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- Aproxima-te, soldado. Disseram-me que trazes notícias de grande gravidade. - Assim é, meu Rei - respondeu o mensageiro, avançando alguns passos. - Venho de Miurn. O meu capitão pediu-me que lhe entregasse isto.
Olgaf franziu o sobrolho e aceitou o pergaminho enrolado, quebrando o lacre e lendo o seu conteúdo. Conhecia bem o capitão em questão, um homem de grande valor. Deu uma primeira vista de olhos, endireitando-se no trono e lendo com mais atenção assim que algumas palavras sobressaíram na leitura daquele relatório. Leu três vezes mais, antes de enrolar novamente a mensagem e ficar pensativo.
- Essas duas pessoas, Deran e Mirana, alguma ideia de quem serão? - perguntou o soberano ao mensageiro. - Nenhuma, Senhor. Apresentaram-se como dois aventureiros uns dias antes desses eventos ocorrerem. - Estou a ver... Realmente o inesperado acontece quando estamos fora. Por pouco a nossa ida para a Grande Batalha não possibilitou a destruição do nosso país por dentro. Gostava de agradecer pessoalmente a esses dois e ajudar no que puder, mas vejo que o Capitão já tomou essa iniciativa e que por esta altura já terão partido. - O melhor comandante que podíamos ter, à excepção de Vós - gabou o soldado, orgulhosamente. - Ele tomou prontamente a responsabilidade de reparar o que podia e organizar a cidade até novas ordens. - Sim, sim, eu sei, estava na mensagem - comentou Olgaf. - Regressarás imediatamente a Miurn para entregar a seguinte resposta: enviarei uma equipa de trabalhadores especializados e materiais para completar as reparações e com eles irá um nobre meu amigo que ficará responsável pela cidade. Quanto ao Capitão, deverá partir assim que eles chegarem para comparecer perante mim. Obrigado, soldado. Estás dispensado.
O mensageiro fez uma vénia e abandonou a sala.
Deran e Mirana... - pensou Olgaf. - Quem serão esses dois?
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