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| *Ação* -Fala- "Pensamento" se quiser que eu troque é só dizer \o |
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| Quando pôde se levantar para examinar melhor o local, Keiichi se viu perdido em meio a árvores, alguns arbustos e pedras. Estava obviamente no meio de uma floresta. Sua mente entrou em colapso por alguns segundos: como estaria em um floresta se a pouco estava na cerimônia?... Para sua sorte, parecia ter caído bem no meio de uma trilha. Por um lado, ela ia até um local que aparentava ser mais iluminado, talvez o fim daquela floresta densa; do outro já parecia estar indo floresta adentro. Ao examinar o local com um olhar mais profundo, percebeu que haviam bananas penduradas em algumas árvores, mas não eram bananas verdes, tampouco amarelas: eram bananas vermelhas, acompanhadas de outras que tinham uma coloração mais arroxeada. A árvore que detinha essas frutas não era tão alta, mas seria preciso escalá-la Antes que pudesse fazer alguma coisa, o rapaz escutou uma espécie de bater de asas. Parecia incrivelmente próximo... Ao olhar na direção da trilha que parecia ir floresta adentro, Keiichi pode observar seres pequenos, fofinhos, de pés e braços - se é que eram isso - pequenos, com uma coloração creme mesclado com um laranja, grandes olhos azuis e asinhas de morcego laranjas que pareciam sair de suas cabeças, como se fossem orelhas. Aquelas pequenas criaturas voavam a no máximo um metro do chão, passando e ignorando o rapaz, seguindo na direção oposta da trilha. O que eram aquelas coisas? Ele nunca as tinha visto em lugar algum. Não pareciam morcegos, alias, não pareciam com nenhum animal que já tivesse visto.... Onde ele estava? O que eram aquelas coisas?... E o melhor: o que ele deveria fazer? Seus objetos eletrônicos não funcionavam, ele parecia estar isento de trabalhar com qualquer coisa da civilização... O local estava claro, era possível notar a luz do sol penetrando por entre as copas das árvores. Para onde ir? Para o lado que parecia seguir para dentro da floresta; ou para o caminho que parecia levar à liberdade daquele mar verde? |
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| Diferente dos animais que pareciam seguir para fora daquela floresta, Keiichi opta por seguir floresta adentro. Conforme seus passos o levavam naquela direção, o lugar parecia ficar um pouco mais escuro, já que a floresta também parecia ficar um pouco mais densa. O silêncio se tornou absoluto, quebrado às vezes por barulhos de algo se remexendo no alto das árvores, quebrando alguns galhos e derrubando algumas folhas. O que era mais assustador é que aquele som, que se repetia periódicamente, parecia estar seguindo o rapaz pela lateral da trilha. Mesmo que examinasse com atenção o local, não conseguia identificar o que pudesse ser a causa daquele barulho que um tanto quanto assustador naquele cenário. Em meio à procura da origem do som, Keiichi notou que mais algumas árvores carregavam aquelas bananas de coloração estranha; outras tinham cogumelos aos esus pés, cogumelos meio avermelhados com algumas manchas brancas; e outra pareecia portar o que deveriam ser mangas, ou qualquer coisa parecida, a julgar pelo seu tamanho e formato. Mas elas pareciam levemente mais vermelhas e vivas do que mangas comuns... O som que parecia estar perseguindo Keiichi cessara: seja lá o que pudesse ter feito aquilo, ou fora para outra direção ou então, estava parado, oculto nos arbustos que acompanhavam aquela trilha. Será que valia a pena parar de andar para examinar aquelas frutas e fungos? |
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| Sua curiosidade o levara a voltar àquelas árvores com supostos alimentos estranhos, mas, quando começou a escalar cuidadosamente a árvore, sentiu-se empurrado e logo viu seu glúteo encostar com força no chão. A dor fora momentânea e logo passou. Quando levantou a cabeça para ver o que, ou quem, o teria empurrado, uma visão um tanto quanto aterradora o acobertara. Uma criatura amarelada, sem pernas, com braços esqueléticos e uma dentição privilegiada - que permitia que sua língua escapasse ilesa pelos dentes - estava pegando a manga que Keiichi pretendia pegar. Ele estendeu os braços - que possuíam várias pulseiras de couro pretas, com fivelas prateadas - e usou os dedos esqueléticos - alguns portavam anéis também preateados - para entregar o fruto para uma outra criatura que parecia estar escondida atrás de um estranho "topete"... [???????]: Olha só que nós achamos aqui. Essa criatura esquisita queria pegar nossa comida! Quando falava, o corpo daquela criatura parecia até mesmo se separar, como se os dentes fossem os limites entre as partes superior e inferior do corpo. Já naquele momento, Keiichi começou a perceber que seu relógio parecia emitir um estranho apito. Tirando sua atenção daquela criatura estranha - mas que não passava exatamente uma personalidade aterradora - o rapaz pôde olhar para o relógio por alguns momentos, uma palavra veio de súbito a sua mente: digivice. Digivice? O que era isso?... Talvez por instinto, ou talvez para tentar parar com aquele barulho irritante, Por sorte, apertou em um dos botões laterais do relógio e o apito parou, mas uma voz meio robótica e feminina tomou o ar. [Digivice?]: Analisador Digimon ativado. Digimon encontrado: Sukamon, digimon vírus em fase adulta. [Sukamon?]: Como é? Ele sabe quem eu sou? Que tipo de digimon é você? Nesse momento, a outra criatura se revelara, saindo de trás do topete do tal "Sukamon". Era um ratinho roxo, pequeno... Aquele estranho relógio, que por alguma razão parecia ter o nome de digivice começara a apitar de novo e, repetindo o processo de apertar o mesmo botão, a voz feminina soara novamente. [Digivice?]: Analisador digimon ativado, digimon encontrado: Chuumon, digimon vírus em fase criança. [Chuumon?]: Ah, Sukamon. Não importa se esse digimon sabe quem nós somos. Ele tentou roubar nossa comida, nada mais justo que nós devolvamos o favor! ...MAS QUE DIABOS! O que era tudo aquilo? Digivice, digimon? O que significavam esses termos? O que estava acontecendo?... Seria aquele território daquele estranho... animal?... Ou melhor, daquele estranho... digimon? |
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| [Chuumon]: Ele ainda está falando?! Vamos puni-lo logo! [Sukamon]: Exatamente, Chuumon! Aqueles duas criaturas - supostamente "digimons" - pareciam ignorar completamente as demais colocações de Keiichi. Parecia que entendiam o rapaz de maneira errada e não gostavam nem um pouco da sua presença, praticamente ignorando as tentativas de "contato amigável". A criatura amarelada colocou a mão atrás das costas e fez uma cara meio feia por menos do que um segundo, voltando com algo que pareceria ser uma tortinha de chantily... Isso é, se daquela distância não liberasse um odor de cocô e não fosse rosada. Sukamon parecia rir do que se seguiria, colocando a mão livre nas costas e tirando outra daquela coisa fedorenta aparentemente do nada. [Chuumon]: Sukamon, ataque! Ataque! Vamos pegar esse ladrãozinho mau-educado! [Sukamon]: POOP! Sem mais nem menos, a criatura nojenta jogara aquelas coisas esquisitas nas proximidades de Keiichi, que pudera sentir de perto aquele odor de fezes. Aquele "digimon" parecia estar bem armado de um estoque infinito de fezes, retirando mais duas e rindo de leve, parecia adorar aquela situação ridícula... Mas a situação estava tendendo ao pior... Keiichi estava prestes a tomar um belo banho de bosta. |
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| O ego nem sempre é a saída mais agradável, tampouco a mais cheirosa. Antes mesmo de poder ter alguma chance de pular para acertar uma voadora naquela criatura, Keiichi teve de mudar de rota e posição diversas vezes para escapar de um banho rosado. O rapaz estava de joelhos no chão, sem uma chance de se aproximar sem que ficasse com um cheiro insubstituível. Sukamon e Chuumon estavam em um galho um tanto quanto alto para ser alcançado com um pulo... A situação não era favorável, mas aqueles dois pelo menos não pareciam tão perigosos assim, já que só atiravam cocô. [Chuumon]: Haha! Pobre digimon. Se não quiser tomar um banho de bosta, pode passar para cá tudo que você tem! Jóias, acessórios, tudo! [Sukamon]: É! E eu não sou mandado por um rato! Chuumon é uma consciência confiável, verme insolente! [???????]: Vermes insolentes são vocês, que representam perigo para essa floresta e para os viajantes! Uma voz masculina, meio ecoada, soou pelo local. Era um tanto grossa e parecia vir de trás dos dois "digimons bandidos". Antes que Keiichi pudesse localizar a fonte da voz, um bastão dourado surgiu do nada, atingindo o digimon-bosta pelas costas e o derrubando no chão, fazendo com que suas próprias armas de ataque o cercassem, deixando-o com um cheiro característico. Do alto das árvores descia uma figura um tanto quanto celestial: era um homem bastante musculoso que vestia alguns turbantes azuis; nas costas, seis asas de pássaro brancas - semelhantes às dos anjos cristãos - faziam-o planar até o chão. Ele segurava um bastão dourado e seu capacete metálico impedia que seus olhos fossem vistos e, embora sem abertura, ele parecia enxergar com perfeição. O homem tinha um longo cabelo liso e alaranjado. [???????]: Podem levá-lo! Vamos, devemos designar um novo lar para essa dupla de encrenqueiros. O Domo de Cristal não pode ficar rodeado desses ladinos. Ao som da voz celeste, um grupo de quatro daqueles morceguinhos laranjas de antes surgiram, voando por cima de Keiichi, que ainda estava no chão. Eles se colocaram em posição losangular em volta de Sukamon e Chuumon, que haviam se levantado e olhavam meio que temerosos para o "anjo da guarda" que havia aparecido. Praguejando pelo próprio destino, os seis digimons começaram a andar na direção da trilha pela qual os "morcegos" haviam vindo, na direção da saída da floresta. Quase que simultaneamente, o relógio - por alguma razão chamado "digivice" - começara a apitar de novo: e o rapaz já sabia o que fazer. [Digivice]: Analisador digimon ativado, novos digimons encontrados: Patamon, digimon vacina em estágio criança; Angemon. digimon vacina em estádio adulto. Aquele anjo se aproximara de Keiichi planando, sem ao menos tocar o chão. Parecia cheio de si, ou talvez seu aspecto celeste desse essa impressão. Mas sua voz se veria gentil e amistosa para com o humano, como se veria a seguir. [Angemon?]: Olá, jovem digimon. Você está bem? Me chamo Angemon, qual o seu nome? De onde veio? Não parece uma criatura típica desta região e não me recordo de algum digimon parecido com você. Mas o que diabos?... Pelo menos, agora parecia que havia alguém disposto a ajudar, alguém que não só podia entender o que Keiichi era capaz de fazer, mas alguém disposto a tentar se comunicar amistosamente com um total estranho. |
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| [Angemon]: Keiichi Walker? Tem certeza de que você não é um Keiichiwalkermon?... - O celeste levou a mão livre à cabeça, parecendo refletir por alguns minutos conforme Keiichi o bombardeava de perguntas - Bom, de certo não é pedir muito, mas parece que você realmente ou é muito novo, ou de alguma maneira perdeu a memória, eu não sei. Se você não é um digimon, isso pode ser um assunto sério. Você está nas proximidades do Domo de Cristal, a área mais pacífica e corretamente regida do Mundo Digital. Nós, digimons, somos os seres que habitam esse mundo: um mundo feito de dados. Se você não é um digimon, como pode ao menos existir aqui? Aquilo fora de imediato um choque para Keiichi. Angemon afirmava que eles estavam em um mundo de dados, mas dados do que, de computador?! Como ele poderia estar em um mundo "imaginário", falando e conversando com "criaturas imaginárias" que eram dotadas de consciência própria?! Com calma, Walker pôde colocar as informações de maneira organizada na cabeça: ele estava em um mundo digital, habitado por esses digimons, que provavelmente seriam criaturas digitais. Mas como?! Como ele poderia ter ido parar ali? Será que aquela estranha luz que vira há algum tempo poderia ter haver com isso?... Era tanta informação que seu cérebro ligou o alerta de confusão mental em estágio perigoso. [Angemon]: Bom... Keiichi Walker... Ou seja lá qual for seu verdadeiro nome ou o que você for. Você não parece agressivo, então posso te oferecer uma ajuda, com uma condição: você poderia me acompanhar até nossa casa, o domo de cristal, e falar com nosso mestre de pesquisas, Wisemon? Gostaríamos de saber o que você exatamente é para podermos catalogar. Outra coisa curiosa parecia aparecer na mente de Keiichi... Todas as criaturas tinham seu nome terminado pelo sufixo mon?... Então, o que ele significaria?... |
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| [Angemon]: Entendo. Por favor, me acompanhe ao domo de cristal. Angemon bateu suas seis asas de uma maneira leve e simples, subindo mais um pouco no ar e começando a planar na mesma direção de que aquelas demais criaturas, Patamons, haviam saído levando Sukamon e Chuumon. Aquele homem, ou melhor, aquele digimon, parecia ser um defensor da justiça... Ou essa era a impressão que passava. Enquanto o acompanhava, Keiichi pôde sentir-se seguro, parecia que não enfrentaria novos perigos, pelo menos por enquanto. Após algum tempo andando, a semi-escuridão florestal deu vazão para uma luz infindável do sol que iluminava uma belíssima planície. A distância, Keiichi pôde ver uma espécie de domo transparente com vários prédios dentro dele, provavelmente aquele era o tal domo de cristal. [Angemon]: Devemos demorar alguns minutos para chegarmos lá. Se quiser aproveitar a paisagem enquanto isso... O local em volta parecia ser uma bela planície, com grama baixa, mas bastante verde. Em alguns lugares a planície era bordejada por uma faixa estreita de floresta, que, segundo Angemon comentara depois, era onde digimons como Sukamon e Chuumon gostavam de se esconder para fazer viajantes de tolos, impondo taxas que nunca existiram e coisas do gênero. Ao olhar para o céu sem núvens, Keiichi pode notar que vários Angemons voavam em alta velocidade na direção do domo, passando sem perceber que os dois se dirigiam na mesma direção. [Angemon]: Aqueles Angemons estão carregando digimons jovens, em fase de bebê. Eles são trazidos da Vila do Início até o domo de cristal para serem criados como digimons inteligentes, para que evoluam de maneira correta. Hum? Evoluir de maneira correta? Keiichi notava que os digimons pareciam ter fases, assim como os humanos: bebê, criança, adulto... Será que eles podiam crescer de maneira diferente? Será que um digimon não necessariamente se transformava de uma mesma forma? Alias, como será que ocorria essa transição de fases?... Eram criaturas estranhas, confusas, muito enigmáticas para se entender em um dia só. A proximidade com o domo de cristal se reduzia pouco a pouco, até que finalmente pareciam ter chegado a um portão de metal que era dividido em duas placas. Ao lado da porta, dois seres que lembravam a robôs estavam em guarda, mas pareciam respeitar a aproximação de Angemon, embora tenham se mostrado um tanto inquietos quando notaram a presença do humano. O apito e a reação foram quase instantâneos. [Digivice]: Analisador digimon ativado, digimon encontrado: Guardromon, digimon vírus em estágio adulto. [Angemon]: Guardromons, sou Angemon da Guarda Celeste. Trago um visitante para Wisemon. Gostaria de pedir permissão para passar. Os robôs pareciam intrigados, mas aceitaram sem relutar ao pedido de Angemon. Um sinal baixo soara e as portas de metal se abriram em duas placas que deslizavam para os lados. Angemon entrou planando no domo de cristal, parando e se virando, estendendo a mão para Keiichi, como que o convidando a entrar. |
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| [Angemon]: Vamos primeiro nos preocupar em apresentá-lo a Wisemon. Ele é um dos digimons mais sábios, como seu nome sugere. Ele é quem cuida de uma equipe que faz a manutenção do sistema do domo, bem como a que mantém a lista de digimons problemáticos, proteja novos sistemas e tudo relacionado a isso. Eu faço parte da guarda do domo, então não sei realmente muito sobre esse misteriosos digimon... Venha, por aqui. Os Guardromons não responderam à saudação do jovem, seria protocolo ou eles de fato eram antipáticos? Enfim. Agora, Keiichi e Angemon estavam dentro do domo, que era uma coisa cuja a qual o rapaz só poderia imaginar daqui a alguns anos em seu mundo: era uma cidade protegida por uma cúpula, aparentemente isolada do meio externo com exceção das entradas que haviam por ali. Do lado de dentro, mais três Guardromons completavam a entrada daquela porta e provavelmente, todas deveriam ser bem guardadas daquele jeito. Conforme andavam, o jovem pôde ver vários prédios altíssimos, talvez os arranha-céus do mundo digital, assim como várias casas pequenas casas, de onde saíam alguns digimons, provavelmente em fase adulta ou criança. Haviam muitos digimons novos e talvez usar o analisador digimon pudesse atrair mais atenção do que o rapaz pudesse desejar, mas alguns digimons em especial chamavam-lhe a atenção: um deles parecia um lagarto humanóide com o corpo feito completamente de fogo, outro parecia um boneco de neve ambulante, alguns ainda pareciam dinossauros que agiam como crianças, correndo por aí como estúpidos. O local parecia uma cidade grande do seu mundo, embora a população dali fosse obviamente muito menor, fazendo com que o espaço do domo desse e ainda sobrasse para a entrada de muitos novos digimons. Aquela análise do lugar durou pouco. Keiichi sentiu alguém segurando seus dois braços e logo percebeu que era Angemon. Mas o quê?! O digimon anjo começara a voar mais alto, facilmente carregando o rapaz pelos céus em uma velocidade muito maior! Abaixo, o Walker via os digimons passeando, ao seu lado, via vários digimons estranhos, todos alados, indo nas direções opostas e alguns os acompanhando. Quando notou, Angemon havia o levado para dentro de um dos prédios mais altos através de uma abertura que mais parecia um lugar receptivo para caças humanos e coisas assim. [Angemon]: Desculpe pela turbulência. Esse andar é o centro de comando de proteção do domo. Alguns andares a cima fica o centro de pesquisa. Me acompanhe, por favor. Angemon novamente começava a guiar Keiichi, que em meio há tantos novos digimons, provavelmente deveria seguir com calma. Conforme andavam - voava, no caso de Angemon - o jovem sobrevivente pôde ver digimons diferentes: um parecia um cavalo de armadura e asas douradas, de fato, parecia um pégaso. Uns poucos pareciam criaturas estranhas com uma broca no lugar de um chifre, cuja pele variava entre a barriga bege e as costas roxas. Havia ainda outros Angemons, assim como uma ou outra digimon que parecia ser uma variação feminina do guerreiro alado. Os corredores às vezes tinham janelas para algumas salas onde digimons cada vez mais estranhos, embora mais humanóides, pareciam estar conversando, sentado em cadeiras e discutindo algo que estava sobre uma mesa. O lugar parecia bem organizado... Aqueles seres eram muito mais inteligentes do que Keiichi pudera supor. O anjo o levou até um elevador e, juntos, ambos subiram mais alguns andares. Quando puseram os pés de fora da máquina, o rapaz se surpreendeu: haviam vários digimons iguais digitando rapidamente em vários computadores: eles pareciam pequenos robôs, talvez alguma criatura de carne armadurada, pois nos seus olhos era possível observar um pouco do que pareciam ser músculos humanos nas regiões periféricas sob a armadura. Seus braços eram longos... E bom, o digivice continuava apitando para cada digimon novo que o rapaz vira e, como ali a maioria naquela sala - se não todos os operadores do que deveriam ser mais ou menos 50 computadores, aparentemente mais potentes que qualquer computador humano - não seria um problema tirar aquele apito irritante. [Digivice]: Digimon encontrado; analisador digimon iniciado: Datamon (ou Nanomon), digimon vírus em estágio perfeito. Ao ouvirem a voz robótica saída do estranho dispositivo de Keiichi, os Nanomons pareceram parar de trabalhar por alguns segundos, todos se viraram para olhar aquele estranho rapaz, todos pareciam se perguntar a mesma coisa: "o que era aquele garoto"? Parecia mesmo que humanos não existiam naquele mundo... Não até aquele momento. Esse pequeno constrangimento demorou alguns segundos, quando uma voz mais grossa e ecoada fizera com que todos aqueles digimons voltassem a trabalhar imediatamente. [???????]: O que estão olhando? Voltem ao seu trabalho, Nanomon! Logo a seguir, uma espécie de livros com escritos os quais o rapaz não conseguia identificar surpreendentemente apareceu do nada, flutuando a sua frente. Ele se abriu e dele uma figura começara a sair, como que por mágica. Conforme a criatura saía, o digivice do rapaz apitara novamente: era aquele, então, mais um digimon? [Digivice]: Novo digimon detectado, analisador digimon iniciado: Wisemon, digimon vírus em estágio perfeito. Estágio perfeito... Parecia que Keiichi havia encontrado o próximo nível de evolução dos digimons... Mas sera´que ele seria muito mais evoluído do que um digimon adulto?... Afinal, nem tudo é "perfeito"... [Wisemon]: O que você trouxe até aqui, Angemon? Não há registro desse tipo de criatura em nosso mundo. Isso é um novo vírus? [Angemon]: Desculpe, Wisemon. Mas encontrei esse estranho aglomerado de dados enquanto fazia uma busca por digimons encrenqueiros e como não o reconheci de jeito nenhum, achei que o senhor pudesse querer vê-lo... [wisemon]: Pois bem, deixe essa criatura falar. O que é você? Parece que agora era a vez de Keiichi fazer uso da palavra... |
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| [Wisemon]: Muito bem. Siga-me até meus aposentos, onde ouvirei sua história com calma e decidirei o que você é. Wisemon mantinha-se em pé, em cima do livro. Aquele curioso e estranho 'digimon' começara a flutuar pelo corredor, cujas paredes eram os incríveis Nanomons que digitavam e analisavam dados rapidamente. No final daquele corredor de computadores, uma porta metálica se abrira em duas placas, dando passagem para uma sala um tanto quanto menor se comparada com a sala principal de computadores, não deveria ter muito mais do que 7x7 e todas as paredes pareciam estar poluídas de teclas de computadores, visores que pareciam mostrar o que se passava através de câmeras e coisas assim. Encostada na parede havia uma pequena mesa, embora nenhuma cadeira estivesse lá. Wisemon flutuou até atrás da pequena mesa de madeira e sentou-se no livro que estava abaixo dele: a ausência do assento fora explicada. Ele virou-se até o garoto, seus olhos amarelos sob o manto que obscurecia seu rosto pareciam agora um pouco assustadores. Ele juntara as mãos como quem estava pensando, seus orbes flutuantes ficavam orbitando em torno do corpo. [Wisemon]: Compartilhe sua sabedoria comigo. Quem, o que é você e por que está aqui? A porta atrás de Keiichi se fechou. |
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| [Wisemon]: Estranho. A história que me contas nunca teve precedentes. Você diz que não é um digimon, mas que é uma criatura denominada "humano". Você, entretanto, parece ser feito de dados assim como nós. Eu gostaria de pedir sua permissão para analisar sua estru--. Antes que Wisemon pudesse terminar sua frase, a porta de metal se abriu e se fechou quase que ao mesmo tempo. Uma criaturinha ofegante, de corpo meio amarelado, chifre da mesma cor - embora com algumas linhas negras enfeitando-o - e coberta aparentemente por algum casaco de pele lavanda com algumas marcas azul escuro olhou com seus olhos avermelhados e preocupados para Wisemon. O digimon perfeito parecia conhecer aquela criaturinha, mas Keiichi não fazia idéia de quem era. Seu digivice apitou novamente. O barulho surpreendeu ambos os digimons ali presentes, mas Wisemon fora mais rápido que qualquer movimento dos dedos de Keiichi. [Wisemon]: O que houve, Gabumon? O digivice do rapaz estranhamente parou de apitar, como se sua função de analisador digimon não fosse mais necessária. Será que o nome do digimon era de fato a importância daquela função do digivice, ou teria sido aquilo um truque de Wisemon, que talvez já estivesse analisando o humano? [Gabumon]: Lorde Wisemon... - O digimon pequeno ofegou um pouco antes de continuar. - Na remersa de digimons bebês para a zona de desenvolvimento... Um digi-ovo... Um digi-ovo acabou vindo junto!... Ele não nasce de maneira nenhuma... Nós não sabemos o que fazer! [Wisemon]: Isso também não tem precedentes... Parece que alguma coisa está errada no mundo do lado de fora do domo. Hm... Keiichi Walker era seu nome, correto? Eu gostaria que você me emprestasse esse seu dispositivo que apita por algum tempo, não foi ele que revelou informações sobre mim na sala dos Nanomons, agora a pouco? Gostaria de descobrir que outras funções ele tem. Você me permite? [Gabumon]: Ah, lorde Wisemon! Como o senhor pode pensar em pesquisa uma hora dessas?! Ah meu deus, ah meu deus!... [Wisemon]: Se acalme, Gabumon. Walker, eu gostaria que você acompanhasse Gabumon até o andar dos digimons recém-chegados, Eu acho que você poderia ajudá-lo de alguma forma. [Gabumon]: O senhor acha que ele pode?! Então venha logo aí, seu estranho! Deixe o que lorde Wisemon quer aqui e me ajude, por favor! Nós não sabemos mais o que fazer!... |
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| [Gabumon]: O senhor ainda está pensando em fazer pesquisas em um momento como esse, lorde Wisemon?! Depois o senhor conversa com o menino, temos um caso de vida ou morte aqui! [Wisemon]: Espere, Gabumon! Gabumon então começou a correr enquanto segurava a mão de Keiichi, levando-o consigo pelo mar de computadores dos Nanomons, enquanto Wisemon havia sido deixado para trás. O rapaz e o digimon corriam com rapidez até o elevador por onde Keiichi havia entrado com Angemon e, quando entraram, Gabumon se apressou em apertar o último botão em que estava escrito: "ID". O elevador então iniciou uma descida rápida e turbulenta, o que não assustava Gabumon nem um pouco, mas talvez pudesse afugentar de leve nosso amigo não-digimon. Quando a porta se abriu, Walker fora arrastado pelo chifrudo por um corredor escuro e extenso que levava até outra porta de metal dupla, que ao se abrir revelou algo inimaginável. Parecia que o rapaz tinha acabado de entrar em um parque de diversões ou uma coisa assim. Vários digimons - todos eles iguais, ou pelo menos a maioria - estavam cuidando de várias coisas que pareciam ser bonecos de pelúcia, eram muito baixinhos e a maioria tinha sua forma meio arredondada. Os digimons que pareciam estar cuidando dos digimons menores - o que podia-se supor, eram os digimons em estágio bebê - eram em sua maioria outros Gabumons, embora ouvessem alguns Patamons e alguns digimons que paeciam um aglomerado de rochas... E aí seu digivice parecia fazer outra aparição. [Digivice]: Analisador digimon ativado, novos digimons encontrados: Gostumon, digimon data em estágio criança. Foi aí que Keiichi percebeu que o Gabumon que o estava acompanhando, diferente dos outros, tinha uma espécie de anel vermelho no chifre, o que deveria indicar que ele era o responsável por ali. O digimon começou a guiar o humano através daquele local de cuidados que lembrava muito uma creche, na verdade. Tinha brinquedos, casinhas de madeira, grandes cubos de algodão, berços de pedra pelo que pareciam e tudo mais. A maioria dos digimons nem notou os dois passando, embora alguns tenham ficado apreensivos com a aparição de uma criança nunca antes vista por ali, afinal, Keiichi era o organismo estranho ali. No meio de toda aquela suposta área de lazer havia o que parecia ser um ovo, do tamanho de ovo de avestruz. O ovo era totalmente roxo, salvo algumas manchas e linhas brancas que estavam espalhadas por sua extensão. Ele não se movia nem nada e parecia ser por isso que Gabumon estava preocupado. [Gabumon]: Está vendo aquele digi-ovo? Aquele foi o que veio parar aqui acidentalmente. Normalmente, ovos, quando sentem muito movimento por perto, preferem nascer logo. Mas esse nem ao menos se move! Para fazer um digi-ovo nascer, normalmente basta esfregá-lo para que ele choque... Mas nada está adiantando!... Ele parece se recusar a nascer, eu não sei!... Ah, droga!... Não sei mais o que fazer... |
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| Queria pedir desculpas pelo atraso pra você também, Keiichi. Foi mal ;x... Mas eu acho que a espera talvez valha a pena... =x. |
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DODOMON NASCE [Gabumon]: Pode sim. Estou desesperado. Pessoal, deixem esse estranho passar até o ovo, fiquem de olho nele por via das dúvidas. As suspeitas de Gabumon eram completamente compreensíveis. Keiichi tampouco era um digimon, era um ser estranho a todas aquelas criaturas, ali, ele parecia ser quem estava invadindo o espaço de alguém. Ele sentiu-se confortado por ver que, de certo modo, conseguira a confiança de Gabumon ao ponto de poder se aproximar daquele digi-ovo, pegá-lo e sentar com ele em seu colo por algum tempo. De início, o rapaz não sentira aparentemente nada ao passar suas mãos sobre a superfície arroxeada mas, conforme esfregava e falava baixinho, o ovo parecia se mover lentamente para os lados, como se o embrião estivesse chutando a casca. Alguns digimons que estavam passando pararam para observar o ovo que jamais mostrara um sinal de tremedeira começar a tremer. Gabumon em especial parecia perplexo, ficando do lado de Keiichi conforme ele esfregava o ovo e ele ficava cada vez mais cheio de energia. Até que... Puft! O ovo pareceu explodir em uma fumaça rosada. O rapaz pôde ver em sua mão uma criatura pequena, fofa, de pelugem arroxeada e manchas brancas no rabo e ao redor da boca. A sua frente uma espécie de berço de pedra havia surgido do nada, talvez fossem os remanescentes da casca do digi-ovo que teriam se convertido naquilo em questão de segundos. [???????]: Puyo! [Gabumon]: V-Vo-Você conseguiu! Parece que você chocou um Dodomon! Estranho. Gabumon acabara de pronunciar o nome daquele recém nascido, mas seu digivice ainda pedia pela ativação do anaiisador digimon mesmo com o conhecimento do nome... O que será que teria acontecido na sala de Wisemon, então? [Digivice]: Novo digimon encontrado, analisador digimon ativado: Dodomon. digimon sem definição em estágio bebê. Que estranho... Digimon "sem definição"? Será que isso era por que a criatura tinha acabado de nascer? Por isso ele não era nem Data, nem Vacina e tampouco Vírus?... Interessante. Aquee mundo ficava cada vez mais interessante. A criaturinha ficava saltitando na mão de Keiichi e assim permaneceu por alguns poucos minutos, quando Gabumon tomou Dodomon da mão do rapaz e colocou-o no berço. [Gabumon]: Vamos deixar esse Dodomon descansar no seu berço, deve ter sido uma batalha difícil. Obrigado, estranho. Serei grato a você para sempre. Eu adoraria deixar você olhar os demais digimons bebês... Mas acho que lorde Wisemon ainda queria falar com você... |
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...E NANOMON ATACA! [Dodomon]: Puyoooou~ Parecia que Dodomon gostava das acomodações recém construídas de Keiichi. Gabumon ficou olhando para aquilo intrigado, parecia pensativo com alguma coisa. Os digimons que observavam a cena já haviam voltado com certa pressa ao seu trabalho devido ao pequeno descanso; assim, o rapaz pôde ver alguns outros digimons que eram levados para berços, outros para brincar com alguns digimons de pedra, os tais Gotsumons. Ao término daquela bela cena que enchia a mente de Keiichi com algumas perguntas, talvez mais perigosas. [Gabumon]: Tudo bem. Eu posso acompanhá-lo até a sala do lorde Wisemon. Agradeço pelos seus esforços, seja lá como você se chame! Um gabumon aparentemente mais feliz começava a guiar Keiichi de volta o elevador, onde ambos começaram a subir vários andares bem rapidamente. Era incrível, parecia que ninguém parava o elevador quando ele estava em movimento, tornando o trânsito por ali algo bem rápido e simples. Bom, pelo menos era essa a primeira impressão. Como a incubadora ficava no andar mais baixo daquele arranha-céu, um andar subterrâneo assim por dizer, ainda faltavam alguns andares para o setor de pesquisas onde estava Wisemon quando o elevador parou de súbito. Até mesmo Gabumon parecia intrigado com aquela parada repentina. Tudo estaria bem se a porta tivesse aberto e alguém tivesse entrado para acompanhá-los, mas o que aconteceu a seguir foi no mínimo tenebroso. O elevador tremeu um pouco, como se alguém tivesse pulado sobre ele, e as luzes se apagaram. Nenhuma luz de emergência foi ativada. Keiichi e Gabumon puderam ouvir o compartimento de emergência que fica na parte de cima do elevador se abrir - uma espécie de alçapão - e, no minuto seguinte, Keiichi não se via mais dentro do elevador. Tudo que ele conseguia ver era uma espécie de caminho vertical cujas paredes eram ferro e vários fios. Ele conseguia também ver o elevador que ficava cada vez menor a medida que se afastava... Afastava, mas como? Ele estava sendo carregado por alguma coisa... Nesse caso, por alguém. O garoto sentiu a mão de metal fria de um digimon enrolada em seu corpo, como se estivesse extendida. Ele então percebeu que estava sendo carregado por um Nanomon que subia incessantemente pelos cabos que sustentavam o elevador. Ele parecia estar transtornado. [Nanomon]: NANO-NANO-NANOMON! Acompanhando seu grito de guerra um tanto quanto robótico - e também, estranho, uma vez que ele não movia a boca para falar - o Nanomon girou com velocidade pelos cabos de sustentação e saltou na direção do que parecia ser uma tubulação de ar. O impacto com aquele lugar um tanto quanto apertado fizera Keiichi desmaiar. Quando o rapaz acordou de novo ele se viu amarrado desde o tórax até a cintura, não bastasse, também estava pendurado pelo braço... Justamente pelo braço onde estava seu estranho relógio. Ele olhou em volta e percebeu que a única fonte de luz daquela sala escura era a tela de um computador, na frente do qual estava Nanomon digitando como um desesperado. Ao examinar a tela daquele dispositivo, Keiichi pode ver que seu digivice estava sendo exibido lá. Várias linhas verdes ligavam diversas partes a nomes cada vez mais curiosos: funções, contrato, biofusão... Parecia que aquela criatura estava analisando o tal "digivice" de Keiichi! Mas... Por que ele teria tornado o rapaz um captivo?... |
| QUOTE (Posição) |
| Você está amarrado completamente em torno do tórax, suspenso pelo braço do digivice. |
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O COMEÇO DA FUGA! Keiichi tentava calmamente pegar o maço de chaves que continha seu tão importante chaveiro em forma de canivete. Aquilo poderia ser a decisão entre a vida ou morte, ou, bem, assim parecia. Nanomon estava tão ocupado digitando várias coisas no computador e era impressionante: ele conseguia digitar palavras extensas em questões de segundos em um programa que lembrava em muito o DOS. Talvez ele estivesse programando alguma coisa que provavelmente tinha haver com o digivice do rapaz, dado que a imagem do relógio não se esvaira da tela nem por um segundo. Com um pouco de esforço o rapaz conseguira recuperar o canivete com sucesso. Ativar as lâminas não era um problema, mas seus braços devidamente imobilizados tornavam difícil, se não impossível, fugir usando o canivete. Keiichi podia tentar cortar a própria corda com uma das lâminas mas a posição em que estava preso tornava isso muito desconfortável e, portanto, difícil. Enquanto arquitetava sua fuga, o rapaz podia ouvir Nanomon praguejando sobre alguma coisa... Talvez se esperasse mais um pouco, pudesse realizar sua fuga com sucesso... [Nanomon]: ...Função Biofusão... - Ele falou baixo, fazendo alguns sons eletrônicos a seguir. - Com isso, poderei evoluir facilmente para o último estágio... O que aquele digimon poderia estar planejando com o relógio de Keiichi? Além do mais... O que era essa tal de biofusão? |
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| Com sucesso, Keiichi iniciara seu plano de fuga, começando a cortar as amarras com seu canivete de uma maneira bem lenta, talvez demorasse alguns minutos para que conseguisse a sua liberdade. Nanomon continuava a digitar em uma velocidade anormal para qualquer ser humano, mas foi distraído pelo calçado do rapaz que o atingira diretamente no que parecia ser sua cabeça - o vidro opaco. Ele virou-se de leve para o humano, encarando-o por vários segundos enquanto as teclas do computador pareciam se apertar automaticamente, configurando algum programa em um nível que o rapaz não conseguia compreender - principalmente pelos caracteres estranhos que estavam sendo utilizados. [Nanomon]: ... Ele se virara novamente para o computador, ignorando Keiichi quase que por completo. O rapaz poderia continuar serrando a sua libedade por mais alguns minutos pelo menos, julgando pelo fato de que Nanomon parecia estar muito mais interessado em concluir aquela sua rápida pesquisa do que em retrucar aos insultos do rapaz. Mas pela velocidade crescente dos dedos do digimon, parecia que ele já estava bem próximo do fim. |
| QUOTE (AJUDA) |
| Keiichi continuava seu trabalho feroz em cerrar a pequena cerra para que pudesse fugir daquela situação horrível. Nanomon continuava seu trabalho numa velocidade incrivelmente superior às atitudes do jovem humano e, por simples cálculos matemáticos envovlendo tempo, ele estaria perdido. Aquele digimon vírus prosseguiu por mais alguns minutos e, quando o humano estava prestes a serrar o primeiro laço da corda, Nanomon apertou um simples botão que o desamarrou, fazendo com que caísse no chão, derrubando o canivete no impacto - este girara e batera na parede. A corda estava desfeita e Nanomon se virava para Keiichi, parecendo ignorar completamente o fato de que o rapaz tentara fugir - se é que tentara. Ele erguera seus longos braços na direção do rapaz como se fosse fazer mais alguma coisa. O medo poderia estar tomando conta do rapaz naquele minuto. Aquele vidro na cabeça do digimon brilhou por milésimos de segundo, aquela luz avermelhada passou direto para seus olhos e logo a seguir começou a passar do braço até as mãos. Quando uma luz avermelhada começou a surgir nos buracos que se abriram em seus dedos, um barulho de metal quebrando foi percebido. [Nanomon]: DIGITAL BOMB! [Gabumon]: PETIT FIRE! O rapaz pôde ver vários mísseis - ou ao menos era isso que eles aparentavam ser - em forma de tubarões alaranjados voarem das mãos de Nanomon na sua direção. Mas, no último minuto, uma chama azulada aparecera atingindo os mísseis e explodindo-os: é claro que a explosão feriu um pouco o rosto do rapaz e o jogou na parede, mas aquilo sem dúvida era muito melhor do que estar morto. [Angemon]: HAND OF FATE! Então, um raio de energia dourada surgiu e atingiu Nanomon fazendo com que ele fosse arrastado no chão até se chocar contra a parede. Keiichi pôde observar Angemon voando rapidamente na direção do digimon ultimate, usando seu bastão dourado para atingi-lo na cabeça, quebrando aquele vidro. O digimon raptor parecia desaparecer no segundo seguinte, como se tivesse implodido e se transformado em pó. Gabumon, acompanhado de um pequeno digimon arroxeado, correram até o lado de Keiichi. Aquele pequeno digimon lembrava bastante ao pequeno Dodomon que o rapaz encontrara há pouco, mas ele certamente era diferente... [Gabumon]: Você está bem, Keiichi?! Depois que Nanomon levou você do elevador, eu fiquei algum tempo preso lá. Mas Angemon me falou que Dodomon evoluiu para Dorimon, fugiu do berçário pela tubulação de ar para avisá-lo do problema com o elevador. Graças a esse pequeno eu fui salvo e pudemos ajudar você, lorde Wisemon detectou seu sinal incomum no prédio. [Digivice]: Digimon encontrado, analisador digimon encontrado: Dorimon, digimon em treinamento (baby II) sem atributo. [Dorimon]: "Você está bem!?" Angemon se aproximava de Keiichi como que fazendo a mesma pergunta em sua mente. Aquele pequeno Dorimon, que em muito lembrava Dodomon, parecia repetir as palavras de Gabumon por instinto, como se estivesse aprendendo a falar. Ele parecia tão preocupado, assim como os outros dois digimons ali. |
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| Quando Keiichi colocara aquele jovem digimon sobre sua cabeça ele se remexera um pouco, como se acomodando. Por consequência, parecia que Dorimon havia apertado algum botão no relógio de Keiichi por acidente, a voz do digivice começara a soar de novo, intrigando tanto Angemon quanto Gabumon. O conteúdo daquela nova mensagem do seu dispositivo deixara o rapaz bastante confuso, mas, talvez, feliz ao mesmo tempo. [Digivice]: Sistema de contrato ativado; pedido enviado. "Contrato Aceito"? [Dorimon]: "Contrato...Aceito"...? [Digivice]: Contrato aceito. Informações enviadas. Deseja colocar Dorimon como seu parceiro digimon? Responda em afirmação ou negação. Aquela indagação deixou a todos perplexos. Aquele relógio não só era capaz de identificar digimons, como uma enciclopédia portátil, mas também era capaz de oferecer contratos para que digimons passassem a ser "parceiros" daquele estranho aglomerado de dados... Afinal, o que Keiichi era e o que era esse digivice?! |
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| Forneço a ficha do seu digimon caso ele consiga sobreviver até atingir o estado child, visto que não acumulará experiência (para níveis) até que chegue a esse estado. |