Este RPG online é baseado em livros que retratam a Idade Média. Todos os direitos reservados
A trama oficial do fórum e os personagens que dela descendem são uma criação de Thi, Bella, Millàh, Dêssa, Tety, Renato & Carol. Design e códigos por Bella, Carol e Thi. Imagens retiradas do Google.com, Photobucket.com e DeviantArt. Por favor, sem copycat.
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#O trêm
Ao longo do trêm 30 cabines esperam pelos viajantes. As cabines são espaçosas e seus bancos são de couro forradas com um luxuoso pano vermelho, os corredores são da mesma cor. Todas as janelas são grandes o suficiente para pular, mas ninguém aconselharia a fazê-lo, já que o trêm pode superar a velocidade de uma firebolt.
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O trem estava realmente um caos, alunos e mais alunos de todos os anos estavam gritando e correndo de cabine em cabine procurando por seus amigos. Parecia que não havia cabine para tantas pessoas. Bartolomeu, depois de decidir que procurar seus amigos era uma coisa não muito recomendável com aquela bagunça, estava dividindo a cabine com 2 garotos e 4 garotas que ele nunca vira em Hogwarts antes.
"Devem ser transferido." Ele pensou. "Muitos saíram também"
Não quis puxar conversa, e nem eles conversavam. E a cabine continuou silenciosa. Bartolomeu continuou a observar a paisagem o clima estava meio estranho, mas decidiu-se por chuva.
"Nossa... Tudo que eu precisava. Tomara que pare antes de chegarmos, não estou afim de me ensopar"
Era incrível como a falta de assunto tornava a viajem mais cansativa que o normal. Já passava do meio dia quando a senhora com o carrinho de doces passou. Bartolomeu cansado de nada, preferiu sair para a bagunça a ficar ali sem assunto.
Saiu para o corredor e se deparou com uma garota da Lufa-lufa que passou carregando um malão, parecia bastante chateada. Mas continuou seu caminho para encontrar alguem que ele conhecesse.
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Horas após o embarque
Como sempre, adolescentes dormem demais. Consequencia disso, chegam atrasados nos lugares. Mas nessa manhã, quem chegassem muito atrasado ficaria pra trás...
Pessoas como Rachel Greenyn, Blanche D'Armanie, Christinne Goodssil e as irmãs Lestrange estavam muito deslocadas nas cabines que ocupavam. Rachel por estar cercada dos Sonserinos mais Sonserinos de toda a escola:Sean e Wolf; Blanche por ser recém transferida e não conhecer ninguém, e ainda mais sem falar tão bem nossa lingua; Christinne por ter sido obrigada a sentar-se com Tiago e Matthew, por falta de opções e finalmente as irmãs Lilith e Lindsay, por se odiarem e serem muito diferentes uma da outra, apesar de serem gêmeas.
Blanche olhou ao redor e viu uma japonezinha sorridente, um menino interessado e uma garota engraçada. De repente, a japonezinha falou com ela.
-E você? Prazer, sou Shizuna, Yamoito Shizuna. Você é nova por aqui não? Nunca te vi antes. E olha que eu já vi todo mundo hein...!
-Ah...Oui. Je suis...opa...Eu sou Blanche D'Arrmanie. Da Frrança. - respondeu a menina, que não tinha intendido muito além do nome da oriental.
-Puxa, sangue-novo! Mon prènom est Hugo Hart. Enchanté!
Hugo estendeu a mão para segurar a da francesa, que sorriu. Achando que ele falava francês, ela começou a desfiar uma conversa animada em seu idioma natal. Hugo fez careta, sem entender nadinha.
-Ohhw...Calma lá, Blanche. Eu não sou fluente. Só arranho mesmo.
-Hm...Desssculpe-me.
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"Ah, por Merlin! Esses sonserinos malvadões vão me sufocar... Vão congelar meu coração com essa falta de assunto...Eles podiam pelo menos para de me olhar, não é?"
Rachel estava com o jornal até os olhos, observando Wolf Heckcles e Sean Galard em silêncio. Sem conseguir pensar em nada pra sair de tal situação, já que tinha sobrado apenas essa cabine, a lufana começou a ler o jornal pela décima terceira vez. ----------------------
Christinne bufou. A única cabine em que tinha condições de sentar-se era aquela. Não iria se atrever a sentar com as irmãos Lestrange, não gostava nem um pouquinho de Lindsey. Então, resolveu relutantemente bater na cabine de Tiago e Matthew. -Nossa!! O que trás nossa tão estimada apanhadora até nossa cabine...O que foi que ela falou ano passado mesmo Matt? - perguntou Tiago, ainda sem abrir direito a porta.
-Cabine fétida por nossos sapatos sujos e mentes piores ainda.
-Obrigado, nobre amigo. E então, loirinha...O que aconteceu pra você querer se sujar conosco? - Tiago chegou bem perto dela.
"Hunf...tinha esquecido desse fora...Foi bom hein! Não, pare. Seja educada, Chris. Você não tem outra opção..."
-Poxa vida, Tiago...Você acha mesmo que eu iria querer me sentar longe de você? Não brinca com isso, capitão. - e falando mais baixo -Você pode acabar se queimando...
Encostando perigosamente no menino, ela passou pela porta entreaberta e sentou-se ao lado de Matt, o único que botava ordem na cabeça de Tiago.
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Richard Jonhson, Lindsay e Lilithy Lestrange e Vivian Leroux se entreolhavam, sem dizer palavra. Richard olhava especialmete para Lindsay. Lilithy fazia o possível e o impossível para não olhar para a irmã. Lindsay tentava ignorar Richard. E Vivian tinha assistido sua cabine ir se enchendo de Sonserinos sem poder revidar. Afinal, ela era magrinha e uma só. Eles eram três, e Richard não era tão magrinho assim...aliás, era bem torneado.
"Aguenta Vivian...É rapido...Não, não é rápido...Mas tudo bem, você consegue garota, você é forte! Sou...? É sim! E pare de discutir!"
-Arg... Patético... - disse Lilithy, mas pra ela do que para os outro presentes. -Cala a boca, vai, Lilithy...-retrucou Lindsay, sem olhar para a irmã.
-Cala a boca você, Lindsay...!!
-Ok, vou fingir que não ouvi isso, maninha... -----------------
A viagem seguiu normal. Pessoas que brigam sempre brigando, pessoas quietas sempre quietas, pessoas extrovertidas sempre extrovertidas. E carrinhos de doces sempre sendo atacados por adolescentes famintos e carentes de açúcar.
-Calma, meninos...Tem pra todo mundo!!
A pobre senhora que empurrava o carrinho estava sofrendo nas mãos dos alunos. Cada um mais afoito que o outro. Mas, do outro lado do trem...
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-É...Bom, meninos, a conversa está ótima, mas eu vou dar uma volta por aí, ok? Rachel se levantou e pegou seu malão e saiu, sem intenção de voltar lá com os Sonserinos. Se fosse preciso, sentaria com o maquinista! Ela caminhou com dificuldade pelos corredores apinhados de alunos. Levava seu malão e mais uma bolsa, afinal, ela é redatora, não pode ficar sem papel e pena. Vai que alguma notícia passa na sua frente! ------------------
Blanche segurou uma lágrima solitária. Tudo era tão diferente da sua França...Mas ela ia se reerguer. Sua mãe não aprovaria que ela ficasse triste. Então, se esforçou para falar com seus companheiros de cabine. -Eh...Que ané vocês estam? Eu sou...estou no sexto ané.
-Puxa, seu sotaque é lindo! Eu estou no sexto também. Ah, Blanche me conta da França!! - disse Vivian que era fascinada por coisas novas.
Assim, começava quem sabe uma francesa a sair do casulo.
Chris olhou ao redor. Gradativamente, Tiago estava chegando mais perto dela. Matt ria discretamente, observando os dois. Mas, de repente, outra coisa chamou atenção do menino. As nuvens estavam ficando escuras. Tudo ao redor do trem estava ficando diferente.
-É impressão minha ou está ficando mais frio? – disse Chris, passando as mãos nos braços.
-Quer que eu te esquente...?
-Cala a boca, Tiago! É serio, tem alguma coisa errada... – Matt levantou-se e olhou para fora da porta. Muitos alunos pareciam ter percebido que algo estava estanho...
-Poxa vida, e essa agora? Já não basta ter que agüentar essas pestes todo começo de ano, agora vem chuva por aí...
O maquinista fechou a janela e diminuiu a velocidade, o que não fez tanta diferença. Amarrou mais a cara e continuou seu trajeto decorado. Quando ele ia procurar seu casaco, ouviu batidas na porta. Imaginando ser a mulher dos doces, Marianette, gritou um “Entra” sem preocupação.
-Ahn...Com licença...
Rachel Greenyn entrou na cabine do maquinista.
-Será que eu poderia me sentar com o senhor? Não tem mais lugares lá dentro... – ela olhou para ele com cara de anjinho, a melhor que conseguiu fazer.
“Bom, um pouco de companhia não vai ser ruim...”
-Entra menina. Vai ser bom conversar com alguém.
Ela sorriu e trouxe suas malas pra dentro. Sentou-se na cadeira vazia ao lado e comentou:
-Puxa, que tempo horrível...Não me lembro de ter sido assim nenhum dos anos que viajei com o Expresso...
O maquinista mal havia aberto aboca pra responder quando viu. Ele estacou. Não conseguia mexer a boca, os braços e nem, pensar direito. Só conseguir vê-lo, ali bem na sua frente... -Senhor?
Rachel ficou preocupada. Ele tinha simplesmente parado. DE repente, palavras saíram da boca do maquinista...
-Sinistro...
E ele caiu pro lado. Sua cabeça bateu em algo e começou a sangrar fortemente. Ela arregalou os olhos. Pulou da cadeira,se encostando-se à parede, arfando. Foi quando se deu conta... Não estavam mais guiando o trem.
Um grito horrível foi ouvido no trem inteiro, ecoando cabine por cabine. Quando cessou, tudo começou. A luz do trem acabou, as janelas se abriram e tudo ficou de pernas pra ar.
-O que está acontecendo...!!??
O trem estava descarrilando. Com um solavanco, todos os alunos que estavam de pé caíram no chão. Foi aí que começou a bagunça mesmo. Gente gritando e chorando, finalmente percebendo o que estava acontecendo.
-Chris, Matt, fiquem aí!! Eu vou ver o que está acontecendo!
Tiago saiu da cabine e viu o caos. E lá longe, viu Rachel alguma coisa, uma lufana conhecida, correndo em sua direção. Ela perceia desesperada.
-AHHHHHH!!! Tiagooooo!!!
Ela agarrou o menino e apertou muito suas costas, como se estivesse correndo do diabo.
-Minha nossa...O que aconteceu, Rachel?
-Ele...E-ele...
-O quê? -Morreu.
Sem tempo de processar a informação, o trem deu um pulo, saindo da linha, Tiago capotou junto com Rachel,que estava suja de sangue. Muitas pessoas também capotaram e rolarão pelo chão. Gritos estridentes foram ouvidos, pessoas chorando mais ainda. Ninguém conseguia ficar de pé, tamanha instabilidade do trem.
-TIAGOOOO!!! AAHh!!
Chris agarrou no banco para se manter firme, assim como Matt. Mas ela não agüentou outro solavanco, e caiu no chão, assim como Matt.
Lindsey gritou, caindo em cima de Vivian.
-O que esta acontecendo...??AAHH!!! RICHARD!! O QUE TÁ ACONTECENDO!?? -E como é que você que eu saiba!!?? Não saiam daí!!
Richard se levantou do chão e correu para fora da cabine. Avistou Tiago, e ´teve de se esforçar um pouco para ir até ele.
-O que aconteceu aqui, cara!!?? Rachel, o que foi!?
O desespero tomava conta dos corações naquele momento. Quando Lilith conseguiu se erguer, o trem deu um pulo, caindo de lado. Ele foi arrastando a lataria pesada pe lado por muitos metros, ferindo alunos.
E então, parou. A Maria-Fumaça vermelha estava caída de lado, com a lataria estragada. O maquinista morto, a Moça dos Doces morta. Alguém deveria fazer alguma coisa...
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Uma viagem longa e comum, geralmente é mal vista pelas pessoas que lhe acompanham, mas naquele caso era diferente. Aquela viagem, apesar de longa e cansativa, era muitíssimo aguardada por centenas de jovens ansiosos e entre esses jovens, estava Yamoito Shizuna.
- Mamãe!
Chamou a pequena oriental, enquanto corria sorridente até uma mulher de cabelos negros e lisos, que lhe batiam até a altura do ombro.
- Eu não vejo Kyoko em lugar algum.
Ali, diante da mãe, estava Shizuna com seus olhos brilhantes e pele alva. Ela observava com cuidado, enquanto segurava com firmeza uma mala em suas mãos. Dentro da mala, estava tudo que ela ia precisar, desde livros, até uniformes. Shizuna, assim como tantos outros jovens, estava se preparando para um viagem de volta à Hogwarts, escola que lhe acolhera com tanto amor e carinho. Viagem de volta à Grifinória, sua segunda, porém não menos importante, família.
- Não se preocupe querida, ela já está com seu pai.
Agora sim, estava tudo pronto. Com um sorriso gentil Shizuna agradeceu, para que em seguida saísse saltitando até onde encontrava-se seu pai e Kyoko, sua gata. Sem muitas demoras, o pai da pequenina Yamoito recolheu as malas, para que eles pudessem enfim partir.
Shizuna morava perto da estação de trem e por isto não seriam necessários mais de alguns passos para alcançarem seu destino. Com um beijo carinhoso da mãe, a pequena oriental saiu porta a fora, iniciando com seu pai, uma caminhada até a estação King’s Cross.
A pequenina, acompanhada pelo pai, iniciara uma canção que perdurara até o instante em que seus olhos finalmente encontraram (mesmo em meio a muita gente) o espaço entre a plataforma 9 e 10, local onde a levaria enfim, até a plataforma 9 ¾.
Ao aproximarem-se do pilar, Shiro, seu pai, lhe entregara a mala e após um breve suspiro, acrescentara:
- Desejo-lhe um bom ano escolar, Shizu.
- Arigatou, papai.
Agradeceu a menina, envolvendo Shiro em um abraço gentil. Após despedir-se do pai, Shizuna colheu sua mala e andou calmamente até o velho conhecido pilar. Certificando-se de que nenhum trouxa estava na espreita, a menina avançou.
Quando seus olhos escuros finalmente se abriram outra vez, lá estava o magnífico e gigantesco trem que lhe guiaria até Hogwarts para mais um ano letivo. Suas malas, ficaram junto com as demais e após livrar-se delas, Shizuna correu sorridente para o interior do trem, onde iria rever grandes amigos.
O mesmo parecia estar consideravelmente cheio, em vista de que muitas pessoas (ao observar de Shizuna) tiveram de se sentarem em companhias desagradáveis, por dizer assim. Mas não foi o caso da oriental, pois com seu sorriso doce na face, ela adentrou contente em um vagão do qual encontravam-se Hugo, Rachel e uma garota nova.
Não fora preciso observar por muito tempo para perceber que a novata estava um tanto desconfortável, por dizer assim, então Shizuna aproximou-se, deixando em sua face, o sorriso mais gentil que conseguira dar.
- E você? Prazer, sou Shizuna, Yamoito Shizuna. Você é nova por aqui não? Nunca te vi antes. E olha que eu já vi todo mundo hein...!
Apresentou-se Shizu toda contente, falando com a novata de maneira espontânea e descontraída. A japonesa sempre gostara de conhecer pessoas novas e sempre fazia questão de apresentar-se com a maior simpatia possível.
Mesmo com a sensação de que a novata não tinha entendido muito, Shizu permaneceu com seu sorriso largo na face e não demorou muito para que a menina novata iniciasse sua apresentação também.
- Ah...Oui. Je suis...opa...Eu sou Blanche D'Arrmanie. Da Frrança.
Antes que Shizu pudesse concluir que Blanche era não mais não menos que uma menina francesa, Hugo iniciara sua apresentação na mesma língua utilizada por Blanche e mesmo sem entender o que ali se passava, Shizuna manteve o interesse e fazia um belo esforço para entender o que se passava até que por fim ambos voltaram a falar um inglês audível.
O clima no vagão estava bem divertido e Shizu deixava transparecer sempre o seu bom humor e quando notava algum clima mais desconfortável sob a novata, ela fazia questão de puxar um novo assunto que interagisse bastante com a menina.
- Eh...Que ané vocês estam? Eu sou...estou no sexto ané.
Iniciou Blanche, com um pouco de esforço. Shizu que antes brincava com uma pena que deveria estar guardada junto de seus materiais, direcionou seu olhar doce e cativante para a menina.
- Puxa, seu sotaque é lindo! Eu estou no sexto também. Ah, Blanche me conta da França!!
Emendou Rachel, que estava tão empolgada com a novata quanto todos os outros. Shizuna aproveitou a brecha para acrescentar um comentário com os olhos cintilando e um sorriso sonhador.
- Eu estou no quinto ano Blanche. Ah e eu ouvi dizer que a França é tão kawaii!
Assim iniciara-se uma conversa mais descontraída sobre a origem de Blanche e a beleza do local, porém o clima que até então estava agradável transformou-se em um clima aflito. Os jovens que conversavam animados pararam subitamente de falar no instante em que um grito agudo ecoou pelo trem.
O coração de Shizu palpitou por alguns instantes. Os jovens se entreolharam, e provavelmente todos estavam se perguntando o que estava acontecendo por lá. O trem descarrilava constantemente, derrubando os alunos curiosos que estavam de pé no corredor.
A oriental segurou-se firme em seu banco, para evitar acidentes, mas a medida em que o trem perdia o controle e algumas malas caiam em sua cabeça, seu coração se tornava cada vez mais aflito.
Mesmo com toda a confusão, Shizuna ainda pôde observar alguns garotos conhecidos que passavam ao lado de sua cabine indo à direção do maquinista. “O que aconteceu com ele?”, perguntou-se a oriental em relação ao homem que supostamente deveria estar controlando o trem.
Suas mãos trêmulas lutavam para não escorregarem sob o couro dos assentos, mas ela ocupava-se no momento em lançar olhares reconfortantes aos companheiros, como se em seu olhar, ela pudesse dizer que estava tudo bem e em seu sorriso, pudesse dizer que logo tudo voltaria ao normal.
Mas de repente o trem parou. Não como eles gostariam. Na verdade, a bela Maria Fumaça se perdera dos trilhos e agora encontrava-se caída de lado, sob o solo esverdeado. Ao cair, o trem fizera com que Shizuna escorregasse de seu banco e caísse sem piedade no chão, que na verdade não era nada mais nada menos do que a janela do local.
Agora, seu coração pulsava veloz, mas não por medo, afinal, uma boa grifinoriana reuniria sua maior coragem para enfrentar a situação. O coração pulsava aflito, muito aflito.
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Andando pelo trem de vagão em vagão, cabine em cabine, Bartolomeu encontrou alguns amigos como o sextanista da Grifinória, Ageu Undead, sentaram-se no corredor mesmo e conversaram sobre as férias. Era um pouco difícil ficar ali, devido a grande quantidade de alunos que iam e viam de ambos os lado.
Mesmo assim eles passaram boa parte da viajem conversando. Ficar ali com o passa-passa de alunos foi mais divertido que ficar na cabine "morgada" como estava.
Bartolomeu levantou e foi se vestir, já devia estar no castelo a qualquer hora.
-Nos vemos mais tarde-
Apos se despedir do amigo, Bartolomeu foi se trocar.
Tinha acabado de sair, do banheiro quando o trem deu uma balançada brutal que o arremeçou direto para o chão.
"Mas o que foi isso?"
Continuava a chover, gritos e mais grito vinham da cabine do maquinista, Bartolomeu tentou levantar mas no momento em que se erguera nas pernas, o trem deu mais um balanço, só que esse segundo foi mais brutal. O trem virou e saiu dos trilhos, Bartolomeu foi arremeçado contra a parede e bateu com a cabeça em uma porta de cabine.
Gritos e mais grito vinha de todos os lados, o caos era indiscutivel, as luzes haviam se apagado, a chuva caia, e agora ele estava com a cabeça sangrando.
"O que está acontecendo?"
Bartolomeu tentou achar alguém para lhe responder essa pergunta, mas o pânico estava formado naquele trem, todos corriam, gritavam, ajudavam seus amigos mais feridos, mas não conseguia ver nenhum adulto. Foi para fora do trem onde chovia muito, estava tão escuro que até parecia noite. Como saíriam daquele problema?
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Narração "Pensamento" -Falas de Petra -Falas alheia
Hoje eu matei, ele era só um menino, eu o conhecia e todos eles a mim. Nos campos um juramento agonizante: eu mato todos eles para salvar a mim próprio. Calma... Isso é uma metáfora. Nossa ruivinha aqui não tem cacife ainda para expelir um feitiço da morte em alguém. Estava em uma cabine, alheia a tudo que passava a sua volta. Sua face era voltada para o exterior do trem. As imagens eram rebuscadas e brincavam com sua atenção. Seu olhar era desolado e distante. Sua mente vagueava livremente por entre os bosques, percorriam as dimensões do infinito e se entregava ao incontestável. Estava se dirigindo ao desconhecido e aquilo a fadigava. Vinha de Durmstrang, uma cultura diferente, pensamentos e ações desinterligadas daquilo que a esperava. Nós cairemos, abaixo e abaixo... Puxarei a tomada, terminarei a dor. Corre e lute, entregue-se a esta guerra. O momento de diabo, minha eternidade. Obedeça para matar, para se salvar. Corte-me livre. O trem deu um solavanco. Uma parada brusca que interrompeu os devaneios de Petra. Olhou ao seu lado e viu-se sozinha na imensidão daquela cabine. Ouviu-se gritos longínquos, pessoas apressadas se dirigiam a saída, ou ao que ela considerava uma saída. Algo havia acontecido ou talvez os ingleses gostavam mesmo de armar um teatro sempre que se deparavam com um obstáculo. Não se preocupou com as bagagens. Fora informada que elas seriam levadas para o interior do castelo que até agora não vira nem sinal. Alguem se esbarrou nela e nem ao menos pediu de forma cortes um "desculpa".
-Barbáros... inúteis... Arrumou sua roupa e se dirigiu mais ao exterior daquela cabine. E foi-se a luz. O pretume agora era o companheiro de Petra naquela jornada desconhecida. Seus pés se dirigiam para o abismo e para acompanhar a nossa maravilhosa orquestra o vento se revela e invade o seu corpo de maneira astuta. Uma certa claridade foi-lhe conferida após este episódio, viu, pelo que leu em Hogwarts – Uma História, grifinórios correndo abestados, lufanos gritando, corvinais se dividindo, ora para acalmá-los ora para se juntar ao grupo. Eu invejo as nove vidas que a deram no inferno. O caminho de Petra fez as pazes com os corpos, não conseguiam atingi-la. Homem para homem, soldado para soldado, poeira para poeira... Sem lágrimas, sem simpatias para os coadjuvantes daquela cena grotesca que seus olhos presenciavam.
"Como meu pai pôde me mandar para esse curral! O que falta mais para acontecer? O céu cair?" Quase isso minha pequena. Petra fora jogada contra a parede, bateu fortemente o ombro em um vidro que se estilhaçou no imundo chão. Os gritos se intensificavam agora, podia ouvir até "rinchadas". Com dificuldade, endireitou o seu corpo, tentou conduzi-lo para alguma explicação lógica de tudo aquilo, mas só o que viu foi o caos. O trem havia parado e sabe-se lá aonde esse amontoado de ferro levou aqueles garotos. Não havia até aquele momento uma voz se quer de bom senso, de um adulto dotado de um pouco de intelecto. Simplesmente NADA.
-Cala a boca sua inútil, chorar não te levará aos aconchegos de sua família e infelizmente não te trará a morte! Falou em alto tom para uma criatura desconhecida. "Morte essa que não posso dar um empurrãozinho". Continou a lida. -MInha nossa... o que aconteceu, Rachel? Ouviu uma voz de um garoto e uma aluna aos berros em seus braços. Balançou a cabeça em sinal de descontentamento por tudo aquilo que estava vendo, mas ficou a alguma distância ouvindo aquele teatro. -Ele... E-ele.. -O que? -Morreu.
Petra respirou alividada. Morte sempre era bem vinda, faz diminuir o índice populacional e quanto menos pessoas, melhor. A única coisa que queria nesse momento era ver o moribundo, quem sabe não conseguria arrancar alguma coisa dele... alguma parte para fazer um prospecto, um levantamento de dados para um estudo científico. seu sangue possivelmente estaria fresco, lânguido, percorrendo uma superfície indigna de seu repouso momentâneo, esvaindo de um corpo desvitalizado, obscurecido. Perguntou-se se estava contente, parecia que esse mundo fora subestimado por ela. Trouxera-lhe um ambiente escurecido onde poderia contemplar um futuro perfeito. Não ficaria ali, expressaria suas ações contra aquela maré de insanidade, perder-se-ia na visão no novo, não perderia uma ação sequer. Avançou em direção contrária a todos os alunos, queria contemplar o caos, agraciá-lo e saudá-lo pelo seu mais novo feito. Porém, as forças contrárias da natureza a impediu, fora lançada novamente contra a parede e em seguida para o chão. Levantou-se vitalizada, as dificuldades sempre fora seu combustível. Seguria a jornada e encontraria seu objeto de devoção - a morte! Alheia, é claro!
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Narração Fala minha Falas alheias
Chovia muito naquela tarde e isso não era bom sinal, estava eu sentado no vagão-restaurante, comendo calmamente, quando surpreendido sou por um forte balanço do trem, que me desequilibrou um pouco, voltei a comer, pensando se foi pela chuva ou se algo pior estava previsto, agora minha calma tinha zerado com aquele acontecimento e meu sossego também e pensei:
''Algo de errado está pra acontecer, sinto isso''
Passado isso, voltei a comer e quando levantei pra ir pra cabine, um balanço muito maior, este me lançou contra a parede do vagão e me fez ficar assim:
O.O
Nunca havia tomado tamanho susto na minha vida, apenas passei a mão na cabeça e nenhum machucado encontrei, me senti aliviado e enfim fui ajudar quem podia, e levando pra uma parte mais segura, claro, estava chocado com aquilo, e chovia bastante lá fora, o que não ajudava muito e eu tratei de me encostar numa poltrona do restaurante, tentando me acalmar e assimilar o que aconteceu ali, não dava para acreditar no que aconteceu, tentava entender, mas parecia impossível achar uma conclusão lógica daquilo, mas o susto foi tão grande que eu nem pensar conseguia então o jeito foi respirar fundo e seguir ajudando quem eu podia e isso que fiz, agora um bom plano caíria bem, como sair daquela situação era a prioridade agora ali e nisso que ia focar os pensamentos e tentaria ser útil de alguma forma ali, pois todos tinham de se ajudar, não importava como, mas todos teriam de colaborar, cada um do seu jeito, mas um pouco de todos, seria muito no geral, isso que eu penso, claro e já me mexi pra ajudar os outros então, e tentar esfriar acabeça do grande susto que me assolara e a todos ali, jamais imaginei passar por isso, mas agora me via direatmente envolvido e passando pelo mesmo pavor de todos, mesmo a serenidade sendo meu ponto forte, mas não dava pra ficar sereno ali com certeza.
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Narração. -Falas ”Pensamentos” [Off]
-Mas você tem CERTEZA de que sabe onde fica a plataforma, mãe?
-Filho, fique quietinho e entre no carro, sim?
-Mas...
-E sem discussão.
Hugo bufou, vencido. Sua mãe era trouxa e essa seria a primeira vez que ela, sozinha, o levaria até a estação.”Droga”,pensou o garoto. E se eles se perdessem no meio do caminho e acabassem se atrasando? Não, isso não iria dar certo. Hugo fechou a cara e cruzou os braços, jogando-se no banco ao lado do motorista. Sua mão olhou-o com o canto dos olhos e riu baixinho, girando a chave do carro. - - - Após a resposta da garota, o segundo herdeiro dos Hart pigarreou e sentiu-se envergonhado. É claro. Foi realmente uma péssima idéia tentar falar francês com uma... francesa. Principalmente depois de matar as duas últimas semanas do curso rápido de verão. Ele fez uma careta, como se dissesse “Hã?!”
-Ohhw...Calma lá, Blanche. Eu não sou fluente. Só arranho mesmo.
Mas as garotas não pareceram se importar, continuaram conversando. Ele sorria, tentando esconder o nervosismo. Pigarreou. “Péssima idéia, péssima idéia”, pensava incessantemente. Apoiou o cotovelo no encosto do banco e voltou o rosto para a janela. Mas... o que estava acontecendo? O céu estava fechado e ele podia vez a luminosidade dosa trovões ao longe... Fechou os olhos, concentrando-se na própria respiração. Como se já não bastasse aquele maldito pesadelo do acidente de carro que sempre sofria enquanto corriam para a estação, agora essas nuvens pareciam querer faze-lo voltar para casa e se aninhar nos braços da mãe. A verdade é que rapaz sempre fora muito supersticioso, e para ele, definitivamente isso não era um bom sinal. Apertou os olhos. - - - Verde. Ela pressionou o pedal de aceleração e girou o volante para a esquerda. Estavam a cerca de um quarteirão da estação e faltavam exatos treze minutos para a partida do trem.
-Eu falei que nós deveríamos ter ido com o papai! Falei! Mas você não me ouve, mãe. Não me ouve! Só quer provar pra ele que consegue fazer as mesmas coisas que ele! E agora? Se eu chegar atrasado...
O solavanco e o barulho dos metais se chocando o deixaram atordoado. O lugar onde o cinto de segurança pressionou ardia e a cabeça do garoto zunia alto. Ele olhou para trás. Na porta ao lado da sua, na do passageiro, um carro verde havia mergulhado e agora uma fumaça branca subia do capô. Com a fumaça que começava a baixar o garoto divisou um contorno negro, era uma, era um... um... Sua mãe gritou e puxou o filho para si, impedindo-o de ver o resto da cena. Ela gritou... E realmente parecia que estava gritando novamente. É, ele começava a pensar que estava ficando louco. Abriu os olhos de repente e percebeu que ainda estavam dentro da locomotiva. Frio. Os colegas estavam estáticos e ele percebeu que o trem inteiro estava mergulhado em um silêncio denso.
-Vocês ouviram esse grito?-Perguntou uma vozinha fraca, dentro da cabine. Hugo não teve tempo para imaginar quem havia dito aquilo, logo um garoto se levantou e abriu a porta, saindo resoluto por ela.
E foi quando tudo começou. As luzes começaram a piscar e o trem inteiro tremeu. Seja lá o que o levara a pensar em voltar para sua casa... aquilo tinha razão! Gritos explodiam por toda parte e o balanço do trem ficava cada vez maior. Hugo olhou pela janela, procurando uma explicação. Maldição, o que poderia estar acontecendo? Que droga era aquela? Um estrépido de metal foi ouvido quando as malas começaram a cair no chão. Ele se segurou.
-Pélpes!-berrou, quando o gato miou arisco abaixo de todas aquelas malas.
Quanto tempo a situação se alongou nem mesmo o próprio Hugo poderia dizer. Tudo o que sabia era que de repente seu corpo pareceu levitar. Por pífios segundos, até que um grande choque ouviu-se. O trem havia tombado. O barulho do metal era quase insuportável e cacos de vidro voavam para todos os lados. Ele olhou para baixo e gritou enquanto seu corpo caía para o lado. Sentiu uma dor forte em sua nuca e tudo apagou.
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A ansiedade da francesa não a permitiu dormir preciosas horas a mais, tanto que, de manhã bem cedinho, a garota estava acordando o pai, completamente pronta. Ele resmungou, mas levantou-se, arrastando os pés. Apesar de todo seu esforço, a hora voou e quando viu, estava atrasada. Saíram às pressas e chegaram à estação de King's Cross e muito tímida, Blanche avançou por entre todos aqueles estudantes excitados, sem sequer olhar para alguém, mantendo os olhos fixos em um ponto que nem mesmo ela poderia determinar. Despediu-se do pai - oque durou mais de 40 minutos - e entrou no trem. Passou por muitas cabines, sem prestar atenção nos alunos, que ficavam fora de foco sob seu olhar, mas sim, nas vagas. Na primeira cabine com vaga, ela entrou, guardou o malão e sentou-se, ereta e desconcertada. Olhou em volta e viu uma garota que parecia ser japonesa, não podia dizer ao certo, pois todos eram iguais para ela, um garoto que parecia interessado na conversa deles e nela, quando entrou, uma garota que fazia uma piada enquanto ela guardava o malão, mas deteve seu olhar nas próprias mãos sobre o colo e não reparou em mais ninguém, quando alguém falou.
- E você? Prazer, sou Shizuna, Yamoito Shizuna. Você é nova por aqui não? Nunca te vi antes. E olha que eu já vi todo mundo hein...!
-Ah...Oui. Je suis...opa...Eu sou Blanche D'Arrmanie. Da Frrança. - respondeu a menina, que não tinha intendido muito além do nome da oriental.
-Puxa, sangue-novo! Mon prènom est Hugo Hart. Enchanté!
A garota sorriu ao ver que poderia se comunicar com alguém, apertou a mão que Hugo estendeu e começou a dizer-lhe como sentia-se feliz com isso, como odiava seu sotaque, as razões disso entre outras coisas, em seu idioma, mas perdeu a empolgação quando deteve o olhar na expressão incrédula do rapaz. Sentiu uma ligeira vontade de rir, mas não o fez.
-Ohhw...Calma lá, Blanche. Eu não sou fluente. Só arranho mesmo.
-Hm...Desssculpe-me.
A garota olhou pela janela, observando a paisagem lá fora. Não podia sequer se comunicar direito com alguém. Onde estariam seus amigos? Será que sentiriam sua falta. Ela com certeza sentiria falta deles. Respirou fundo e girou os olhos, para evitar que se tornassem brilhantes conforme as lágrimas iam se formando. Pigarreou e tentou dialogar.
- Eh...Que ané vocês estam? Eu sou...estou no sexto ané.
- Puxa, seu sotaque é lindo! Eu estou no sexto também. Ah, Blanche me conta da França!!
Ela olhou para a garota e sorriu, mas não conseguia concordar. Se sentia ridícula com aquele sotaque arrastado. Como eles poderiam gostar de alguém que fala inglês tão mal? Ou será que só ela via problema nisso? Tinha facilidade de se auto criticar.
- Eu estou no quinto ano Blanche. Ah e eu ouvi dizer que a França é tão kawaii!
Ela não tinha idéia do que significava kawaii, mas nem se atreveu a perguntar. Não conseguia pronunciar a palavra, nem mentalmente. Focou-se para começar a contar a garota sobre a França. Ajeitou-se no banco, pigarreou novamente e esboçou um sorriso. Porém, quando ia abrir a boca para começar, um grito cortou o ambiente e a empolgação dela junto.
- Què...?
Não conseguiu pronunciar mais nada. Seus órgãos pareciam ter se comprimido dentro dela, e ela fitava a porta sem ao menos piscar. Arrepiou-se e começou a perceber como estava frio. Pegou a varinha, e levantou atrás de um garoto que abriu a porta. Inclinou-se para frente e sussurrou em seu ouvido.
- Serriamm dementadorress?
A garota precipitou-se pelo corredor, e as luzes começaram a piscar sobre sua cabeça. A curiosidade unida à coragem, eram a razão de ela pertencer à Grifinória. Seu coração batia mais forte a cada passo mas ela não ia recuar. Olhou por cima do ombro, e viu que a japonesinha sonhadora vinha em seu encalço. Olhou para os rostos assustados, e esquivou-se de pessoas que estavam no caminho, até chegar à cabine do maquinista. A posta estava escancarada. O coração da garota pareceu para àquela visão. Ela soprava fumaça agora, de tão gelado que a atmosfera ia ficando. Um grande barulho e solavanco, e ela foi arremeçada para o lado, bateu fortemente contra a parede do trem e caiu, desacordada.
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BlancheD'Armanie - The Griffyndor's french fave girl!
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Joined: 16-February 08
*-Fala-* *-Outros-*
O trem estava realmente um grande bagunça, era quase impossível transitar ali. Mas para a sorte de Tiago, Matt estava sentado em uma cabine sozinho.
-Andou expulsando alguns alunos daqui?-
-Por que acha isso?-
-Bem, sei lá, levando em conta a bagunça no corredor e você consegui uma vaga sozinho...-
Tiago sentou na banco e os dois começaram a conversar sobre as férias, quando Christinne apareceu com uma cara não muito agradável.
-Nossa!! O que trás nossa tão estimada apanhadora até nossa cabine...O que foi que ela falou ano passado mesmo Matt? - perguntou Tiago, ainda sem abrir direito a porta.
-Cabine fétida por nossos sapatos sujos e mentes piores ainda.
-Obrigado, nobre amigo. E então, loirinha...O que aconteceu pra você querer se sujar conosco? - Tiago chegou bem perto dela.
A cara de Christinne foi meio que de constrangimento, mas por minimos segundos, logo mudou para uma expreção de inocente.
-Poxa vida, Tiago...Você acha mesmo que eu iria querer me sentar longe de você? Não brinca com isso, capitão. - e falando mais baixo -Você pode acabar se queimando...
Christinne entrou na cabine e sentou ao lado de Matt. Quando passou o carrinho de doces, Matt e Tiago compraram uma grande quantidade de doces de vários tipos e sabores. Aos poucos Tiago tentava se aproximar de Christinne, e Matt ria discretamente da tentativa do garoto. Christinne não lhe deu muita atenção, continuava olhando para a paisagem e comendo sua tortinha de abóbora. Quando Tiago olhou pela janela, viu que as nuvens estavam mais densas e carregadas parecia que vinha chuva por aê.
-É impressão minha ou está ficando mais frio? – disse Chris, passando as mãos nos braços.
-Quer que eu te esquente...?-
-Cala a boca, Tiago! É serio, tem alguma coisa errada...– Matt levantou-se e olhou para fora da porta. Muitos alunos pareciam ter percebido que algo estava estanho...
Estava realmente esfriando em uma velocidade fora do normal. Tiago colocou suas vestes por cima da roupa de trouxa, para escapar do frio. De repente ouviu-se um grito que ecoou em todos os vagões. Parecia que era um sinal para a séries de coisas que começaram: as luzes começaram a falhar, a chuva estava forte, pessoas gritando e correndo nos corredores, o trem começou a sacudir e desencarrilhou.
-Chris, Matt, fiquem aí!! Eu vou ver o que está acontecendo!
Tiago saiu da cabine e viu o caos. Seria realmente dificil chegar a cabine do maquinista daquele jeito, ele foi passando pelas pessoas até ver Rachel, uma lufana conhecida que vinha em sua direção. Ela perecia desesperada e estava suja de sangue.
-AHHHHHH!!! Tiagooooo!!!
Ela agarrou o menino e apertou muito suas costas, como se estivesse correndo do diabo.
-Minha nossa...O que aconteceu, Rachel?
-Ele...E-ele...A garota estava realmente nervosa, tremia muito e estava muito gelada.
-O quê?
-Morreu.
Tiago não havia entendido direito, "alguem havia morrido?", antes de pensar direito na coisa o trem deu um pulo, Tiago capotou junto com Rachel. Gritos estridentes foram ouvidos, pessoas chorando mais ainda.
-O que aconteceu aqui, cara!!?? Rachel, o que foi!?Richard vinha, com muita dificuldade na direção dos dois.
O trem parou com um grande abalo, Tiago podia ver mais a frente o corpo da senhora dos doces, parecia ter batido com a cabeça e não se movia, agora entendia o que Rachel queria dizer, o maquinista morreu, o trem estava tombado fora dos trilhos, tinham que fazer alguma coisa no meio de todo aquele caos.