isso acontecia, a lacrima se alojava no centro de seu crânio dando a figura que se formava dois olhos vermelhos.
Um ser nascido para se vingar agora caminhava perdido no leito marinho a procura de um meio de chegar à superfície, por já estar no fundo do mar, não tinha como conseguir nadar até a superfície, Raron caminha sem um rumo certo, mas algo latejando em sua cabeça o faz ir na direção oeste, onde se encontra o Reino de Fiore. Após dias caminhando ele encontra um barco que havia acabado de afundar, nele estava um cavaleiro com o corpo todo queimado dentro de uma armadura completa, ele tinha uma Katana ao seu lado, no entanto esta estava quebrada, esta seria então a nova “roupa” de Raron.
Depois de vagar por quase três meses, Raron vê uma âncora, e decide subir por ela, ao chegar no topo sobe no convés, e os poucos tripulantes que vislumbram seu rosto sem o elmo, fogem perplexos do horror que avistam, e assim um a um os tripulantes daquele barco pesqueiro pulam fora do barco.
Como era um experiente marinheiro maneja o barco com maestria, chegando ao porto de Red Beach, ao ancorar ele deixa o barco e parte para um local interior do continente. Quando acha uma caverna isolada começa a treinar, e a partir deste momento ele consegue manipular a energia mágica que acumulava em seu corpo, e assim externá-la na forma de objetos. De maneira autodidata Raron começa a invocar suas magias, e sempre que pode vai até a cidade mais próxima de onde está, que é Era. Para conseguir informações sobre os assassinos de sua existência, o contratante e a guilda que foi responsável por toda a tragédia desse homem.
No entanto, graças a sua horrenda aparência, mesmo escondida pela armadura, o esqueleto consegue muito pouco, mas o suficiente para um começo. Fica sabendo das grandes organizações mágicas de Fiore o Conselho e a Imperium, e como costumam agir. O velho fica estarrecido com a guerra fria que existe atualmente entre estas duas facções, que não dão o último passo pura e simplesmente por cautela e respeito, mas comodidade é o que passa na cabeça de Raron, esta situação é muito cômoda para ambas, as duas se utilizando de seus peões não se enfrentam diretamente, e ainda conduzem seus verdadeiros planos, realmente um poder mesquinho e vulgar, daí nasce a idéia da guilda. Dentro do conselho Raron não seria bem visto de cara pelo que era, fora que os meios que precisava agir dentro dessa organização fariam com que ele demorasse décadas para conseguir completar seu intento. Então uma afiliação a Imperium seria o mais adequado. O que faria a partir de agora traria vergonha ao nome de sua família, então em um devaneio surge em sua mente, ele mesmo não era mais um ser humano, assim nasce neste momento Raron Shava, o cadáver que anda...[spoiler]Ainda terão alguns capítulos, que serão gradativamente postados, peço que não haja postagens aqui, muito agradecido, e espero que gostem do que está por vir.[/spoiler]