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Group: Sobreviventes
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"As imagens ainda rodavam em minha mente, enquanto eu via o fluir das luzes. Era estranho aquilo, em meio a tudo aquilo o rosto dela permanecia vivo, nítido. Eu não entendia o que estava acontecendo, o que fora aquilo que me puxava, mas ainda segurava firme a mochila em minhas mãos, enquanto sentia o ar pulsar ao meu redor. Um brilho esverdeado ofuscou a minha vista fazendo com que o fechasse durante um instante. Mantive meus lábios fechados, enquanto sentia meus pés procurarem algo sólido. O que era aquilo que estava ocorrendo?
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Demorava instantes até que finalmente seus pés sentissem novamente o solo mesmo que ao mesmo tempo grande parte do seu corpo sentia em conjunto enquanto caia sobre aquele chão quente. Sua mochila continuava firme em suas mãos como se mantida pela sua força de vontade consigo enquanto abria os olhos lentamente para entender o que ocorria.
Um novo flash tomava seus olhos, mas não uma luz estranha, somente o brilho do sol de forma mais forte do que encontraria em qualquer ponto de sua terra natal. Na verdade, provavelmente somente lembraria de um brilho tão forte se relembrasse viagens as Américas.
O solo que tinha caido era pura grama enquanto ao seu redor, parecia que tinha retornado as florestas tropicais que nunca encontraria em qualquer ponto da europa enquanto o calor fazia suas vestes para si se tornarem incomodas.
Além que algo incomum se encontrava logo em frente aos seus olhos. Uma esfera esverdeada e brilhante envolta por outras 3 pequenas esferas de coloração mais clara, se meramente pensasse em a tocar, a mesma se moveria para sua mão como se lesse seus pensamentos. Se tivesse medo e quisesse que ela se afastasse, ela o faria com prazer. Não demoraria a notar que aquilo seguia seus desejos.
Mas, o que era aquilo e onde estava eram mistérios que ainda teria que descobrir...
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Quando meu corpo tocou com força o solo, procurei me manter firme, enquanto sentia a areia e os detritos se elevarem.Levei algum tempo para me restabelecer, mas então meus olhos ficaram fascinados com o que estava ao meu redor. Era uma vegetação densa e bastante quente, levei uma de minhas mãos ao colarinho de minhas roupas enquanto as afrouxava por conta do calor. Coloquei a mochila em minhas costas, enquanto tentava entender o que estava acontecendo, aquela luz, aquele impulso. De alguma forma eu havia sido levado para uma floresta tropical, mas apenas me lembrava de ter visto o meu celular...fora aquilo, naquele momento eu fora sugado. De alguma forma, aquelas coisas tinham relação, mas ainda era pouco, cedo de mais para entender.
De pé, a vegetação ao redor era fascinante, árvores tropicais que eu já havia visto, mas havia algo de diferentes nelas, algo que me intrigava, mas não sabia dizer bem o que era. O vento soprava quente, enquanto uma nova surpresa surgia a minha frente. Aquela pequena esfera que estivera em algum ponto, estava ali a minha frente. Não tinha noção do que era, mas quis me aproximar da mesma, e como se entendesse meu gesto, ela se aproximou de minha mão. Era fria, de um metal que eu não conhecia, enquanto as três menores continuavam a girar como pequenos satélites ao redor da maior. Como um teste, pensei na mesma se afastando e seguindo os movimentos de minha mão, e como se estivesse ligada a minha mente, a mesma respondia.
Passei alguns longos minutos testando e experimentando, antes que minha mente me chamasse a atenção. Não sabia a origem daquilo, nem onde estava, sentia que não havia perigo daquela esfera, mas ainda precisava entender mais. Retirei a parte mais pesada de minhas roupas, ficando apenas com a camisa mais leve, enquanto guardava tudo na mochila. Arrumei a mesma com cuidado nas costas, enquanto me assegurava de manter ela fechada, e então comecei a procurar um caminho.
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Suas vestes pesadas eram removidas facilmente lhe dando um certo alivio naquele clima quente que tinha sido jogado enquanto meramente procurava como dar seus primeiros passos. Não era um perito em sobrevivência ou em seguir trilhas, mas até para ele era fácil notar que ninguém havia se preocupado em criar qualquer forma de trilha ou semelhante para seguir.
Uma floresta virgem a humanidade, ou somente uma parte dessa que ninguém ainda tinha descoberto. Ambas coisas bem raras de se encontrar e incomodas quando não se tinha a idéia de para onde seguir. Tudo ao seu redor era mera floresta sem nenhum vestígio de para onde ficava a civilização.
Porém, ainda sim havia duas características peculiares ao seu redor. A primeira era um cheiro que nunca imaginaria encontrar naquele dia já que estaria numa cidade e num avião. Salgado, acompanhado de uma brisa e do que parecia ser o som das ondas. Sim, era o cheiro do mar... Cheiro que já tinha sentido em tantos portos na sua vida, mas, estava distantes do mar quando aquilo ocorreu. Como tinha sido jogado tão próximo dele em alguns minutos?
Acompanhar o cheiro parecia fácil e o levaria rápido para próximo do oceano, porém havia agora um som peculiar. Algo sendo jogado na água com força depois puxado de volta com velocidade. Não sabia dizer bem o que era, mas parecia próximo afinal algo jogado na água não deveria ser ouvido a uma distancia muito grande mesmo numa floresta onde não havia gritaria de pessoas ou semelhantes.
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"Antes mesmo que eu pudesse caminhar muito, aquele cheiro me atingiu. Era um cheiro peculiar, que me trazia boas lembranças, mas o mais importante que me mostrava um caminho em meio a selva. Se o cheiro estava tão nítido, era sinal que a distancia era curta. Numa mata úmida como aquela, o cheiro se propagaria pouco, ainda mais com uma vegetação rica. Caminhei rapidamente, mas quando aquele som me atingiu, passei a ser um pouco mais cuidadoso.
Aquele barulho, talvez indicasse pescadores, e talvez eles tivessem algumas respostas. Mas o mais importante, era um norte a seguir. Com cuidado, me aproximei, usando das árvores para tentar observar, enquanto controlava aquela esfera para ficar atrás de meu corpo evitando que me denunciasse. O que será que estaria a minha frente?
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Tinha encontrado seu caminho mesmo sem trilhas. Caminhava em passos apressados a principio logo mudando para passos mais calmos enquanto se aproximava do som com esperança que encontrasse um grupo de pescadores que pudesse lhe indicar onde estava e lhe responder algumas perguntas.
Não demorava muito tempo para passar entre as árvores ver silhuetas que pareciam mover varas de pescar, porém ficou paralisado quando conseguiu identificar as silhuetas, não eram nada com os pescadores que tinha imaginado. Do tamanho de uma criança, estavam seres estranhos aos seus olhos.
Pele escamosa e verde quase toda oculta por um grande casco verde escuro. O pior, usavam capacetes que somente via em operações militares só que perfeitamente não camuflados por serem azuis ao invés do ver comum usado. Eles eram que pescavam, mas as suas expressões quase humanas indicava que não estava tendo sorte.
E pior que estava se achando estranho por analisar as expressões facias de seres como aquele, a esfera agora apitava levemente se movendo até sua mão por vontade própria. Nada que denunciasse sua posição somente chamando sua atenção enquanto uma das esfera menores parecia se tornar um botão querendo ser apertado. O que aquele estranho objeto queria?
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"Que surpresa. Eram sim pescadores, mas nunca imaginei encontrar algo como aquilo em qualquer ponto do mundo. Suas peles pareciam ter escamas aquela distancia, e seus grandes cascos como tartarugas. Seus chapeis tornavam a eles mais faceis de serem encontrados em meio a vegetação, mas pela posição calma, eles pareciam não estar preocupados com isso. Estavam chateados por não pescarem nada isso sim.
Antes que eu pisasse a frente, um pequeno apito me chamou a atenção para a esfera. Uma das pequeninas esferas pulsava com uma pequena luz. Em nossa ligação, eu podia sentir que era como se pedisse para que eu ativasse aquele comando. Então apertei, com calma, enquanto me mantinha atento aqueles homens."
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Com o "apertar" daquele botão que surgia, a esfera principal exibia um brilho mais forte enquanto uma forma de tela era projetada acima dessa exibindo uma imagem igual a dos pescadores que tinha encontrado enquanto uma voz mecânica era gerada.
- Digivice - Data Analysis iniciada: Kamemon, Digimon do Tipo Cyborg, Estagio Child.
Depois disso, o aparelho voltava ao normal enquanto parecia que os pescadores não notaram sua presença ou o que tinha ocorrido com o aparelho que lhe seguia enquanto começavam a discutir seus próprios problemas.
- Tem Certeza que esse é um bom ponto de pesca-Kame?
Eles iniciavam sua discussão dessa forma discutindo sobre os motivos de não estarem conseguindo pescar. Pareciam crianças discutindo de quem era a culpa da brincadeira ter falhado.
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" Digimon, Cyborgs, Kamemons. Aquilo não parecia fazer muito sentido, mas era fácil relacionar as informações. Child, deveria fazer referencia a um nível de desenvolvimento, mas por que "Criança"? Aquelas criaturas não pareciam cyborgs, mas sim anfíbios, mas aquela denominação Kamemons, deveria querer dizer o grupo a que pertenciam, ou o que eram. De toda forma, o mais importante era entender que aquele pequeno aparelho tinha informações sobre esse mundo, isso, talvez foi o que me fez levar algum tempo até entender o que eles realmente falavam.
Até mesmo a entonação, ou o jeito de falar lembrava crianças. Agora começava a fazer sentido aquela denominação. Conversavam sobre a pesca, e como ela estava sendo pouco produtiva, mas de todo jeito não pareciam seres inamistosos. Era uma boa chance de me aproximar. Me mexendo com calma, e fazendo questão de fazer apenas o barulho necessário para ser visto, mantinha meu satélite fora de vista, escondido entre as árvores, não muito longe."
- Com licença, desculpa incomodar Kamemons, será que alguns de vocês poderia me ajudar e me dizer onde eu vim parar-kame?- "Tentava imitar o som que eles pronunciavam ao fim das palavras, talvez fosse uma demonstração de amizade, ou pelo menos de proximidade.
This post has been edited by Arthur Willhelm on Jan 5 2011, 04:28 PM
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Mesmo que as informações que aquele aparelho lhe passava fossem poucas e confusas, conseguia identificar algumas coisas. Como se aquele satélite fosse um presente que guardava informações sobre os estranhos seres que havia encontrado, porém, será que eles eram os únicos por lá? Ou será que existia mais seres estranhos e falantes como aqueles?
Bem, não tinha como ter muitas respostas a não ser que iniciasse uma comunicação deixando seu satélite distante já que não sabia como eles iriam reagir a ele. Se aproximava com calma evitando fazer mais barulho que o necessário ou mostrar uma postura ofensiva apesar de ser notado facilmente quando fazia tal barulho pelos digimons que viravam seus rostos em direção ao humano.
Esse usava uma voz sincera até mesmo imitando a maneira como eles falavam numa tentativa de mostrar amizade ou ser próximo, porém aparentemente, não eram seres completamente racionais para ouvir o que ele tinha dito.
- K-k-k-KAME!
Imediatamente que terminava de falar, os três seres soltavam suas varas de pescar e agiam como verdadeiras tartarugas escondendo seu corpo completamente em seus cascos fazendo mesmo o capacete se encaixar no casco desses.
- Você disse que não viviam digimons por aqui-Kame!
- Esse digimon não estava aqui quando eu vim ontem-Kame.
- Ele com certeza vai nos devorar-Kame.
Aparentemente, eram uma forma de seres bem covarde que tinham ficado tão assustados com a presença de um ser desconhecido aos seus olhos que tinha ignorado mesmo suas palavras gentis. Seriam seres bem difíceis de se lidar mesmo para um lider natural como Arthur.
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"Não havia o que eu pudesse fazer, afinal tinha todo o tempo do mundo e precisava saber de informações, e aqueles a minha frente pareciam ser as primeiras pistas que eu tinha. Eram assustadiços, como eu deveria ter esperado por suas formas, mas agora era ter paciência."
- Desculpem, não entendo muito bem o que vocês chamam de digimons. Meu nome é Arthur, e sou um professor de Historia, e estou perdido. Não sou ameaça, e nem quero comer nenhum de vocês. Mas se puderem em ajudar, ficarei grato.-" Me sentei a uma meia distancia deles, sabia que agora levaria algum tempo naquele jogo de conversas, até que eles confiassem em mim, mas não tinha duvida, conseguiria isso. Agora era só questão de tempo."
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Arthur via que os seres eram relativamente reservados, ou melhor dizendo, se assustavam relativamente fácil apesar do ser mais estranho ali serem eles ao seu ver. Enquanto o homem novamente tentava conversar abertamente com eles, dessa vez ouviam suas palavras em alto e bom som, porém pareciam responder entre si antes.
- Já ouviram falar de Arthurs-kame?
- Professor de Historia, que tipo estranho-Kame.
-Ele também é estranho-kame.
Realmente, aparentemente aquelas criaturas estavam tão confusas sobre ele quanto ele sobre elas. Mas, pareciam um pouco mais aliviadas já que via um leve movimento dos capacetes parecendo que esses estavam espiando o desconhecido. Pelo menos pareciam que aos poucos estavam acreditando em suas palavras, mesmo que aparentemente ainda tivesse medo que realmente desejasse sopa de tartaruga.
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"Eu ri, era engraçado ser tratado como um estranho por aquelas criaturas, mas sabia que era perfeitamente normal. Aparentemente naquele mundo, eu seria o ser estranho e provavelmente em algumas dezenas de metros, não seria possível encontrar humanos. Mais importante de tudo é que aos poucos, aqueles seres baixavam a guarda, e começavam a interagir um pouco melhor."
- Então, rapazes, imagino que não estejam tendo muita sorte na pescaria. Será que algum de vocês poderia me explicar que tipos de peixe tem por aqui, e que isca eles gostam?- "Naquele momento, era importante tentar manter uma conversa amigável, e acima de tudo ter calma, eles estavam tão curiosos quanto a mim, mas eram mais receosos, e eu precisava ir aos poucos entendendo o que estava acontecendo."
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Arthur achava engraçado ser considerado o estranho naquela situação em que falava com três anfíbios estranhos que respondiam, porém pela como agiam, parecia que gente como Arthur não estava próxima. Mas, pelo menos estava tendo sucesso em aos poucos adquirir a confiança daquelas tartarugas.
- Não sei... Esse daqui disse que tem peixes gostosos, mas pescamos nenhum..
Falava um desse apontando para o Kamemon que estava ao centro enquanto percebia que agora as patas desses tinham saído enquanto o central reclamav.
- E tinha... Eu pesquei ontem um enorme com uma minhoca só. Vocês virão a comida de ontem a noite né?
Discutiam entre si sobre aquilo de maneira até que cômica, mas pelo menos tinha tirado agora as patas e parte da cabeça. Mais uma fala e deveria fazer eles tomarem a postura de antes de o ver.
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"O jeito de falar daqueles seres, Kamemons, como se chamavam, apenas me reforçava a ideia que eram crianças. Suas brincadeiras, seu jeito inconfundível de contar historias e vantagens lembravam em muito essas. Agora eu já podia ver parte de seus rostos e suas patas para fora, deveria dizer mãos, por que apesar de escamosas, eles agiam e pensavam, não eram simples animais. Era engraçado, como discutiam entre si, sobre o jantar do dia anterior, e sabia que estava conquistando a confiança deles.
- Bem meninos, se quiserem posso tentar ajudar, e enquanto isso, vocês poderiam me falar um pouco mais sobre onde estamos. Eu realmente estou perdido, e não tem a menor ideia da onde possa estar. Essa floresta é muito grande?-"Ainda sentado, fitei agora eles, com olhos simpáticos. Com cuidado, peguei uma das varas de pescar e procurei uma das minhocas, me aproximando um pouco mais deles, e tentando imitar a forma como eles estavam pescando até eu ter aparecido.Por um instante busquei meu satélite, mudando o mesmo de posição para que ficasse mais próximo, mas sem chamar a atenção ou fazer barulho. Não era necessário agora, só queria garantir que aquilo estivesse seguro até que eu entendesse melhor ele."
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