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Saindo da cabana, via algo no centro do vilarejo que com certeza teria notado antes, um pedaço grande e marrom de algo que cheirava a carne sendo queimada pelo mesmo digimon de fogo que tinha conhecido antes.
Os digimons da vila em sua maioria estavam reunindo enquanto um se destacava como algo que não tinha visto. Um ser semelhante a um centauro vestido de uma armadura negra e vermelha carregando um arco flecha em sua mão junto com aljave de flechas.
Parecia ser o líder daquele grupo que já encarava o humano com um olhar animado. Parecia bem mais agradável de Frogmon enquanto esse fazia um sinal para o rapaz se aproximar simultaneamente que seu satélite apitava.
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Ao mesmo tempo em que eu saia para a luz e podia sentir o cheiro daquela carne sendo assada, eu pude ver a figura imponente a minha frente. Era uma criatura que lembrava os centauros das lendas, mas em seu corpo carregava uma armadura negra e rubra. Seu rosto, o mais importante, estava mais convidativo que o de Frogmon, o que me fez me sentir bem.
- É um prazer conhecer o senhor, meu nome é Arthur Willhelm, e gostaria de agradecer muito a hospitalidade e a ajuda que sua vila tem me dado.- Olhava dentro dos olhos dele com sinceridade, e em um gesto de amizade estendi minha mão a ele, como um cumprimento.
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- É um prazer lhe conhecer Arthur, sou Sagittarimon, lider da vila.
Falava o ser com um sorriso agradável colocando a pesada mão no ombro de Arthur com força que até machucava o rapaz mesmo que não parecesse intencional. Parecia alguém bem mais alegre que Frogmon que olhava para seu chefe com certo desprezo pela situação em que o lider atuava.
Provavelmente as diferenças de personalidade não faziam que ele se dessem muito bem. Imaginava então o que fazia Frogmon respeitar tanto esse, porém o mesmo logo fazia uma pergunta séria ao humano.
- Bem, Arthur o que lhe traz a minha humilde vila?
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A força daquele digimon era impressionante, mas seu bom humor era convidativo. Não me senti intimidado pelo mesmo, ao contrário me senti confiante, e que possivelmente poderia encontrar um aliado ali.
- Estou perdido. Não entendo ainda muito bem o que aconteceu, mas alguma coisa me trouxe para o meio da floresta, e lá encontrei os jovens Kamemons que me ajudaram e me trouxeram até aqui. Se o senhor puder me ajudar a resolver isso, não entendo ainda muito bem o que aconteceu que vim parar aqui.- Uma vez mais a honestidade era minha única arma. Não existia muito o que pudesse ser feito, apenas ser sincero e olhar confiante para aquele líder.
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- Você se perdeu surgindo do nada no meio da floresta... Que estranho, ouvi várias historias sobre digimons estranhos surgindo pela ilha dizendo não saber de onde vieram. Provavelmente você é um deles, mas você é mais sortudo. Ouvi que um foi devorado assim que chegou.
Falou o lider pensativo enquanto os pedaços de carne eram cortados para todos ali jogados aos poucos nas mãos dos digimons. Será que isso indicava que não era o único estranho a cair na ilha? Isso era uma informação mais que valiosa.
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Um choque. Enquanto Sagittarimon falava aquelas palavras, eu refletia o quão real era aquilo, e me perguntava qual a dimensão que havia tomado aquele evento. Não apenas eu, mas aparentemente várias pessoas poderiam ter sido trazidas para este mundo. Aquele evento será que teria sido único, ou ainda estaria acontecendo? O pior, quais as consequências para esse mundo e para o meu. Uma sensação de preocupação crescia, enquanto eu sabia que o peso das minhas próximas ações poderia ser crucial.
- Senhor, Sagittarimon, isso que você me contou me preocupa, inicialmente eu pensei que era um fato isolado, mas se isso aconteceu com mais pessoas, é algo a se preocupar. Gostaria de pedir para o senhor, autorização para dar uma olhada nas ruínas do outro lado do lago. Talvez, apenas talvez elas tenham alguma pista, mas no fundo é um tiro no escuro.- Não deixava que meus olhos transparecessem todo o peso que aquelas preocupações causavam, mas a realidade, é que agora mais do que nunca eu precisava encontrar respostas.
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As palavras do lider da vila soavam pesadas enquanto ouvia tais noticias. Um incidente que até agora tratava como isolado pode ter sido algo de enorme escala e possivelmente poderia ter envolvido uma gigantesca quantidade de humanos sabe se quantos ou de onde esses vinham.
Tentava não transparecer que as palavras despreocupadas do lider tinha criado um gigantesco peso e jogado bem em cima das costas do humano enquanto via Sagittamon olhar para seu rosto confuso mesmo naquela expressão não humana que tornava difícil entender seu rosto.
- Não entendo porque precisa da minha permissão. As ruínas não são propriedade minha ou de qualquer um da minha vila que eu saiba, se deseja ir para lá você tem pernas para andar rapaz mesmo que seja perigoso ir para lá sozinho em qualquer horário.
O lider arrancava um pedaço da carne que lhe era jogada enquanto terminava de falar e jogavam um desses no colo do rapaz. Não entendia bem porque ele sobre perigo, afinal ruínas não matam pessoas ou será que sim naquele mundo?
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A forma como aquele povo tratava as coisas era diferente para mim. Ainda que Frogmon tomasse aquela terra como sua proteção de forma ciumenta, Sagitarimon parecia ser menos possessivo, mais brando. Porém aquelas palavras que ele falava por último me surpreendiam, e me deixavam mais preocupado do que já estava.
- Entenda, é que acreditei que vocês tomassem a proteção dessas ruínas como sua responsabilidade, por isto achei mais correto lhe pedir permissão primeiro. Mas quanto aos perigos, será que o senhor poderia me contar um pouco mais sobre isso, e talvez um pouco da historia delas.- Enquanto falava, continuava a me servir daquela carne, e a aproveitar o clima do ambiente, precisava de respostas pois apenas com conhecimento eu poderia garantir minha estada naquele mundo.
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Saggitamon olhava para o rapaz como se tivesse falado algo completamente sem sentido para ele. Proteger as ruinas como se fossem suas? Realmente, a face do digimon mostrava que ele não tinha ideia do que o jovem falava, porém parecia que não teria problemas em continuar a conversa.
- Não imagino porque teria tal impressão, porém sinto que não posso ajudar com conhecimentos de ruinas, Não são um assunto que tenho o mínimo conhecimento admito, porém posso informar dos perigos. Na verdade, são bem óbvios, selvagens... Lá é território onde alguns desses vivem e obviamente, qualquer território de nossos irmãos selvagens é algo que não é sugerido a qualquer ser entrar sem um nível elevado. O que acho que você não tem vendo como é fácil lhe balançar com o movimento das minhas mãos hahahahahaha
O lider falava com uma animação enquanto muitas risadas pareciam acompanhar a piada que ele tinha feito. Realmente, ainda não sabia exatamente como relacionava aquilo chamado "selvagens". No mundo humano, isso indicaria uma tribo indígena ou semelhante e sairia de uma boca preconceituosa ou sem cultura, mas não parecia o caso.
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Eu dei risadas ao mesmo tempo, a cada instante era mais interessante como a mente daqueles digimons era tão primitiva, e ao mesmo tempo tão simples e funcional.Quanto os humanos não evitariam de dor, se fossem menos possessivos.
O sabor daquela carne me abria o apetite, e sob o sol meu corpo se animava para aquela aventura. A cada palavra, a tensão se tornava maior em mim, enquanto eu refletia sobre aquilo. Aquela referencia que ele fazia ao termo selvagens, talvez quisesse se referir a digimons perigosos, ainda mais quando uma criatura daquela se referia a eles serem dignos de temor, a cada instante percebia como eu era frágil naquele mundo.
- Me perdoe, mas quando vocês se referem a selvagens, quer dizer digimons selvagens?- Ainda que eu falasse apenas para ter certeza, sabia o quanto aquela questão parecia boba aos meus olhos. Era claro que eram digimons selvagens ao que ele se referia, mas era importante entender como funcionava este mundo.-Quanto aos perigos, será que o senhor teria alguém que pudesse indicar a me ajudar, como bem vê, minhas possibilidades neste mundo são limitadas e a cada instante me sinto ainda mais perdido por aqui.
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Sagittamon olhou incrédulo para o humano estranhando que não soubesse sobre os selvagens, aparentemente era alguma espécie de conhecimento básico por ali pela expressão dele. Mas, logo esse se colocava a responder um pouco mais sério como se tocassem num assunto delicado.
- Felizmente meu amigo, parece que você deu sorte de não encontrar com nossos irmãos. E acredite, foi muita sorte pois eles são maioria em nossa ilha. Digimons nascem sempre da mesma maneira e com os mesmo poderes, porém eles também nascem com um alinhamento para selvagem ou para inteligente. Os selvagens não desenvolvem conhecimento, muito menos capacidade de fala ou emoções não primitivas. Somente pensam em se alimentar, dormir e coisas do tipo sempre sendo um perigo a qualquer outro digimon no seu território que não considere estar dividindo o território ou semelhante. Eu mesmo era assim até atingir o estado adulto... e ter a sorte de adquirir inteligência mesmo tardia.
Falar de selvagens parecia trazer más lembranças a Sagittamon como mostrava sua face, mas esse logo mudou essa tentando esquecer o assunto e voltar a dar uma grande mordida na carne antes de continuar sua fala.
- Bem, para sua infelicidade não tem muitos que possam lhe ajudar no momento. Minha vila é bem simples e não temos muitos digimons com experiência em batalha, creio que os únicos que saberiam combater um selvagem sem grandes problemas seriam eu ou Frogmon.
Bem, isso mostrava que a vila era realmente pacata para ter um número tão pequeno de guerreiros. Frogmon já deixava claro que não o iria auxiliar pela sua própria personalidade e pedir ao lider para abandonar sua vila para lhe auxiliar soava maus aos seus ouvidos. O que faria?
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